http://femehnacional.files.wordpress.com/2011/02/femeh_logo.jpg?w=614

“Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito!”

Na manhã de hoje, domingo, 22 de janeiro de 2012, os moradores da comunidade do Pinheirinho, próxima a São José dos Campos, foram acordados pela invasão da Polícia Militar. Com cerca de 2000 policiais, dezenas de carros,  dois helicópteros, os policiais iniciaram uma brutal reintegração de posse do terreno, ocupado em 2004 e que nos últimos dias esteve em disputa entre os moradores e a empresa antes proprietária, a falida Selecta.

Nós, estudantes de História reunidos no Conselho Nacional de Entidades  de História (CONEHI), repudiamos esta ação da PM. Queremos manifestar nosso total apoio aos moradores da ocupação, que sofreram com a perda de 8 pessoas assassinadas e muitas mais que foram feridas pela força militar durante a ação ilegal de reintegração de posse que culminou ainda na prisão arbitrária de Ivan Valente (PSOL), Eduardo Suplicy (PT) e Zé Maria (PSTU). Saudamos e apoiamos também a resistência da comunidade.

Atualmente, juntamente com diversos movimentos sociais, organizações, entidades, nós da FEMEH levantamos a bandeira pelo direito à memória recente do nosso país através da abertura dos arquivos da ditadura civil-militar e da punição dos responsáveis pelos crimes de tortura e assassinato ocorridos em tal período. Isto se dá por entendermos que o esquecimento e a não punição permitem que continuem acontecendo violações dos direitos humanos no Brasil, como  despejos, execuções sumárias, práticas de torturas etc. Estas violações são uma realidade corriqueira, são a regra e não a exceção do “Estado democrático de direito”.

O que vimos hoje no bairro Pinheirinho evidencia que tal luta não consiste numa forma de “revanchismo” da esquerda, como certos setores da direita insistem em colocar. Também é falacioso o argumento de que o Brasil hoje vive um momento de “conciliação”, ideia absurda numa sociedade de classes. A abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos responsáveis pelos crimes cometidos no período, em nossa concepção, será um primeiro passo para a superação dos abusos e desrespeitos aos direitos humanos no nosso país, numa caminhada que só terminará na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que supere os limites impostos pelo capitalismo à classe trabalhadora e, no limite, a toda humanidade.

Abominamos o brutal massacre das/os moradoras/es do Pinheirinho!

Todo apoio ao Pinheirinho e a todas as lutas realizadas pela classe trabalhadora!

São Paulo, 22 de janeiro de 2012
Federação do Movimento Estudantil de História

Programa “Adote um calouro” – 2012

Publicado: 01/17/2012 por comunicacaocahis em Assistência estudantil, Universidade

O Núcleo de Apoio ao Estudante do Campus Guarulhos da Unifesp,a exemplo do ano passado está desenvolvendo um programa intitulado “Adote um calouro”. Assim, estudantes veteranos poderão contribuir com os calouros a se adaptarem à nova realidade. Para isso deverão preencher um questionário e encaminhá-lo ao NAE (nae.guarulhos@gmail.com)

Esta medida contribui para que deficiências estrturais da Universidade, por exemplo a falta de moradia, permitam uma oportunidade a ingressantes de situação socioeconomica vulnerável, ainda que provisoriamente.

Por mais que não resolva o problema, esta simples medida busca atenuar a exclusão social, tão característica na Universidade.

Baixe aqui o formulário
(baixe o arquivo original, edite e encaminhe)

Abaixo a mensagem encaminhada pelo NAE:

O Programa Adote um Calouro 2012 solicita o cadastramento de repúblicas que pretendam adotar calouros.

Você que é veterano e sabe das dificuldades de arranjar um lugar pra ficar assim que chega para a matrícula, nas primeiras semanas de aula e pretende ajudar quem está chegando agora, responda esse formulário para que nós tenhamos idéia de que perfil de calouro lhe indicar no “Adote um Calouro”. Os dados serão fornecidos aos calouros no ato da matrícula e no NAE.

Os calouros recebidos lembrarão de você para sempre!

Projeto Nova Luz

Publicado: 01/10/2012 por comunicacaocahis em Movimentos sociais, Sociedade

Notícia de Blog da Cidadania
Eduardo Guimarães

 

 

Quem não vive na capital paulista e vê as notícias sobre a revoada de almas esquecidas que ainda resistem nos bairros de Campos Elíseos e Luz, onde a Caixa de Pandora da Cracolândia paulistana vem sendo aberta após décadas de descaso, talvez não entenda por que os governos do Estado e da cidade de São Paulo adotaram medida tão impressionantemente desastrada.

