NAE: Programa “Adote um calouro” 2013

A exemplo dos últimos anos, o Núcleo de Apoio ao Estudante do Campus Guarulhos da Unifesp, está promovendo o programa “ADOTE UM CALOURO”.

Assim, estudantes veteranos poderão contribuir com os calouros a se adaptarem à nova realidade. Para isso deverão preencher um questionário e encaminhá-lo ao NAE (nae.guarulhos@gmail.com)

Esta medida contribui para que deficiências estrturais da Universidade, por exemplo a falta de moradia estudantil, não impeçam a oportunidade a ingressantes de situação socioeconômica vulnerável, ainda que provisoriamente.

Por mais que não resolva o problema, esta simples medida busca atenuar a exclusão social, característica nas Universidades.

Veja mais no site do campus

Preencha a ficha de cadastro disponível no link abaixo:

Cadastro de Calouro

Tem como objetivo possibilitar ao aluno calouro um local provisório de moradia e promover a integração com os alunos veteranos da Unifesp.

Esse programa acontece todo início de ano letivo, através do cadastramento das repúblicas interessadas em adotar os calouros que estão transitoriamente com dificuldades de se instalar nas proximidades do campus.

Como adotar ou ser adotado?

Programa “Adote um calouro” – 2012

O Núcleo de Apoio ao Estudante do Campus Guarulhos da Unifesp,a exemplo do ano passado está desenvolvendo um programa intitulado “Adote um calouro”. Assim, estudantes veteranos poderão contribuir com os calouros a se adaptarem à nova realidade. Para isso deverão preencher um questionário e encaminhá-lo ao NAE (nae.guarulhos@gmail.com)

Esta medida contribui para que deficiências estrturais da Universidade, por exemplo a falta de moradia, permitam uma oportunidade a ingressantes de situação socioeconomica vulnerável, ainda que provisoriamente.

Por mais que não resolva o problema, esta simples medida busca atenuar a exclusão social, tão característica na Universidade.

Baixe aqui o formulário
(baixe o arquivo original, edite e encaminhe)

Abaixo a mensagem encaminhada pelo NAE:

O Programa Adote um Calouro 2012 solicita o cadastramento de repúblicas que pretendam adotar calouros.

Você que é veterano e sabe das dificuldades de arranjar um lugar pra ficar assim que chega para a matrícula, nas primeiras semanas de aula e pretende ajudar quem está chegando agora, responda esse formulário para que nós tenhamos idéia de que perfil de calouro lhe indicar no “Adote um Calouro”. Os dados serão fornecidos aos calouros no ato da matrícula e no NAE.

Os calouros recebidos lembrarão de você para sempre!

(NOVO) COMUNICADO: R.U. Fechado até 31/10/2011!

Uma nova mensagem foi enviada por e-mail sobre a continuidade do não funcionamento do R.U. Esta situação está sendo justificada por problemas operacionais – que já serviram como eufemismo para greve de funcionários – impedindo sua utilização por mais esta semana.

Abaixo, retransmitimos a mensagem publicada recentemente pelo CAHIS:

Mudança da empresa prestadora de serviço impede o funcionamento do bandejão esta semana.

O restaurante universitário (“bandejão”) é uma das principais reivindicações dos estudantes por melhores condições de permanência.

As principais lutas buscavam a diminuição do preço – ainda hoje – um dos mais caros do país (R$5,00 para o preço regular e R$2,50 preço subsidiado para estudantes); a qualidade do serviço – desde um cardápio diversificado, condições de manutenção dos alimentos, até expansão do serviço (incluindo refeições como café da manhã e refeições aos finais de semana); Infraestrutura adequada; e a estatização do serviço, que deveria ser oferecido pela própria Universidade e por servidores, não por empresas privadas terceirizadas

Essa última se deu pelo reconhecimento da precarização das condições de trabalho, tendo em vista, inclusive, o assédio velado que impede que trabalhadores e trabalhadoras sob tais relações empregatícias se organizem e exijam seus direitos.

Além disso, discutiu-se também a possibilidade de se implementar a autogestão do restaurante, de forma que se criariam então condições de superar as diversas contradições apresentadas hoje. Desde a produção, serviço e descarte dos resíduos.

Entretanto, pouco se avançou.

Apesar das discussões e reivindicações, o serviço continua sendo oferecido pelo mesmo preço, tendo apenas almoço e jantar como refeições e só de segunda à sexta. Além disso permanece sendo executado por empresas terceirizadas em que, infelizmente, se mantém as condições precárias de serviço e de relações de trabalho e instalado ainda em um prédio provisório, em condições inadequadas de serviço.

No entanto, com o fim do contrato de licitação que mantinha a atual empresa (Terra Azul), um novo processo foi aberto e uma nova empresa selecionada para oferecer o serviço.

Esperamos, além do cumprimento das regras de contrato estabelecidas para assegurar a qualidade, que todos e todas se empenhem na fiscalização desta nova empresa, que contribuam com a comissão paritária de alimentação e que busquemos em conjunto soluções definitivas para os problemas há muito tempo apontados.

