Abaixo-assinado contra a denúncia criminal à estudantes da USP

Clique para assinar

O DCE-Livre da USP e abaixo-assinados exigem a retirada imediata da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça no dia 5 de fevereiro, que acusa 72 estudantes da universidade, detidos durante a violenta reintegração de posse do prédio da reitoria em 2011 por parte da Tropa de Choque da Polícia Militar, por danos ao patrimônio público, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. Além disso, também repudiam as declarações da promotora Eliana Passarelli, autora da denúncia, à imprensa que chama os estudantes de bandidos e criminosos. Na nossa opinião, a intenção de criminalizar esses estudantes é um ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais de conjunto, em todo Brasil, que possuem o direito democrático de livre expressão, manifestação e organização política e ideológica. Lutar por democracia na universidade não é crime.

 

Anúncios

Carta em repúdio à opressão e agressão de mulheres no campus Guarulhos

Guarulhos, 28 de novembro de 2012

Com apenas seis anos de existência, o campus Guarulhos e seus discentes já presenciaram inúmeras manifestações de machismo e opressão de diversas naturezas. A última relatada de sexta-feira (23/11) foi acompanhada por alguns alunos e funcionários que preferiram a omissão – ou resignação – à tomada de atitude.

Em 2008, durante uma assembleia no campus São Paulo, uma estudante de Guarulhos que pediu a fala, foi vítima de assédio e comentários machistas por estudantes de Medicina, membros da Atlética da EPM. No mesmo ano, a referida Atlética ganhou  repercussão negativa na grande mídia, ao retratar órgãos sexuais femininos como hambúrgueres, além de piadas sexistas e racistas. Neste ano, 2012, um aluno do campus Guarulhos chamou uma estudante de “vadia” durante uma discussão em meio de uma assembleia, um número expressivo de pessoas mostrou indignação ao fato ocorrido. Em comum, as manifestações de opressão partiram de setores que, de uma forma ou de outra, se opuseram às mobilizações – e foram então objeto de repúdio por parte do movimento estudantil.

A agressão cometida pelo discente Laerte Cameschi, dois dias antes do “Dia Internacional de Luta contra a violência à mulher” (25 de novembro), entrou na última semana para a série de episódios já ocorridos na história de nossa instituição. Em muitos comentários é levantada a questão de que o estudante participa do Movimento Estudantil do campus. Algumas questões devem, então, ser levantadas: em primeiro lugar, o movimento estudantil tem muitas formas, divergências e muitos adeptos, nem todos partilham dos mesmos métodos e ideias; em segundo lugar, o fato de um estudante ter um envolvimento político não faz dele, infelizmente e definitivamente, um feminista. Pelo contrário, é sabido por todos que o respeito às mulheres assim como a gays, lésbicas, negros e outros grupos denominados por “minorias” não se dá por opção política. O triste acontecimento da última sexta deflagra uma prática comum dentro da esquerda… E também da direita, e uma prática comum dentro do campus que, apesar de ainda recente, já conta com um infeliz histórico em relação à opressão de mulheres.

Ainda temos bastante dificuldade de, para além das “situações-limite”, compreender e combater a opressão que está enraizada culturalmente fortemente internalizada. Constantemente, cotidianamente, reproduzimos práticas e padrões que reafirmam uma opressão secular – o número de falas de homens em uma assembleia e mesas acadêmicas; maneiras que nos vestimos e exigirmos padrões e posturas de discentes e funcionários; tratamentos jocosos e desrespeitosos, por vezes dados como “inocentes”; e foi com muito custo que se inseriu a norma, via CONSU, do direito a tratamento pelo nome social a transgêneros.

Nós do Centro Acadêmico de História acreditamos que o fato não seja isolado, mas parte de uma quase tradição dentro do nosso ambiente acadêmico. Da mesma forma, acreditamos que nem todas as tradições devem ser mantidas e, portanto, exigimos, assim como outros grupos já fizeram, pronunciamento e solução a esse respeito por parte das instâncias oficiais da universidade. Enquanto isso, repudiamos o acontecimento e nos colocamos a disposição da estudante agredida e a parabenizamos por sua coragem em denunciar.

Centro Acadêmico de História
Gestão “Levanta que lá vem História”

Carta aberta sobre a consulta pública e a localização da EFLCH/UNIFESP

Guarulhos, 20 de novembro de 2012.