A ação que espalhou pela maior cidade sul-americana uma legião de verdadeiros mortos-vivos vai formando mini guetos na porta de cada um dos que acharam que poderiam deixar aquele desastre social crescer sem jamais serem afetados.

A diáspora de viciados que as forças policiais sob comando do governador e do prefeito de São Paulo provocaram gerou o que a imprensa vem chamando de “procissão do crack”. Como a operação se limitou a espantar aquelas pessoas da Cracolândia, a PM está tendo que escoltar pelas ruas da cidade grupos de até cem pessoas cada.

As regiões que estão recebendo aqueles que vão sendo tratados como dejetos humanos, reclamam. Segundo o jornal Estado de São Paulo, moradora da outra cidade, do outro país, do outro mundo contíguo ao gueto da loucura reclamou de que “Antes, eles ficavam escondidos. Agora, ninguém tem sossego” E pediu que as autoridades encontrem “algum lugar para levá-los”.

Eis o que acontece com São Paulo. Essa é a mentalidade de uma parcela enorme da sociedade paulista. Os favorecidos pela sorte querem simplesmente ignorar os dramas sociais que uma governança voltada exclusivamente para os mais ricos gerou.

Agora, essa parcela majoritária dos paulistas que mantém há quase vinte anos no controle do Estado e da capital políticos como José Serra, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab vão percebendo que se deixam seus concidadãos se transformarem nos seres apavorantes que as imagens da Cracolândia mostram, poderão ter que recebê-los a domicílio em algum momento.

Os setores da sociedade paulistana que apoiaram que as autoridades locais deixassem o inferno florescer naquela parte da cidade já estão se perguntando sobre o propósito de uma ação policial que invade um gueto como a Cracolândia somente para espantar dali pessoas com graves problemas mentais que tendem a cometer roubos e até atos de violência sem pensar duas vezes.

Aqueles que trataram a política paulista e paulistana como disputa de futebol entre palmeirenses e corintianos, ao começarem a sentir o que a irresponsabilidade social pode gerar talvez tenham interesse em entender por que os governos estadual e municipal parecem apenas querer tirar daquela região aqueles que ameaçam a si e a todos.

Se quem nunca quis entender agora quiser, eu conto: é a especulação imobiliária, estúpido. O Bairro da Nova Luz é a nova negociata que esse grupo político que seqüestrou São Paulo está preparando.

No vídeo abaixo, você conhecerá a luta de Paula Ribas (jornalista e fundadora da Associação Amo a Luz), Simone Gatti (arquiteta e urbanista) e Raquel Rolnik (urbanista, professora e relatora especial da ONU para o direito à moradia) e entenderá por que as autoridades paulista e paulistana expulsaram da Cracolândia aquelas almas esquecidas.

Em 1967, de Cuba, Marighella convocou o povo brasileiro para pegar em armas e lutar contra a ditadura militar

Foto: Reprodução

Carlos Marighella

Se estivesse vivo, o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, completaria 100 anos nesta segunda-feira. Um dos principais arregimentadores da luta armada no Brasil, o revolucionário defendia a guerrilha como única forma de superação da ditadura e da influência Norte-Americana no país. Suas posições políticas e seu conflito com o Partido Comunista Brasileiro foram expostas numa entrevista veiculada pela rádio Havana (Cuba) em 1967, logo após a realização da primeira Conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), onde métodos para a revolução em países latinos foram debatidos.

A entrevista foi ouvida no Brasil por alguns militantes de organizações de esquerda que sintonizavam a rádio Havana em ondas curtas. Ela serviu como fonte de mobilização para jovens que estavam dispostos a pegar em armas na luta contra a ditadura.

Trechos dessa entrevista foram publicados em trabalhos acadêmicos e livros sobre a ditadura. O áudio com a íntegra, contudo, ficou perdido por anos. O material foi recuperado recentemente, durante pesquisas feitas por uma das militantes que trabalhou na construção da ALN, Iara Xavier. Ela é irmã de Iuri Xavier – que foi um dos líderes da ALN assassinado pela ditadura em 1972.