A seguinte mensagem está apresentada no site do campus:
(http://humanas.unifesp.br)

Nova mensagem:

 

Em virtude de dificuldades operacionais da nova empresa contratada, informamos que esta somente poderá iniciar suas atividades a partir do dia 31 de Outubro de 2011.

Lamentamos o transtorno causado pelo processo e informamos que as medidas administrativas cabíveis já estão sendo tomadas.
Agradecemos a compreensão.

COMUNICADO: R.U. Fechado até 21/10/2011

Mudança da empresa prestadora de serviço impede o funcionamento do bandejão esta semana.

O restaurante universitário (“bandejão”) é uma das principais reivindicações dos estudantes por melhores condições de permanência.

As principais lutas buscavam a diminuição do preço – ainda hoje – um dos mais caros do país (R$5,00 para o preço regular e R$2,50 preço subsidiado para estudantes); a qualidade do serviço – desde um cardápio diversificado, condições de manutenção dos alimentos, até expansão do serviço (incluindo refeições como café da manhã e refeições aos finais de semana); Infraestrutura adequada; e a estatização do serviço, que deveria ser oferecido pela própria Universidade e por servidores, não por empresas privadas terceirizadas

Essa última se deu pelo reconhecimento da precarização das condições de trabalho, tendo em vista, inclusive, o assédio velado que impede que trabalhadores e trabalhadoras sob tais relações empregatícias se organizem e exijam seus direitos.

Além disso, discutiu-se também a possibilidade de se implementar a autogestão do restaurante, de forma que se criariam então condições de superar as diversas contradições apresentadas hoje. Desde a produção, serviço e descarte dos resíduos.

Entretanto, pouco se avançou.

Apesar das discussões e reivindicações, o serviço continua sendo oferecido pelo mesmo preço, tendo apenas almoço e jantar como refeições e só de segunda à sexta. Além disso permanece sendo executado por empresas terceirizadas em que, infelizmente, se mantém as condições precárias de serviço e de relações de trabalho e instalado ainda em um prédio provisório, em condições inadequadas de serviço.

No entanto, com o fim do contrato de licitação que mantinha a atual empresa (Terra Azul), um novo processo foi aberto e uma nova empresa selecionada para oferecer o serviço.

Esperamos, além do cumprimento das regras de contrato estabelecidas para assegurar a qualidade, que todos e todas se empenhem na fiscalização desta nova empresa, que contribuam com a comissão paritária de alimentação e que busquemos em conjunto soluções definitivas para os problemas há muito tempo apontados.

A seguinte mensagem está apresentada no site do campus:
(http://humanas.unifesp.br)

Comunicamos à comunidade que do dia 17 a 21/10 não haverá prestação de serviço do Restaurante Universitário, devido à transição das empresas terceirizadas.

Agradecemos a compreensão!

Comissão Paritária de Alimentação
Reuniões quartas às 18h
NAE – campus Guarulhos

I Fórum Repertorial de Habitação Estudantil

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e a Comissão Paritária para Estudo da Implantação de Moradias Estudantis da Universidade Federal de São Paulo convidam todos a participar do I Fórum Repertorial de Habitação Estudantil, que acontecerá no dia 29 de abril de 2011

O evento tem como objetivo apresentar experiências e fornecer subsídios para a condução do projeto das moradias universitárias, de modo a delinear diretrizes gerais para as futuras propostas de construção e gestão.

Com o intuito de enriquecer este debate, convidamos um conjunto de palestrantes que têm experiências e pesquisas com enfoque em habitação social, conforme a programação abaixo.

O Fórum ocorrerá no campus São Paulo da UNIFESP, na Rua Botucatu, 740, Vila Clementino, Anfiteatro Leitão da Cunha, das 9:00 às 12:00.

As palestras serão na parte da manhã e à tarde faremos um workshop de ideias quanto aos principais formatos de espaço e políticas de moradia para estudantes.

PROGRAMAÇÃO

09:00-09:30 Mesa de Abertura
Reitor da UNIFESP Prof. Dr. Walter M. Albertoni e Pró-Reitor de Assuntos Estudantis Prof. Dr. Luiz Leduíno Neto.
09:30-10:00 Habitat [o] Coletivo: Exemplos e questões
Prof. ª Drª Anja Pratschke IAU-USP – Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos – USP.
10:00-10:15 Coffee Break

10:15-10:45 O Projeto de Moradias da Unicamp
Prof. Dr. Prof. Ms. Joan Villà Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie
10:45-11:15 Projeto Renova Centro: edifícios antigos adaptados para habitação social
Representante COHAB: Projeto Renova Centro
11:15-12:00 Debate
12:00-14:00 Almoço

14:00-14:30 Comissão Paritária de Moradia
Profª Drª Ana Cristina Bretas- Presidente da Comissão de Estudo da Construção de Moradias Estudantis – Unifesp
14:30-15:00 Relatório dos Estudantes das Visitas realizadas nas Moradias Estudantis
(Araraquara, Rio Claro, São Carlos e Campinas)
Discentes membros da Comissão
15:30-17:00 Discussão e balanço
A  construção da Moradia da Unifesp

Cartaz – Fórum (download)

Reunião do Cahis nesta terça!

