Assembleia de História 20/02 (quarta) às 18 horas

Na última assembleia, realizada dia 06/02 na sala 5 do campus, definiu-se uma nova assembleia para dar início ao processo eleitoral do Centro Acadêmico de História. Como versa o estatuto, que se realize no segundo semestre letivo.

assembleia2013-02-20

A pauta dessa assembleia será a organização das próximas eleições para o Centro Acadêmico de História, incluindo a elaboração de um calendário e a formação da comissão eleitoral. Para realizar essa discussão será apresentado um breve histórico do que o CAHIS construiu nos últimos tempos e quais os possíveis caminhos seguintes para uma futura gestão. Dessa forma é essencial que todas e todos participem da Assembleia para que seja possível debater amplamente sobre o tema.

Participe, divulgue, MOBILIZE-SE!

Assembleia de História: Eleições do CAHIS
Dia 20/02 (quarta) às 18 horas
Sala à confirmar.

A gestão atual, “Levanta que lá vem História”, 2011-2012, reúne estudantes que já participaram de outras gestões anteriores com estudantes que estão buscando se mobilizar. Esta quarta gestão se utiliza do reconhecimento obtido pelo CAHIS perante os estudantes através das gestões passadas, conseguindo manter uma estrutura mínima reuniões, e-mails, blog, atividades, acompanhamento às mudanças curriculares, e aprofundamos o debate a respeito da organização de estudantes de História a nível nacional.

Durante esta gestão, o centro Acadêmico de História da UNIFESP passou a participar e contribuir com o desenvolvimento de diversas atividades, entidades e movimentos. A partir da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), assumiu o compromisso de realização do XXXI Encontro Nacional de Estudantes de História (ENEH), na própria UNIFESP, apesar de todas as dificuldades estruturais. Este encontro, ocorrido durante durante uma das maiores greves universitárias já vividas no país, serviu, para além da reorganização de estudantes de curso, para a reabertura e retomada da UNIFESP, cujas atividades institucionais estavam encerradas à revelia de sua comunidade sob um discurso de violência, quando na verdade se via uma crise de gestão.

A partir do XXXI ENEH passamos a compor a Coordenação Nacional da FEMEH, tendo sido eleitos juntamente com os Centros Acadêmicos de História da UFRGS e UFBA. Além disso contribuímos com a organização da Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça, organizando espaços de formação política, atos e ações políticas na luta pela memória do período mais obscuro de nossa História, a Ditadura Civil-Militar.

O esforço é dar continuidade aos trabalhos iniciados pelo CAHIS ao longo de sua trajetória, desde sua reorganização, em 2009. Quando houve, então, a reorganização do estatuto, culminando em eleições para uma nova gestão.

Desde então o CAHIS produziu uma série de materiais escritos, dentre cartas, panfletos, manifestos, boletins, manuais, contribuindo para a reflexão e formação de estudantes sobre os mais variados temas, desde demandas relativas à universidade à questões políticas que tanto são importantes à sociedade. Bem como organizou uma série de eventos, entre palestras e debates, buscando diminuir o abismo entre a universidade e a sociedade.

O CAHIS UNIFESP se mostra então, como uma importante entidade para a organização de estudantes de História, mas não se encerra aí. Sua recente História nos permite perceber o potencial que há no desenvolvimento de um Centro Acadêmico. Deste modo, se faz tão necessária uma renovação de sua gestão, para que seja possível continuar avançando em na formação de estudantes comprometidos com a consolidação e com melhorias para o curso de História, para a UNIFESP e, quando possível, para a educação e a sociedade, de modo geral.

Carta aberta à Coordenação do curso de História da Unifesp

Prezada Coordenação,

no dia 04 de março de 2011, recebemos sua resposta ao e-mail enviado no dia anterior por um dos representantes discentes na Comissão Curricular de História – CCH, intitulado “antiga e brasil III”, que solicitava o esclarecimento das seguintes dúvidas:

a) o que motivou a mudança de professores nestas UCs?

b) por que isso foi feito somente depois de finalizada a pré-matricula?

c) por que o sistema apresentava disponibilidade de vagas no período noturno da UC História Antiga quando, na verdade, não havia mais vagas? Continuar lendo

Reunião do Cahis nesta terça!

Bom dia estudante!

Convidamos todas e todos para a próxima Reunião do Cahis, a ser realizada nesta terça-feira, 28, às 18h, concentração no pátio central. Esta reunião foi convocada a partir da última Reunião de Centros Acadêmicos da Unifesp Guarulhos, em que discutiu-se as crescentes dificuldades em relação à fila daXerox, à linha terceirizada Itaquera-Pimentas outras dificuldades em decorrência da lotação do campus. Nesta reunião, decidiu-se que os CAs convocariam em seus cursos, para esta terça-feira, e uma nova reunião aberta entre os Centros Acadêmicos na quarta.
Participe! Mobilize-se!

Planejamento do Cahis neste Domingo

Bom dia estudante,

Convidamos todas e todos para a próxima Reunião de Planejamento do Cahis, a ser realizada neste Domingo, 27 de março, no DCE da Unifesp, no Metrô Santa Cruz. Nesta reunião, pretendemos debater os principais aspectos da Universidade para a sociedade e a função do movimento estudantil dentro desses aspectos, com a presença de um facilitador (Carlos Menegozzo – Sociólogo, pesquisador do movimento estudantil), a partir das 13h, e planejar as principais ações do Cahis a partir das 15h em diante. Participe!