Leia também: “Marighella foi o grande estrategista da luta armada”

Leia também: Processo de anistia de Marighella será julgado hoje em Salvador

Leia também: Senador que foi da ALN hoje vê erro nas escolhas de Marighella

iG teve acesso à entrevista que revela o modo de pensar do guerrilheiro Marighella, assassinado em 4 de novembro de 1969.

Clique no player abaixo para ouvir a íntegra da entrevista:

http://extras.ig.com.br/player/carlos-marighella/index.html

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R7: Brasil tem até o dia 14 para adaptar a Lei da Anistia

Publicado: 12/12/2011 por comunicacaocahis em Ditadura, Notícias

País foi condenado pela OEA por não punir torturadores da ditadura

Da Record News

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4edd6c993d146dcd94d98b8b&idCategory=136&embedded=true

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) deu ao Brasil até o dia 14 de dezembro para o país adaptar a Lei de Anistia e punir os torturadores do regime militar.

Segundo as vítimas do período, a lei seria um obstáculo às investigações. Neste ano, no momento em que o Brasil era condenado por organismos internacionais, o governo criou a Comissão Nacional da Verdade, que vai investigar crimes políticos cometidos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar. A luta contra o regime fez, pelo menos, 476 vítimas. O grupo terá dois anos para finalizar um relatório sobre as violações de direitos humanos.

Marcelo Zelic, do grupo Tortura Nunca Mais, diz que a comissão cria uma “cortina de fumaça” sobre a discussão da corte interamericana.

- Ao condenar o Brasil, ela [a corte] condena porque o Brasil não fez justiça, não executou procedimentos legais para que se fizesse justiça com relação a esses crimes.

A ex-guerrilheira Criméia Almeida diz que não é necessária a instalação de uma comissão para que o Estado brasileiro apure os crimes, mas ela pode dar contribuições.

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Rematrícula 2012: Orientações do curso de História

Publicado: 12/06/2011 por comunicacaocahis em Universidade

Abaixo as instruções divulgadas pela secretaria acadêmica para a realização da rematrícula. Vejam neste link mais informações, inclusive de outros cursos.

Entre os dias 09/12 e 14/12/2011 ocorrerá o primeiro período de rematrícula no campus Guarulhos.

unifesp_logoNo sistema de rematricula o aluno terá acesso para consultar os Conteúdos Programáticos de todas as UCs oferecidas por todos os cursos do nosso campus. No site do campus, é possível verificar a grande semanal do 1º semestre de 2012 de todos os cursos.

No sistema de rematrícula online, o aluno deverá clicar na aba “Selecione o Tipo de UC para Matricular” para ter acesso às Unidades Curriculares oferecidas, aparecerão 03 abas, são elas:

  • UCs do Termo: Com todas as UCs oferecidas pelo seu curso no seu turno e em seu termo de rematricula.
  • UCs do Curso: Com todas as UCs oferecidas pelo seu curso no seu turno em todos os termos. As UC´s eletivas estão disponíveis para matrícula no 7 termo do curso de História.
  • UCs de Outros Cursos: Com todas as UCs oferecidas por todos os cursos, inclusive seu próprio curso em todos os termos e turnos. Consulte as UCPFs (Unidades Curriculares de Formação de Professores) disponíveis no site do campus.

As escolhas devem ser feitas baseadas na matriz, lembrando que as solicitações serão analisadas e que serão deferidas ou não de acordo com demanda, levando em conta o fato de ser uma UC fixa do aluno naquele determinado termo, o turno em que o aluno está matriculado e também o fato deste aluno ser concluinte ou não.

Todos os alunos, inclusive os que pretendem solicitar trancamento de matricula, deverão selecionar, no mínimo, 3 UCs para cursarem.

ATENÇÃO: A partir deste semestre, é obrigatória a realização da rematrícula, desde o primeiro período. Caso o aluno não acesse o sistema nesta data, será impedido de acessá-lo nos demais períodos, além de perder a vaga na universidade.

Lembrem se que para selecionar Domínio Conexo o aluno deverá acessar a aba “UC´s de Outros Cursos” e escolher a UC pela qual tenha interesse.

O aluno poderá solicitar matricula em UCs em período oposto ao seu desde que não ultrapasse 50% das UCs que irá cursar em seu período regular.

Após conclusão da matricula o aluno deverá consultar todas as suas escolhas clicando na aba “Verificar UCs Selecionadas” e conferir, caso queira poderá excluir nesta janela alguma UC que solicitou por engano.