Bom dia estudante!

Convidamos todas e todos para a próxima Reunião do Cahis, a ser realizada nesta terça-feira, 28, às 18h, concentração no pátio central. Esta reunião foi convocada a partir da última Reunião de Centros Acadêmicos da Unifesp Guarulhos, em que discutiu-se as crescentes dificuldades em relação à fila daXerox, à linha terceirizada Itaquera-Pimentas outras dificuldades em decorrência da lotação do campus. Nesta reunião, decidiu-se que os CAs convocariam em seus cursos, para esta terça-feira, e uma nova reunião aberta entre os Centros Acadêmicos na quarta.
Participe! Mobilize-se!

Programa Adote Calouro/a

A construção, ou formulação projetos de construção de moradia estudantil ainda não são uma conquista na Unifesp. Diversos esforços tem sido feitos para que essa pauta seja uma prioridade, para que tantos estudantes não deixem de permanecer na Universidade por não terem condições de se manter perto da faculdade, dificuldades essas que aumentam ainda mais quando a especulação imobiliária no entorno da faculdade inviabiliza moradores e estudantes mais pobres de morarem perto dela.

Sem querer fugir desses problemas, pelo contrário, mas sim trazendo eles à tona, propomos que aqueles que talvez sejam os que mais sofrem com essa situação, os estudantes que chegam agora, calouras e calouros, em seus primeiros dias de aula, sejam acolhidos em repúblicas próximas à Universidade, através da solidariedade entre os estudantes. Para isso, disponibilizamos aqui dois cadastros, um para ser preenchido pelos calouros e calouras interessados em ficar em uma república nos primeiros dias de aula, e outro para os veteranos interessados em acolher os estudantes por uns dias.

– Formulário para calouros
– Formulário para repúblicas

Pedimos para que esse cadastro seja enviado a nae.guarulhos@unifesp.br, para que possamos disponibilizar os contatos das repúblicas e calouros(as) interessados(as).

 

Nota pública pública a respeito dos rumos da Greve dos estudantes

Caros colegas estudantes do Campus Guarulhos,


Nós, estudantes de História da Unifesp, reunidos em Assembleia no dia 29, segunda-feira, após uma reflexão crítica e longas discussões acerca da nossa última reunião com o reitor, pró-reitores e Diretoria Acadêmica; das nossas pautas de reivindicação e dos rumos da greve, decidimos emitir o seguinte posicionamento.

A pertinência das nossas reivindicações foi fundamental para que empreendêssemos uma luta com solidez e determinação. As questões materiais levantadas sobre a infra-estrutura e política de permanência estudantil, principalmente, dirigiu-nos a um processo de mobilização e conquistas políticas. Detectados os problemas quanto à questão dos transportes, dos auxílios permanência, da construção do prédio, do jubilamento, da moradia e do restaurante universitário, os estudantes mobilizaram-se reivindicando posturas mais comprometidas com essa pauta, além de reavaliações na política de gestão da universidade e a consolidação efetiva e com qualidade do processo de expansão da Unifesp, entendido como precário e fragilizado.

A greve tem sido importantíssima em todo esse processo, uma vez que a partir dela várias discussões, aulas públicas, manifestações e outras atividades foram realizadas, envolvendo seus participantes em um verdadeiro espaço de aprendizado e enriquecimento político. A greve vem sendo fundamental para ampliação de debates entre os estudantes, servidores e docentes sobre sua vida acadêmica, suas condições concretas e suas perspectivas. Um debate que diversas vezes indicou a variedade de pontos de vista, de todos os segmentos da comunidade acadêmica, a respeito do que significa uma Universidade, do que significa ensino superior de qualidade e, em nosso campus, o que se entende por formação efetiva em Humanidades.

Tal riqueza de posicionamentos, apenas fortaleceu o processo desencadeado e movido pelos estudantes, sinalizando sua força política. Pela primeira vez, o movimento estudantil do campus Guarulhos senta-se a uma mesa e discute em nível de igualdade com autoridades institucionais acerca das reivindicações dos estudantes, em seu próprio espaço.

Nessa reunião avaliamos que após uma discussão ponto a ponto das pautas de reivindicação com o reitor, pró-reitores e diretoria acadêmica abriu-se um espaço importante para a mobilização e o diálogo permanentes entre os segmentos e essas autoridades da Unifesp. Na mesma reunião, os representantes desta instituição se recusaram a assinar qualquer documento produzido pelo movimento estudantil que não fosse apenas a ata do encontro. Após tentativas de negociar o atendimento das pautas reivindicadas, o que se teve foi a alegação de que a ata assinada por eles significaria a formalização do comprometimento esperado na ocasião.