Há alguns meses tem sido promovido um debate sobre a localização do Campus de Humanidades da Universidade Federal de São Paulo. Localizado na Estrada do Caminho Velho, 333, no bairro Jardim Nova Cidade, região dos Pimentas, no município de Guarulhos, o Campus da UNIFESP tem sofrido uma série de problemas, sobretudo de infraestrutura e condições de permanência de toda comunidade.

Estas dificuldades têm levado funcionários (técnicos e docentes) e, principalmente, estudantes a se organizarem e se mobilizarem buscando a superação dos problemas que assolam a recentemente chamada Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da UNIFESP.

Entretanto, alguns indivíduos dessa comunidade acadêmica atribuem a origem dos problemas de implantação e funcionamento da EFLCH à localização do campus, muitos desses a partir de argumentos elitistas de “isolamento cultural” que demonstram, na verdade, a falta de integração destes com a realidade, mas suficiente para lhes estimular a defender a transferência dessa escola, seja parcial ou integralmente, para outra região como solução definitiva.

Esse debate sobre a localização vem revestido de discursos sobre mobilidade urbana, democracia e excelência universitária. Contudo, essas questões precisam ser desveladas e apresentadas claramente, para impedir que a universidade pública seja colocada a serviço de interesses pessoais e privados.

A proposta defendida até aqui é de que o campus precisa mudar de lugar, para uma localidade mais privilegiada, ainda que não se saiba qual localidade tenha real possibilidade de atender tal demanda.

Seguiu-se  o desenvolvimento de um colóquio sobre a localização da EFLCH, cuja organização aconteceu às pressas, por um conjunto absolutamente desproporcional e tendencioso. Este ciclo de palestras, sobre uma série de temas em torno da concepção de universidade, do histórico da ELFCH e de mobilidade urbana, pouco contribuiu com o discurso que defende a mudança do campus, de modo que este setor passou a exigir novos encaminhamentos.

Surgiu então a proposta de uma consulta pública, também desproporcional e antidemocrática, colocando uma vez mais os interesses de certa categoria em detrimento das demais, conferindo aos docentes 70% do poder de decisão, restando 30% aos funcionários técnico-administrativos e estudantes, ainda que estes sejam categorias tão fundamentais, não só para o funcionamento, mas para a existência de qualquer Universidade.

Deste modo, trataremos aqui de apresentar alguns argumentos para contribuir com o debate.