Quando estiver certo de que suas escolhas estão corretas o aluno deverá clicar na aba “Imprimir Grade Semanal” e depois em “Impressão” para imprimir um comprovante de sua matricula.

Assembléia de História

Publicado: 12/04/2011 por comunicacaocahis em Comunicação

Convidamos todas e todos para a Assembléia dos Estudantes de História da Unifesp, a ser realizado nesta terça-feira, dia 6 de dezembro, às 18h, na sala dos CAs, em frente ao puxadinho, (sujeito a mudança de local, de acordo com a quantidade de pessoas).

Essa reunião faz-se necessária em virtude da urgência de suas pautas: apresentação e posse da nova gestão, a articulação da calourada de 2012 e a organização do ENEH (Encontro Nacional de Estudantes de História) e EREH (Encontro Regional de Estudantes de História) em São Paulo, em julho e abril, respectivamente.

 Assembléia de História

18h, Terça, 6

Na sala dos CAs

Sábado Resistente: Tortura e psicologia

Publicado: 12/01/2011 por comunicacaocahis em Ditadura, Eventos, História
Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar

SÁBADO RESISTENTE

3 de dezembro, das 14h às 17h30

Tortura e psicologia
uma questão sempre presente

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PROGRAMAÇÃO
14h00:  Boas vindas – Katia Felipini (coordenadora do Memorial da Resistência)
Apresentação  e Coordenação  – Ivan Seixas (diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política)
14h15:   

Maria Auxiliadora Arantes - “Tortura e psicologia – uma questão sempre presente”

Mestre em Psicologia Clínica e Doutora em Ciências Sociais – PUC/SP; integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia; Coordenadora Geral de Combate à Tortura na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (2009-2010); fundadora e dirigente do Comitê Brasileiro pela Anistia de São Paulo – CBA/SP (1978-1982)

Lúcia Coelho - “As raízes geopolíticas da tortura intencional e seus efeitos na sociedade brasileira”

Psicóloga, Mestre em Filosofia das Ciências, Doutora em Ciência Médicas, Especialista no Psicodiagnóstico de Rorschach, Presidente da Sociedade Rorschach de São Paulo

16h: Debate

17h: Lançamento do livro “Carrascos e Vítimas – Psicologia da Tortura” (Françoise Sironi)

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Centro Acadêmico de História da Unifesp (CAHIS UNIFESP), está organizando um Ciclo de Debates chamado Que História é essa?

Esse ciclo tem como objetivo discutir temas que estão ligados à política atual e à realidade  ligada ao processo histórico do país que a sociedade brasileira tem enfretado. Deste modo, se buscará lidar com questões como Ditadura; Questão Agrária e Urbana; Opressões de Gênero; América Latina; e Racismo.

É direcionado a Estudantes de História da Unifesp e estudantes de outros cursos e universidades, professores, funcionários e comunidade acadêmica, escolas públicas e particulares, em especial no entorno da Unifesp Guarulhos, movimentos sociais populares, associações de bairro, e sociedade em geral.

Portanto, gostaríamos de convidar a todos e todas para presenciar e participar desses espaços, ajudando a enriquecer o debate que está na pauta da política atual do país.

E, por fim, contamos com o apoio de vocês na divulgação para que o máximo de interessados possam se apropriar do assunto.

O último ciclo de debates aconteceu em setembro. O seguinte  será agora em novembro, com o tema: Consciência e Resistência Negra Leia o resto deste post »

Brasil de Fato: É proibido gemer

Publicado: 11/23/2011 por comunicacaocahis em Ditadura, Notícias

A batalha pela verdade, pela memória e pela justiça será das mais importantes do ano que vem. Mas a preparação para a luta já se iniciou

23/11/2011
Editorial da edição 456 do Brasil de Fato

Por pressões dos militares, a Presidência da República proibiu o uso da palavra pela senhora Vera Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva, na cerimônia em que foi sancionada a lei que criou a Comissão Nacional da Verdade.

As discussões que já se haviam estabelecido na sociedade sobre o assunto tiveram assim descortinada a realidade que até então era mantida oculta sob o argumento da defesa da Comissão possível.

Passo a passo, a postura oportunista de se alegrar com as migalhas que o Poder resolve conceder já havia levado a que o Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos fosse jogado na lata do lixo, no ano passado, enterrando as demandas que a Conferência Nacional de Direitos Humanos havia formulado.