Em resumo, não houve garantias de realização das pautas colocadas pelos estudantes. Não foram colocados prazos ou como seriam realizadas as reivindicações. No entanto, consideramos o reconhecimento da importância e legitimidade das pautas apresentadas pela mobilização estudantil e o comprometimento em relação às mesmas por parte da Reitoria como conquistas políticas importantes.

Frente a situação que se observa, a Assembléia dos estudantes de História, instância máxima do Centro Acadêmico de História (CAHIS), propõe à discussão dos estudantes a colocação de um prazo para encerramento da paralisação das atividades acadêmicas, como forma de manter e avançar as conquistas políticas e acumular forças para futuras conquistas materiais. Com prazo de alguns dias para o devido pronunciamento de encerramento da greve, indicamos a fundamental importância dos dias seguintes em favor da organização da mobilização permanente que participará, cobrará e acompanhará o atendimento das nossas pautas de reivindicação junto às autoridades responsáveis pela gestão da Unifesp, bem como garantir a negociação coletiva juntos aos professores e servidores a respeito da continuação do ano letivo.

Por fim, reiteramos a autonomia do movimento estudantil e suas instâncias de decisão e ação, a quem cabe a responsabilidade de definir seus próprios rumos.


Certos de que mantemos sempre o espaço aberto ao diálogo, às discussões e aos debates,


Estudantes de História reunidos em Assembléia no dia 29 de Novembro de 2010

Centro Acadêmico de História – CAHIS

Universidade Federal de São Paulo – Campus Guarulhos

 

Nota pública do CAHIS-Unifesp sobre o ano letivo

O Centro Acadêmico de História (CAHIS-Unifesp), já no início de 2010, impulsionava reuniões e assembléias entre os estudantes de história para debater as questões de assistência estudantil. A mobilização ampliou, suscitando a realização de assembléias estudantis do campus Guarulhos para debater a questão, nas quais a paralisação vinha sendo proposta como forma de luta.

No segundo semestre do ano, frente ao não atendimento das demandas levantadas e ao aumento da insatisfação com as precárias condições estruturais para o andamento das atividades acadêmicas, o movimento estudantil promoveu três ações: a) reuniões periódicas entre os centros acadêmicos constituídos; b) convite à diretoria acadêmica e à pro-reitoria de assistência estudantil para uma reunião sobre assistência e permanência; e c) a convocação de novas assembléias dos estudantes do campus para organizar nossa mobilização.

Após a reunião com a direção da universidade, ocorrida no dia 20 de outubro no pátio do campus, constatando que as reivindicações emanadas da assembléia realizada no dia 14/10, os estudantes decidiram paralisar suas atividades na maior assembléia dos estudantes da Unifesp-Guarulhos já realizada (21/10).

Desde o início da greve, o Comando de Greve dos Estudantes vem prezando pela abertura de um diálogo franco, sincero e aberto com professores e funcionários, tendo em vista que a insatisfação com as condições para as atividades acadêmicas é comum a todos nós e que sua solução exigirá uma ampla mobilização dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica.

Como vimos afirmando insistentemente, tal diálogo deve ser crítico e questionador, uma vez que, sem estes elementos, seria algo meramente protocolar e sem capacidade de construir a unidade programática e a autonomia de ação de estudantes, professores e técnicos administrativos. Evidenciamos que estávamos abertos a críticas e considerações a respeito do movimento, pois este é um passo fundamental para golpearmos juntos, ainda que marchemos separadamente.

Contudo, prezamos igualmente pela autonomia do movimento estudantil. Não aceitaremos que o espaço concedido para a efetivação de uma relação aberta e fraterna seja utilizado para que nossa autonomia seja desrespeitada. É neste sentido que o CAHIS afirma que permanecerá aberto ao diálogo crítico, mas de forma alguma coadunará com a intervenção de quaisquer outros segmentos acadêmicos, movimentos ou organizações estranhas ao movimento estudantil, independente da opinião e da orientação política que apresentem.

Os trabalhadores do funcionalismo público, entre eles os docentes e técnicos administrativos do ensino superior, tem ampla experiência acumulada em movimentos grevistas, a respeito da qual prestamos reconhecimento e referenciamos.

Em seu capítulo VII, a Constituição Federal legisla sobre a administração pública e afirma, em seu Art. 37°, inciso VI e VII, respectivamente, que “é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;” e que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.

Até que se aprove a referida lei, o dispositivo que “dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.” é a Lei n° 7.783, de 28 de junho de 1989. Em seu Art. 1°, lê-se: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.” Esta mesma lei estabelece que devem ser mantidos os “serviços ou atividades essenciais”, “cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável”. Não constam na listagem apresentada a atividade docente.

Portanto, não há qualquer legislação referente à greve de professores, seja da rede privada, seja da rede pública de ensino. Inexiste, igualmente, qualquer legislação que dá providências sobre greves estudantis. No que se refere especificamente à educação, o que existe é a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases. Em seu Capítulo IV, Art. 47, ela estabelece: “Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.”

É de responsabilidade da instituição de ensino superior velar pelo cumprimento da lei. Até o momento da paralisação estudantil do campus Guarulhos (21/10), havia sido efetivado 81% (162 dias) do ano letivo. Restam 38 dias letivos para o cumprimento do mínimo estabelecido por lei para sua conclusão.