  1. A Universidade é um aparelho público para a promoção de políticas públicas, ainda que seja um espaço livre para o pensamento e para a produção de conhecimento, é fato que é um catalisador de ações educacionais e culturais. E, portanto pode e deve sim contribuir para o desenvolvimento das expressões culturais, onde quer que esteja. Assim como levar novas possibilidades, permitir o acesso à pluralidade e diversidade de produções, superando a ideia retrógrada de alta e baixa culturas que desqualifica, hierarquiza e segrega a sociedade;
  2. Uma Universidade conformada como campus permitiria a toda comunidade acadêmica a oportunidade de desfrutar do ócio contemplativo que contribui para a reflexão – instrumento chave para a produção de conhecimento. Ainda que fatores objetivos possam dificultar de alguma forma, essa potencialidade jamais seria alcançada caso a Universidade se instalasse em um local “central”, cujo funcionamento se assemelharia à dinâmica mercadológica e utilitarista em que o indivíduo apenas utiliza aquilo que lhe é de interesse imediato, nesse caso, as aulas, e na sequência se retiraria. Negligenciando as diversas formas de aprendizado pelas trocas entre os indivíduos dessa comunidade. Além de dificultar a realização fenômenos de descoberta, por exemplo a serendipidade;
  3. Para planejar uma Universidade é necessário saber os limites, ou possibilidades a que se quer chegar. As necessidades de uma universidade, nesse caso da UNIFESP só seriam possíveis de serem atendidas, como apontado por uma infinidade de imobiliárias (grandes interessadas no mercado de imóveis), com a construção de estrutura própria para tal. Logo, não haveria então prédios à disposição na medida para atender a quantidade de salas necessárias (aulas e administração), refeitório, projetos, centros, secretarias, etc. Além disso, caso haja qualquer pretensão de crescimento, nisso incluem-se a moradia estudantil (que sanaria grande parte dos problemas de permanência e mobilidade), outros espaços de formação, de sociabilização, é fundamental estar localizado em uma região possível. O que certamente não é São Paulo, saturada, que detém um dos metros quadrados mais caros do mundo;
  4. A não ser que ignoremos a política higienista que vem sendo implantada em São Paulo, devemos perceber que o acontece ali não é revitalização. É valorização sob uma política de violência aliada ao capital financeiro da especulação imobiliária. E é salutar que a universidade, e qualquer outra instituição que defenda a democracia e a não-violência, não compactue com isso;
  5. O trânsito, o congestionamento e a dificuldade de locomoção são problemas crônicos em todas as regiões metropolitanas do mundo. Em São Paulo vemos um dos piores exemplos, a que a velocidade média vem diminuindo e chega a ser de apenas 16 KM/H[1]. A lógica dos bairros e cidades dormitórios, um dos principais fatores dessa lentidão, é extremamente nociva para o desenvolvimento urbano. E isso ocorre pelo ciclo vicioso existente na relação entre a concentração de postos de trabalho e aparelhos (públicos e privados) de serviços e o fluxo populacional. A tendência mundial busca desenvolver ferramentas que interrompam esse ciclo em que as pessoas se deslocam para o centro, onde o trabalho está, e que os postos de trabalhos são instalados no centro, aonde as pessoas vão. Caso contrário em breve cidades inteiras precisarão ser erguidas sobre as cidades já existentes;
  6. Todos, sejam estudantes, técnicos e docentes, ao ingressarem na EFLCH conhecem sua localização. Uma medida dessa natureza permitiria precedentes para que qualquer instituição sugerisse sua transferência para as regiões centrais. O que agravaria o processo de conurbação, saturação dos centros e abandono das periferias;
  7. Os moradores do Pimentas não ingressam massivamente nos cursos da EFLCH. Mas esse fato não ocorre por falta de interesse. O acesso à universidade é desigual. As vagas das universidades públicas estão fadadas a serem direcionadas àqueles com condições socioeconômicas favoráveis. Nesse sentido, medidas como o SiSU e o sistema de cotas têm sido propostas inovadoras na tentativa de reverter esse quadro. Logo, seria inadequado adaptar o aparelho público às demandas individuais de uma comunidade formada a partir de um processo de seleção antidemocrático. O que permitiria dizer que tal medida seria, do mesmo modo, antidemocrática, ao contrário do que se tem tentado demonstrar;
  8. Além disso, os intelectuais de humanas desprezam os seis anos que a UNIFESP está instalada ali e as mudanças que já provocou no bairro. Chega a ser desprezível comportamento parasitário apresentado pelo campus das chamadas ciências humanas da universidade em que a compreensão da realidade deveria ser o principal objeto de reflexão, e não a adequação dessa realidade às necessidades particulares de alguns indivíduos. Nesses seis anos em que está instalada a UNIFESP provocou intensas transformações na região e na cidade, nas relações sociais, culturais, comerciais. Modificou o ambiente, trouxe uma absurda especulação imobiliária e promete sair, e deixar qual contribuição? A quem está à margem das oportunidades restariam os detritos de um projeto abandonado;
  9. Outro elemento fundamental para a consolidação da universidade é a excelência na produção do conhecimento. A universidade desfruta da liberdade de cátedra como princípio fundamental. Entretanto, essa liberdade acaba sendo subutilizada, uma vez que o conhecimento produzido descuida da compreensão da realidade concreta em que vivemos. E a maior parte das experiências desenvolvidas se relaciona essencialmente à reprodução de saberes, ou de tendências influenciadas por determinada ideologia, limitando a plena realização do papel social da universidade, uma vez que esse saber se restringe aos próprios círculos universitários, em que se revezam os indivíduos entre os que escrevem e os que leem. A educação, no ensino, em sua produção de conhecimentos e nas ações práticas, deve servir, sobretudo, à conscientização, à libertação e à emancipação humana;
  10. O processo de decisão na UNIFESP não é democrático, suas consultas são “paritárias” – com distribuição desigual de valores (70/15/15). A busca por ações democráticas na universidade não se encerram em consultas públicas, sobretudo quando o interesse de determinado setor, justamente o mais bem remunerado e que menos vivencia o cotidiano do campus, são mais valorizados que os demais. Sobretudo quando a consulta é, na verdade, um dispositivo que visa fortalecer um interesse específico;
  11. Acreditar ser democrática uma consulta pública baseada numa pesquisa dicotômica em que se prevalecerá a opinião pessoal – ficar ou sair, ignorando os aspectos supramencionados – é uma falácia. Ou que muitos chamariam de democratismo, ou uma falsa de ideia de democracia. Uma vez que uma consulta desse mérito deveria levar em consideração muitos aspectos para o planejamento de curto, médio e longo prazo, não só a opinião pessoal de um número massivo de indivíduos, sobretudo se considerarmos que essa comunidade, inclusive os docentes, é volátil;

