Ato pela educação dia 14

Adunifesp: Comunidade Unifesp realiza novo ato pela educação pública, dia 14, na Paulista

Adunifesp – Rodrigo Valente

A realização de um segundo ato na Avenida Paulista pela valorização da educação pública foi uma das principais deliberações da Assembleia Comunitária da Unifesp, ocorrida no último dia 30 e que contou com mais de cem participantes. A manifestação acontece na próxima quarta-feira (14), a partir das 10 horas e, assim como a anterior, procurará sensibilizar a população para a importância de aumentar os investimentos em educação e valorizar o trabalho de professores e servidores técnicos nas universidades e escolas públicas. A concentração será no Prédio da Caixa Econômica Federal, número 1804 da Avenida Paulista, entre as estações Consolação e Trianon-Masp do metrô.

Neste mesmo dia 14, o movimento docente nacional, por iniciativa do ANDES-SN e de diversas Seções Sindicais, também organiza mobilizações em várias cidades do país. A data foi escolhida em razão da primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre a carreira dos docentes das federais. A mesa de negociações efetiva sobre o tema foi uma conquista do Termo de Acordo, assinado no último dia 26 entre o ANDES, o Proifes e o Governo Federal, e que contará com a participação das entidades docentes e dos Ministérios do Planejamento e da Educação.

No último dia 24, mais de 500 pessoas, na sua maioria estudantes, docentes e técnicos da Unifesp, realizaram um grande ato na Avenida Paulista pela valorização da educação pública. A Adunifesp-SSind. foi uma das idealizadoras da manifestação, que contou com outras entidades como a Associação dos Docentes da UFABC (ADUFABC-SSind.) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE). Na pauta, a luta pela aplicação de 10% do valor do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, a defesa de salários e carreiras dignas para os trabalhadores em educação e a denúncia do Projeto de Lei 549/2009, que “limita” por 10 anos o aumento de salários e investimentos no âmbito dos serviços públicos federais.

ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES

PAUTA ÚNICA: FINANCIAMENTO PRIVADO NA UNIVERSIDADE

Todos sabemos o quanto a educação é importante na formação e capacitação dos indivíduos em sociedade.

Mas é do conhecimento de todos o descaso e a falta de investimento público destinado a isso.
Contudo, a Universidade Pública é uma obrigação do governo e um direito do povo. Não devendo, desse modo, atender a interesses ou ficar sob o olhar vigilante daqueles que são opositores da formação de consciência crítica.
Também nesta semana vamos confeccionar faixas para divulgação da Assembléia.

A partir das 16h no pátio em frente aos laboratórios de informática

Chamamos para o ato na segunda-feira (02/05) na reunião do  Conselho de Assuntos Estudantis (CAE), para nos manifestarmos sobre a questão do financiamento privado na PRAE.

DATA: 27 de Abril (Quarta-feira) das 18h às 19h30
Local: PATIO CENTRAL

Folha: Aulas criadas pela Abag nas escolas de Ribeirão Preto

Aula sobre agronegócio cria polêmica em Ribeirão Preto

Juliana Coissi – Folha.com

Aulas sobre o agronegócio nas escolas municipais de Ribeirão Preto têm gerado polêmica entre professores e especialistas.

O assunto foi parar no Conselho Municipal de Educação, que pediu uma cópia de cada projeto pedagógico externo desenvolvido nas escolas para ser analisado. Continuar lendo

Carta Aberta da Reunião Geral do Comando de Greve dos Estudantes da UNIFESP-Guarulhos

 

Não à repressão ao movimento grevista!

Negociação do calendário de provas e trabalhos!

Reposição de todas as aulas!


Estas bandeiras de luta, construídas na Assembléia Geral de Estudantes do campus, antecipou as negociações com a Reitoria e CONSU, e constituiu-se como importante instrumento de luta antes de discussão da pauta de reivindicações, buscando preservar todos os estudantes, independente da sua posição contra ou a favor da greve.

Transcrevemos na integra a ata unilateral enviada pela Reitoria:

Não à repressão ao movimento grevista: o Diretor do Campus e o Reitor afirmaram por mais de uma vez que não há motivo para retaliação aos alunos, já que há apoio à pauta apresentada inicialmente, por considerarem que em nenhum momento foram desrespeitados e que os alunos manifestaram abertura para construção de um processo de diálogo.”

Reposição de todas as aulas: concordância a reivindicação por reposição, destacando que a metodologia só poderia ser definida após o encerramento da greve, como amplo estudo caso a caso. Após o encerramento da paralisação a instituição irá propor aos colegiados calendários possíveis para reposição. Este encaminhamento será levado a efeito também no âmbito do Conselho Provisório de Campus, instancia máxima de governo do campus em que estão representados os seis do campus, alunos e técnicos administrativos. A administração esclareceu que não pode obrigar os professores a reporem numa medida impositiva e ressaltou a disposição de minimizar os prejuízos inerentes a qualquer greve, garantindo a qualidade de ensino e o compromisso com a excelência. As propostas de reposição serão baseadas nas possibilidades previstas na lei e cumprindo as exigências da lei, mas contando com a margem de manobra em que os cursos podem decidir, dentro dos parâmetros estabelecidos no CPC, estratégias de reposição ”

Negociação do calendário de provas e trabalhos: esta previsto no ponto anterior este compromisso assim como no que se refere a reposição”

Trabalharemos para que seja valorizado o diálogo e a negociação entre os três segmentos, de modo unificado, e consideramos o Conselho Provisório de Campus a instância responsável por deliberar a respeito do novo calendário acadêmico do campus, respeitando as diferentes especificidades, inclusive a dos formandos, e a autonomia dos diferentes cursos e disciplinas no que se refere aos programas e às avaliações.

Parte significativa dos colegiados de curso apresentou, em seus comunicados, a posição de se pronunciar ou negociar o novo calendário acadêmico e a reposição de aulas após o fim da greve – questão que, vale ressaltar, será decidida autonomamente pela Assembléia dos Estudantes da UNIFESP-Guarulhos.

A disposição de negociação entra em sintonia com nosso objetivo de garantir o diálogo necessário para a construção de um novo calendário e o bom prosseguimento das atividades acadêmicas após a suspensão da paralisação.

Ocorre que, após intensa luta para realizar a reunião com a Reitoria, Diretoria de Campus e ler na integra nossa carta “À reitoria da Universidade Federal de São Paulo” no CONSU, temos outra luta pela frente: combater retaliações aos estudantes e vencer a resistência de alguns professores, que em alguns casos chegam a ameaças explícitas de prejuízo no rendimento acadêmico aos estudantes que não entregarem trabalhos ou não cumprirem com um “cronograma de encerramento do semestre letivo” unilateral e antidemocrático, desrespeitando o direito de mobilização e da luta que evidenciou os desmandos de anos de promessas não cumpridas e descaso.

Frente aos diversos precedentes para retaliação, não vacilaremos: que nenhum estudante seja prejudicado no momento posterior à greve, no qual deve entrar em vigor novo calendário acadêmico e ter início a reposição de aulas e entrega de trabalhos.

 

Esta é a nossa luta!

 

Guarulhos, 30 de novembro de 2010

Comissão de Comunicação – Unifesp Guarulhos