Portanto, independente das razões que impeçam a conclusão dos duzentos (200) dias letivos anuais (greve estudantil, greve do funcionalismo público, interdição das instalações, desastre natural etc.), deve-se organizar novo calendário acadêmico, “independente do ano civil”, para efetivar a conclusão do ano letivo.

Esta é uma decisão que não passa pelo corpo docente, nem pelo corpo discente, ou pelos técnicos administrativos, mas pelas direções universitárias, responsáveis pelo estabelecimento do calendário acadêmico. Ademais, nem a universidade, nem professores e professoras tem garantida a prerrogativa de reprovar nenhum estudante em decorrência da não realização de aulas, seja ela motivada por qualquer razão.

Neste sentido, o Centro Acadêmico de História da Unifesp, solicita a todas e todos, antes de tudo, tranquilidade no tratamento da questão, uma vez que a continuidade da greve não significa a perda do semestre letivo. Se existem argumentos políticos que, por um lado, justifiquem o fim da greve, e por outro, sustentem a sua continuidade, vamos ao bom debate político. Desejamos que os estudantes votem a favorável ou contrariamente à continuidade da greve convencidos de argumentos e não como consequência da desinformação.

Guarulhos, 10 de novembro de 2010
Centro Acadêmico de História da Unifesp
Gestão HistoriAção

 

Assembléia Geral dos Estudantes da UNIFESP em São Paulo

5F, 14h, Vila Mariana, São Paulo

Caros Colegas e Entidades Estudantis,

A gestão “Em Luta 2010/2011″ do DCE-UNIFESP,  no uso de suas atribuições legais, conforme o Artigo 14 e 16 do Estatuto do DCE, convoca a Assembléia Geral Extraordinária dos Campi da Unifesp para o dia 28/10/2010 (quinta-feira) às 14h no Estacionamento C (em frentre ao Hospital SP) Local alterado: Rua Borges Lagoa, 770 – Pátio da Tribo.

Pauta Proposta:

1) Permanência Estudantil;

2) Precarização da Infraestrutura nos campi Unifesp;

3) Encaminhamentos.


Diretório Central dos Estudantes
Universidade Federal de São Paulo
Diretoria DCE – Gestão “Em Luta”  2010/11
Rua Pedro de Toledo, 840
Tel.: 5576-4253

Carta dos Estudantes aos Docentes e aos Técnicos Administrativos da UNIFESP

Guarulhos, 26 de outubro de 2010


Insatisfeitos, sem respostas concretas da Diretoria Acadêmicae da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis à nossa pauta dereivindicação, deliberamos a paralisação das aulas no dia 21/10em Assembléia Geral dos Estudantes.
Estamos mobilizados pela imediata construção do prédio definitivo docampus Guarulhos, a redução do preço do bandejão, o fim da terceirização dorestaurante universitário, a construção de moradia estudantil no entorno docampus, a implementação imediata da linha de ônibus Itaquera – Pimentas, agarantia da conclusão de curso em oito anos.
É de conhecimento da nossa comunidade a expansão universitáriaocorrida coma criação dos campi Baixada Santista, Guarulhos, São José dosCampos e Diadema. São muitas as reclamações da falta de prédios e de uma política efetiva de Permanência Estudantil.
Sabe-se que os problemas de infraestrutura afeta a todos, inclusiveos docentes e técnicos, interferindo em suas condições de trabalho. Atingetambém o projeto acadêmico do campus, a exemplo, a reprovação deprogramas de pós-graduação.
As agências fomentadoras (FAPESP e CAPES) exigem infraestruturaadequada para aprovação dos projetos. O projeto de pós-graduação emCiências Sociais do Campus Guarulhos pode ser descredenciado por nãoatender o mínimo de estrutura exigido pelas agências. O curso precisourecorrer à decisão da CAPES para que fosse implantado este ano.
Acreditamos que as melhorias nas condições de ensino e de trabalhoserão conquistadas por meio da mobilização dos estudantes, docentes etécnicos administrativos, tem sido assim historicamente.
Os problemas que atingem a todos se manifestam de formas
específicas e vemos nossos servidores atravessando dificuldades daordem da insalubridade das condições de trabalho ao assédio moral. Aregulamentação das atividades se limita aos editais de contratação que,por serem muito abrangentes, abrem espaço para a atribuição aleatória edesmedida das funções por parte das direções.
A incapacidade administrativa é notável. Principalmente nos novoscampi a estrutura de recursos, em especial os recursos humanos, ficammuito aquém de qualquer projeto de administração. A centralização nocampus São Paulo emperra todas as atividades através da burocracia e daconcentração de poder de decisão.
Mesmo a estrutura recém estabelecida dos conselhos centrais, e tidacomo democrática, declara seu conservadorismo através da maioria deprofessores titulares da V. Clementino presentes em sua instância superior, o CONSU.
É importante ressaltar que os servidores em geral sofrem com a faltade informação, a falta de formação e falta de transparência por parte das pró-reitorias, que não divulgam seus procedimentos, seu modo de atuar, nãorealizam um planejamento claro e objetivo.
Dizem promover uma tomada democrática para a construção deuma universidade ampla e de qualidade, enquanto utilizam dos serviçosterceirizados, promovendo o subemprego, a atuação das Fundações deApoio Privadas, assim como disseminação da desinformação entre não só osfuncionários como também os estudantes e docentes.