Dito isso, é possível dizer que uma consulta pública se mostra um dispositivo tendencioso e que de nada serviria para compreender as reais necessidades sobre a localização do campus. Podemos perceber que a solução dos problemas não é a localidade, mas a intensificação de esforços na consolidação de infraestrutura adequada – diga-se como primordial a construção do prédio definitivo –, das políticas de permanência e de projetos políticos pedagógicos que enraízem cada vez mais a universidade onde está hoje.

E, se levarmos em conta as necessidades e potencialidades apontadas, a região dos Pimentas se apresenta como uma excelente oportunidade para o desenvolvimento da EFLCH, em consonância com as tendências sobre mobilidade urbana, assim como às mais atuais teorias educacionais, bem como às novas demandas em desenvolvimento criadas pela modificação, ainda discreta e incipiente, do processo de seleção de estudantes, permitindo inclusive rever os conceitos e as práticas democráticas. Por fim reconhecemos que a falsa polêmica contribui ainda mais para o tensionamento e atrito entre todos envolvidos.

Por isso somos contrários a essa consulta que fortalece esse cenário de conflito. E reafirmamos nosso compromisso com a construção de um projeto universitário cada vez mais capaz de lidar com os novos desafios. Uma universidade que a cada instante se desenvolva por alternativas inclusivas e integradoras; e sirva, em todas as dimensões, para construir um saber de excelência, rigoroso e alinhado às reais necessidades sociais.

Baixe aqui documento em pdf

Centro Acadêmico de História da UNIFESP
Gestão “Levanta que lá vem História

[1] FOLHA. Estudo inédito da CET confirma que SP tem trânsito cada vez mais lento. Folha.com, Brasil, 04 de novembro de 2012. Disponível em: http://folha.com/no1179651. Acesso em 20 de novembro.

Audiência pública: UNIFESP, LUTAS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS NA REGIÃO DOS PIMENTAS

Amaro Henrique Pessoa Lins
Secretaria de Ensino Superior / MEC

Atílio Pereira
Secretaria de Transportes e Trânsito de Guarulhos

Plínio Soares dos Santos
Departamento de Gestão Urbana
Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos

Representantes movimentos populares
Bairro dos Pimentas

Data: 12 de novembro de 2012
Horário: 19h00
Local: Teatro Adamastor – Unifesp/Campus Guarulhos
Organização: Movimento pela Permanência da EFLCH/UNIFESP nos Pimentas

Manifesto pela permanência da UNIFESP nas periferias da Região Metropolitana de São Paulo

Ao longo de séculos, a instituição universitária foi-se configurando como lugar especial de conhecimento. Ambiente de quem mergulha na cultura e a reelabora, de quem usa da razão na produção sistemática de conhecimento. Assim se foi definindo a missão combinada de ensino e pesquisa. Missão que não pode ser realizada sem atitude crítica e seu exercício.

Na história do Brasil atitude crítica e criativa teve momento especial no movimento cultural e intelectual denominado Modernismo no qual pessoas envolvidas buscavam revelar o típico da identidade do brasileiro, lançando mão da história da formação da sociedade brasileira, desde a colonização. Tal esforço se fez para que pudéssemos olhar para o que estava acontecendo de moderno no Brasil, no esforço de superar o atraso na qual ainda mergulhávamos, demarcado pelo viés autoritário e monolítico  do nosso espaço social.

É neste contexto que é criada a Escola Paulista de Medicina embrião da UNIFESP, para ficarmos na linguagem clínica. Inicialmente privada a escola vai se tornando pública, vai se tornando universidade federal. É nesse processo em que  é feita, desfeita e refeita universidade federal.