Depois, quando se abriu a discussão no Congresso Nacional sobre o Projeto de Lei da Comissão Nacional da Verdade, reabriram-se as feridas da pusilanimidade pedindo silêncio àqueles que apontavam seus vícios e debilidades. Leia o resto deste post »

O Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima, de 92 anos, participou de 94 missões de guerra na Itália. Em petição, ele pede punição de militares que praticaram crimes durante a ditadura

Angela Pinho
Revista Época

O Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima, de 92 anos, participou de 94 missões de guerra na Itália. Em petição, ele pede punição de militares que praticaram crimes durante a ditadura (Foto: Stefano Martini)

A Comissão da Verdade aprovada pelo Congresso é uma novidade positiva para esclarecer o passado, mas é fundamental punir quem torturou e matou durante a ditadura militar. Mais: é “burrice” das Forças Armadas defender o contrário, já que a maior parte dos que fazem parte delas hoje não participou das violações de direitos humanos. As opiniões não são de nenhum militante de esquerda ou familiar de morto ou desaparecido político. São de um militar da Força Aérea Brasileira (FAB), detentor da segunda maior patente da Aeronáutica e herói da Segunda Guerra Mundial.

Maranhense radicado no Rio de Janeiro, o Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima, 92 anos, participou de 94 missões de guerra na Itália. Ele não gosta de se definir nem como de esquerda nem como de direita, mas como um democrata. Em 1964, foi um dos poucos militares a resistir ao golpe que deu início a 21 anos de ditadura. No dia 31 de março, pegou um avião e foi localizar as tropas que o general Olympio Mourão Filho guiava de Minas Gerais para derrubar o presidente João Goulart, no Rio de Janeiro. Chegou a fazer alguns voos rasantes sobre as tropas de Mourão. Sem autorização para atirar, voltou para a base de Santa Cruz, no Rio. Cassado, passou cerca de quatro meses preso e ficou proibido de voar por mais de 17 anos.

Com a volta da democracia, Moreira Lima retornou à Aeronáutica. No fim dos anos 70, fundou Associação Democrática e Nacionalista de Militares, entidade que luta pelos direitos de cabos cassados durante a ditadura e defende posições que destoam das que são comumente defendidas por seus colegas de Forças Armadas. Como presidente da entidade, protocolou uma petição para que o Supremo Tribunal Federal mudasse a interpretação da Lei da Anistia, de 1979. No documento, ele advoga pela punição de militares que praticaram crimes durante a ditadura. O STF acabou decidindo manter a interpretação que perdoa as violações ocorridas entre 1964 e 1985.

Amigo do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e frequentador dos eventos promovidos pela FAB, Moreira Lima finaliza a tradução para o inglês de seu livro Senta a Pua!, que narra a expedição da Força Expedicionária Brasileira na Itália. Hit them hard! tem previsão de ser lançado ainda neste ano. Leia o resto deste post »

Greve continua com reivindicações de Fora PM, anistia aos presos políticos e saída do reitor

11/11/2011
Aline Scarso, da reportagem
Brasil de Fato

Foto: DCE

Em assembleia que lotou o salão nobre da Faculdade de Direito na noite dequinta-feira (11), estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram manter a greve decretada no dia 8. Alunos dos mais diversos cursos das áreas de humanas, exatas e biológicas estiveram presentes. Estudantes que foram presos durante a reintegração de posse da reitoria também participaram da reunião.

Nenhum novo eixo de reivindicação foi acrescentado. Dessa forma, a greve estudantil se mantém exigindo o fim dos processos políticos administrativos contra estudantes e funcionários, pela saída do reitor João Grandino Rodas do cargo e da Polícia Militar do campus, pelo fim do convênio da Universidade com a Corporação, anistia aos presos políticos e por um plano de segurança alternativo para a Cidade Universitária.

A última vez que o salão nobre da Faculdade de Direito foi ocupado por estudantes aconteceu em agosto de 2007, quando o então diretor João Grandino Rodas, atual reitor da USP, concedeu o espaço para que estudantes votassem a destituição da gestão do Centro Acadêmico XI de Agosto.

A gestão havia apoiado uma ocupação política do espaço realizada por integrantes da Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública, apoiada por movimentos sociais como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). No dia 22 de agosto, a tropa de choque foi chamada por Rodas para dissolver a ocupação e mais da metade dos 350 manifestantes acabou detida no 1º Distrito Policial. Leia o resto deste post »