 

Adunifesp: Infraestrutura ainda deixa a desejar

Da página da Adunifesp – Rodrigo Valente

Apesar de passados mais de cinco anos do início da expansão da Unifesp, a infraestrutura dos novos Campi ainda deixa muito a desejar. Problemas de todo tipo atrapalham o pleno desenvolvimento e demonstram falta de planejamento, financiamento público e projeto integrado. Vários terrenos e prédios não pertencem à Instituição e não apresentam condições adequadas de educação e trabalho. Além disso, a expansão trouxe impacto negativo para o Campus da Vila Clementino, com a continuidade e aprofundamento de antigos problemas como falta de salas de aula e material didático, resultado do direcionamento dos recursos para os novos Campi.

SJC

Em São José dos Campos, foi inaugurado em agosto um novo prédio no Campus, sem o qual não seria possível comportar os estudantes ingressantes. Não há dúvidas de que a nova estrutura é superior à antiga – um prédio ao lado, que continuará abrigando a parte administrativa – mas, mesmo assim, os estudantes ainda reclamam da infraestrutura. Até o meio deste ano, o Campus não tinha sequer um auditório. “Contará com pelo menos um pequeno”, relata um discente. “Apenas agora há uma biblioteca realmente”, critica outro.

Existe ainda um complicador: ambos os prédios estão em um terreno pertencente à prefeitura e foram construídos com verba municipal e não do Ministério da Educação. Tal fato escancara que a expansão não tem financiamento adequado e pode acabar direcionada apenas para municípios que tenham condições de “bancar” a vinda de universidades federais. Mais uma medida de desresponsabilização da União com a educação superior.

O principal problema destacado pelos estudantes, no entanto, foi o pequeno número de professores. Segundo eles, a relação de docentes por alunos no Campus é apenas metade da recomendada pelo MEC. “Temos bons professores que poderiam estar se dedicando mais à pesquisa e extensão, mas acabam sobrecarregados”, afirma um deles. Em relação à segurança, dizem que a travessia do viaduto vizinho ao Campus é perigosa e que alguns estudantes foram assaltados mesmo durante a tarde. “No período da noite o jeito é andar em grupo”, afirmam.

Santos e Diadema

Atualmente, os dois principais prédios onde há aulas no Campus de Santos são alugados. A administração da Unifesp tentou construir um edifício próprio no centro da cidade, mas uma polêmica com moradores do local inviabilizou a obra. Seria preciso despejar dezenas de famílias e a Instituição corretamente desistiu do espaço. A falta de equipamentos é outro problema grave. O curso de Educação Física formou a primeira turma em 2009 e os alunos não tiveram acesso a parte das aulas práticas. Já a pós-graduação no Campus, inaugurada este ano, começou com atrasos devido à falta de estrutura.

Em Diadema, o Campus está dividido em três. A Fundação Florestan Fernandes, uma instituição municipal, abriga os veteranos e o ciclo básico noturno; um prédio no bairro Eldorado, os laboratórios; e um antigo colégio alugado no bairro Brasília, o restante do ciclo básico. Outro edifício está prometido para outubro e existe também um plano futuro para a construção de uma cidade universitária no bairro Morungaba, na divisa com São Bernardo.

A divisão e a falta de infraestrutura vêm gerando todo tipo de complicação. Só há sala de informática no Eldorado, por exemplo. A biblioteca da Florestan tem alguns computadores, mas está sempre lotada, com estudantes muitas vezes no chão. Além disso, os prédios de Diadema simplesmente não têm copiadoras. “Hoje, quando precisamos tirar cópia temos que caminhar até as papelarias próximas, que muitas vezes cobram caro, além da qualidade não ser lá essas coisas”, reclama um estudante.

O prédio no bairro Brasília começou a ser utilizado este ano por incapacidade dos outros dois de absorver os novos alunos. Uma discente afirma que há graves problemas de isolamento térmico – fazendo muito frio ou calor – e acústico, com as salas de aula atrapalhando umas às outras. Já o bairro do Eldorado é bastante distante, não oferece serviços básicos à comunidade universitária e é considerado perigoso pelos estudantes. “Não dá para andar só”, afirma um. Apesar de este problema ser mais grave por lá, eles relatam assaltos e roubos de carros também em locais próximos dos outros dois prédios. Existem ainda reclamações quanto ao número insuficiente de laboratórios no edifício do Eldorado, muitos ainda em construção. “Os alunos do primeiro ano de farmácia tiveram aulas em um laboratório equipado apenas com microscópios”, critica uma estudante do curso.