A UNIFESP vai também fazendo parte dos anseios de modernização efetiva do Brasil, presentes nos movimentos sociais por educação pública e de qualidade para todos. São esses movimentos sociais que irão afirmar seu caráter público e, a partir de tal afirmação, exigir que a presença da diversidade de estudantes que comporta o Brasil, fosse garantida em seus bancos. Do mesmo modo se fez com a expansão do número de cursos que passou a oferecer.

Obviamente, tal  mobilização faz parte de um processo mais amplo de democratização do páis  e, por conseguinte, da educação pública em todos os níveis. Mas sabemos que o processo de democratização é ele próprio resultado da luta social e não geração espontânea da classe política.

Atualmente os movimentos sociais que atuam nas periferias da grande São Paulo foram surpreendidos com manifestações públicas de alguns professores da UNIFESP, campus na cidade de Guarulhos nas quais emergem acusações ao caráter periférico do referido campus e de seu entorno, como elementos degeneradores da universidade.

Vimos a público afirmar que não concordamos, nem poderíamos, dada a nossa história de luta por educação de qualidade e para todos, com o diagnóstico de parte do corpo docente da referida universidade no qual são arolados os motivos que levariam à uma crise no referido campus.

Fazer conexão entre a presença física do campus na centralidade territorial e cultural da metrópole paulistana e os supostos benefícios para a formação acadêmica, que o mesmo geraria para a formação dos graduandos, parece-nos um simplismo preconceituoso. Na verdade reconhecemos que estamos na metrópole central do país e que, mesmo demarcada por desigualdades de todos os tipos, a localização do campus em sua franja metropolitana não pode ser explicação razoável para os problemas que a universidade enfrenta.

Afirmamos que os problemas existentes no campus precisam de soluções que busquem a sua permanência na cidade de Guarulhos e não como um artifício elaborado para desfazer-se dos laços históricos que fizeram a UNIFESP assumir a modernidade como expansão democrática. Esta inclui, necessariamente, a presença em territórios desfavoráveis e diferenciados.

Rejeitamos qualquer esforço para saída do campus UNIFESP na Cidade de Guarulhos, mas não nos iludimos de que a própria UNIFESP venha a substituir as funções indispensáveis dos demais órgãos públicos. Muito diferente disso, a permanência e a atuação da universidade são uma necessidade para que o Estado cumpra um dos seus deveres com a educação (artigo 208, V), pela garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística.

Porém, a principal contribuição da UNIFESP será na realização dos objetivos da educação consagrados na Constituição  da República (artigo 205): pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Essa contribuição só será possível se  –  abandonando inspirações elitistas–  ela abranger não só seus alunos, mas o conjunto humano que vive na metrópole, especialmente em suas periferias. E apenas se concretizar a sua natureza como universidade na pesquisa, no ensino e na extensão, em ações nas quais se pratique a liberdade porque nelas se exerça o espírito crítico.

 

Assinam este manifesto:

Fórum de Educação da Zona Leste – Cidade de São Paulo.

MOVIMENTO NOSSA ZONA LESTE

Encontro Regional de Estudantes de História

O CAHIS UNIFESP como parte da comissão orgaizadora convida a todos e todas a participarem Encontro Regional de Estudantes de História (EREH-2012)!!


FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA
REGIONAL SUDESTE
Convite

Nós do CAHIS UNIFESP estamos contribuindo na organização do Encontro Regional de Estudantes de História (EREH), junto com os Centros Acadêmicos de História da USP, PUC e Unicamp e da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH). Acontecerá no feriado no final de abril (dias 27 a 30/04) e será sediado no IFCH/Unicamp.

Para este encontro o tema desenvolvido foi “História e o Meio-Ambiente: Capitalismo em crise”, e com ele se buscará ir além do velho discurso da “sustentabilidade” que salvará o planeta; em que se deverá discutir, refletir e apontar as contradições e a insustentabilidade do desenvolvimento neste modelo em que estamos inseridos, de modo que seja necessária uma revisão estrutural de nosso sistema socioeconômico.

Inscrevam-se aqui (baixe ficha e instruções)

Acompanhem: http://ereh-se-2012.blogspot.com/

 Acessem o site, vejam as condições de inscrição, apresentação de trabalhos, programação, etc.