Guarulhos

O projeto original do Campus de Guarulhos previa a construção de um edifício próprio da Unifesp, ao lado do atual prédio provisório, pertencente à prefeitura. Até o momento o processo está parado por problemas jurídicos. Na primeira licitação, o critério preço foi decisivo, habilitando uma empresa que não se mostrou capaz de honrar suas obrigações. Apenas em 2008 foi criada uma estrutura para gerir a expansão, o que se feito antes, poderia ter evitado tal problemas. Atualmente, recursos jurídicos de concorrentes em relação à segunda licitação retardam ainda mais as obras.

Devido à falta de classes disponíveis para as turmas ingressantes em 2010, a Unifesp utiliza 16 salas de uma escola também cedida pela prefeitura. O fato atrasou em duas semanas o início das aulas e prejudicou as atividades pelo excesso de poluição sonora e do ar decorrentes de o local ainda estar em obras. Em relação ao prédio principal, um grupo de estudantes relata que faltam classes, o laboratório de informática continua utilizando o mesmo espaço provisório de quatro anos atrás – quando a comunidade era muito menor – e a biblioteca não comporta os livros. A acessibilidade também é bastante criticada: muitas salas são alcançadas apenas por escadas, os banheiros não são adaptados para portadores de deficiência e quem vai de ônibus precisa subir uma ladeira para chegar ao Campus.

Outra questão apontada como caótica é o serviço de xérox, que exige cerca de uma hora de fila nos horários de pico. Muitos alunos já desistiram de copiar os textos e improvisam outras maneiras de acessar os conteúdos das disciplinas. “Ou assistimos as aulas ou xerocamos os textos”, reclama um. Uma cota de impressões no laboratório de informática foi atendida pela Reitoria, mas o número é considerado irrisório pelos estudantes das ciências humanas, apenas 50 cópias por mês. O apoio às entidades estudantis também é criticada. Existe um espaço de convivência, mas os alunos consideram inadequado para suas atividades políticas e culturais.

Estudantes do curso de história contam que o Campus teve um impacto econômico negativo para a população mais pobre do bairro, com a valorização dos imóveis e de parte dos serviços, como alimentação. “A relação da universidade com a comunidade é muito baixa”, avalia uma discente. Além disso, o impacto atingiu também o transporte público da região. “O envolvimento com a melhora do transporte seria uma forma de a universidade não só facilitar a vida dos estudantes, mas também recuperar a qualidade dos ônibus que superlotaram após a chegada da Unifesp”, afirma uma estudante. Um cursinho popular organizado pelos alunos é uma das poucas iniciativas de integração.

Adunifesp: Estudantes reivindicam políticas adequadas de permanência

Adunifesp sobre permanência estudantil da UNIFESP, publicado recentemente.
Da página da Adunifesp – Rodrigo Valente

Um jovem que para de estudar e abandona uma vaga em universidade pública – por falta de moradia, alimentação, assistência ou transporte – representa um custo muito maior para o governo do que o investimento necessário para mantê-lo estudando. É praticamente consenso entre especialistas e movimentos sociais ligados à educação que o prejuízo com a evasão ou o baixo rendimento nos estudos, por falta de ações adequadas de permanência estudantil, é muito maior do que o investimento em tais políticas.

Apenas em 2010, seis anos após o início da expansão das universidades, o Governo Federal tomou uma medida concreta sobre o assunto, assinando o Decreto 7234/2010, que cria o Programa Nacional de Assistência Estudantil. Mesmo assim, o projeto ainda não prevê recursos orçamentários imediatos e a tendência das condições de permanência estudantil é piorar nos próximos anos, com a continuidade da expansão e o ingresso nacional unificado, através do Enem, o que deve aumentar o deslocamento de estudantes por todo o Brasil.

Dentro deste cenário difícil, o caso da Unifesp é dos mais críticos. A Instituição realiza uma rápida expansão, mas não consegue responder adequadamente as demandas do processo, entre elas a política de permanência. Um auxílio que pode chegar a 300 reais por estudante – para cobrir moradia, alimentação e transporte – tenta melhorar a questão, pelo menos enquanto políticas mais consistentes não existem. Entretanto, é consenso entre os estudantes entrevistados que, além do valor ser insuficiente, o processo de seleção é rigoroso e burocrático, causando exclusão e atrasos na concessão dos benefícios. O problema da falta de moradia estudantil, que já existia mesmo antes dos novos Campi, agora é gravíssimo. Nunca é demais lembrar que a Unifesp é uma das pouquíssimas federais que não tem um alojamento próprio.

Santos

O Campus da Baixada Santista é provavelmente o mais vulnerável à falta de permanência estudantil. O bairro da Ponta da Praia, local do prédio principal, é uma área nobre, tornando habitação e alimentação caras para os estudantes. A situação ainda deve piorar no futuro com a especulação imobiliária causada pelo pré-sal e a modernização do Porto de Santos. Muitos acabam obrigados a morar longe, alguns em municípios vizinhos como São Vicente e Guarujá. Segundo um grupo de alunos do curso de psicologia, o custo de vida estaria causando evasão e trancamento de matrículas.

Os estudantes também criticam o valor do auxílio financeiro da Unifesp, afirmando estar fora da realidade de Santos. O programa apresentaria dificuldades de acesso aos benefícios, com a seleção excluindo muitos candidatos sem normas claras. O processo exige, entre outros documentos, comprovantes de renda de pai e mãe. Um aluno órfão ou que vive com outros familiares, por exemplo, estaria automaticamente fora. Outro agravante é a impossibilidade de acesso por estudantes que trabalham. Além disso, este ano o dinheiro atrasou vários meses, o que para quem precisa pagar aluguel e condomínio é bastante grave. Alugar moradias também é tarefa árdua. As imobiliárias em geral não aceitam jovens e exigem muitos documentos.

O transporte entre os prédios é outro problema grave. Os alunos assistem aulas em dois deles, não há uma linha circular e o ônibus municipal custa 2,50. Existe ainda um terceiro prédio onde se encontra o Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE) e a assistência à saúde, distante 40 minutos da Ponta da Praia, o que faz com que seja mais prático o atendimento em um pronto-socorro comum. Além disso, um estudante do período noturno que trabalhe de dia não teria acesso aos serviços do prédio, que só funciona até às seis horas. “À noite a estrutura da universidade praticamente não funciona”, reclama uma discente.

Diadema

Em Diadema, uma diretora do Centro Acadêmico avalia que não há um planejamento da Instituição sobre as necessidades dos alunos, principalmente os ingressantes. “Os estudantes do interior de São Paulo, por exemplo, reclamam de total falta de informação”, diz. “A evasão por falta de assistência existe”, afirma a discente – caloura do curso de Ciências Ambientais – que constata que colegas de sua sala já abandonaram o curso. Ela também reclama que o acesso aos auxílios é insuficiente e que muitos candidatos desistem por dificuldades em conseguir a documentação exigida.

A falta de moradia universitária é uma das principais críticas no Campus. “Há alunos que precisam se locomover de Jundiaí ou da Baixada Santista diariamente”, diz uma aluna, que também expõe a dificuldade de encontrar imóveis bons e baratos na cidade. Uma estudante do curso de farmácia relata que vai diariamente do Bairro do Piqueri – na zona norte de São Paulo – para Diadema, tomando seis conduções e gastando mais de três horas para ir e voltar. Mesmo com passe estudantil, precisa de mais de dez reais diariamente. “Tem professor que passa a lista mais cedo no período noturno porque há estudantes que precisam ir embora”, relata.

O transporte entre os prédios do Campus também dificulta a vida dos estudantes, já que não há linha circular. Em reunião, o diretor administrativo local prometeu dois microônibus cobrindo o trajeto para o segundo semestre. Atualmente, para chegar ao prédio do Eldorado, onde estão os laboratórios e o NAE, um estudante leva 30 minutos e gasta 2,50 com a passagem municipal.

Guarulhos e SJC

Uma assembléia convocada em junho pelos Centros Acadêmicos de Guarulhos debateu as dificuldades enfrentadas pelos estudantes no dia a dia. “Bicho na salada, água amarelada com gosto de cimento, o prédio cheio de problema, a biblioteca que não tem o livro que a gente precisa”, reclamou ao microfone um estudante mais crítico, que ainda afirmou que as respostas da administração seriam sempre burocráticas. “Sem transporte, sem moradia e condições básicas não têm como encaminhar os estudos”, afirmou outro discente, com um forte tom de indignação.

Localizado no bairro dos Pimentas – afastado do centro de Guarulhos – o acesso ao Campus é bastante difícil aos estudantes que moram em São Paulo e outras regiões. O ônibus que vai do Metrô Armênia até a Unifesp, além de ser precário e superlotado, custa absurdos 4,25. O problema do acesso é ainda maior para o estudante trabalhador que na maioria das vezes se locomove no horário de pico. A Reitoria tenta melhorar a situação, negociando com a EMTU uma linha entre o Metrô Itaquera e o Campus, mas ainda não há perspectivas.

Por último, em São José dos Campos, a principal reclamação é quanto ao acesso limitado aos auxílios financeiros. Segundo um grupo de estudantes, apenas dez, dos cerca de quatrocentos discentes estariam sendo contemplados. Como o Campus está todo concentrado no mesmo local e fica em uma região menos central da cidade, o transporte é menos problemático e a moradia não é tão cara. Mesmo assim, com um número pequeno de benefícios e a perspectiva de grande crescimento do número de alunos nos próximos anos, pode piorar bastante a situação.

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, uma das principais conquistas da reforma do Estatuto concluída este ano, pode cumprir um papel importante na superação dos diversos problemas relacionados à permanência. Mesmo não tendo sido aprovada a proposta original feita pelos estudantes, sem dúvida representa um avanço. A partir de agora, a Instituição contará com uma Pró-Reitoria e um Conselho para se debruçar exclusivamente sobre as principais questões estudantis, em particular sobre as políticas de permanência.