Reunião de Planejamento do Cahis

Domingo, 27 de março de 2011

Das 13h às 21h

No DCE da Unifesp

O Bandejão da Unifesp campus Vila Clementino custa R$2,50, e funciona aos Domingos no almoço e na janta. é neste campus que fica localizado o DCE da Unifesp, à Rua Pedro de Toledo, 840, próximo ao Metrô Santa Cruz. Saindo metrô pelo lado do Shopping Santa Cruz, basta virar à esquerda e seguir a numeração na Rua Pedro de Toledo. Lá é o DCE da Unifesp!

Reunião do Cahis amanhã, 16

Convidamos todas e todos para a próxima Reunião do Cahis, a ser realizada nesta quarta-feira, 16, na sala 13, às 18h. Esta reunião faz-se necessária não só para iniciarmos as atividades e planejamentos para 2011, mas também para tratar dos editais da Unifesp para transporte extracurriculares e para atividades culturais e esportivas, bem como tratar da, de certa forma, repentina eleição para Departamento do Curso de História.

Data: 16/03 (quarta-feira) às 18h
Local: Sala 13

Coordenação de Comunicação
CAHIS
Universidade Federal de São Paulo campus Guarulhos

Carta ao corpo docente de História da UNIFESP

Os motivos que nos levaram à presente paralisação são de conhecimento geral: precária estrutura para a realização das atividades acadêmicas e escassas garantias de permanência aos estudantes. A Universidade ainda está muito aquém de garantir condições de estudo e trabalho à sua comunidade. As conseqüências desta situação são sentidas cotidianamente, especialmente pelos estudantes. A proporção dos que estão em condições de integralizar suas graduações no ano letivo de 2010, comparada com o número de ingressantes em 2007, é reveladora.

A greve estudantil na UNIFESP-Guarulhos completa hoje seu 26º dia. Nossa última assembleia do campus, que decidiu pela continuidade da paralisação por ampla maioria, foi a mais representativa de nossa história. Há três semanas, poucos acreditavam que o movimento seria capaz de manter sua vitalidade e mobilização por tanto tempo.

Isto ocorre porque ainda existe um impasse com bases reais: o essencial de nossa pauta ainda não foi atendido. Até o momento, não recebemos garantias de que haverá solução para as reivindicações. Da diretoria acadêmica, um informe insuficiente sobre o que se passou, mas nenhum compromisso do que sucederá. Da reitoria nenhum sinal, a não ser a disposição de, simplesmente, receber e responder uma carta contendo a pauta unificada dos diferentes campi.

Para quem está prestes a concluir a graduação é mais difícil considerar a necessidade de continuar e fortalecer a greve para que conquiste garantias de atendimento às reivindicações rapidamente. Compreendemos. Para quem está em posição distinta no cotidiano da universidade e não está em greve é mais difícil considerar a insuficiência das sinalizações dadas pela direção da universidade até o momento. Compreendemos. Para quem terá dificuldades no cumprimento de um novo calendário acadêmico devido a compromissos pessoais, institucionais e profissionais firmados com antecedência é mais difícil prestar apoio e solidariedade ao movimento grevista. Compreendemos.

As sugestões e as críticas, tão importantes quando direcionadas de modo construtivo, continuarão sendo recebidas e processadas em nossas discussões. Contudo, divergimos profundamente de quem, aberta ou veladamente, se opõe à greve, estejam estas pessoas orientadas pelas questões acima ou por avaliações políticas distintas quanto aos rumos do movimento. Responderemos adequadamente tanto às ações isoladas quanto às campanhas que buscarem deliberadamente enfraquecê-lo, deslegitimá-lo ou ferir sua autonomia.

Mas, ainda assim, queremos deixar claro: nossa abertura para o diálogo também se estende a estas pessoas, convencidos que estamos da nossa capacidade de unir forças, mesmo com diferenças táticas, pelo atendimento das reivindicações cuja solução é de interesse comum.

Aos que se solidarizam e nos apóiam, nossos agradecimentos e o convite para se somarem, mobilizando-se da maneira que melhor lhes convir e convencendo seus pares de como é importante que a greve siga um bom termo e conquiste seus objetivos prontamente.

O CAHIS tem toda a disposição para contribuir da melhor maneira nas negociações referentes à construção do novo calendário acadêmico, na reposição das aulas, na aplicação das avaliações pendentes e no fechamento do semestre letivo. Um comprometimento recíproco por parte do corpo docente de História seria extremamente valioso para a tranqüilidade no futuro retorno às atividades acadêmicas.

Não desejamos, de modo algum, que o impasse ainda pendente em torno das reivindicações, por demandar a continuidade da greve, implique em segregação entre segmentos da comunidade acadêmica. Este seria um dos piores legados deste rico processo que, na verdade, pode resultar justamente no contrário: a unidade política entre estudantes, professores e técnicos administrativos pela qualidade na expansão e por uma Universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e socialmente referenciada para todos.

Guarulhos, 16 de novembro de 2010

Centro Acadêmico de Historia da UNIFESP

Gestão HistoriAção

 

Nota pública do CAHIS-Unifesp sobre o ano letivo

O Centro Acadêmico de História (CAHIS-Unifesp), já no início de 2010, impulsionava reuniões e assembléias entre os estudantes de história para debater as questões de assistência estudantil. A mobilização ampliou, suscitando a realização de assembléias estudantis do campus Guarulhos para debater a questão, nas quais a paralisação vinha sendo proposta como forma de luta.

No segundo semestre do ano, frente ao não atendimento das demandas levantadas e ao aumento da insatisfação com as precárias condições estruturais para o andamento das atividades acadêmicas, o movimento estudantil promoveu três ações: a) reuniões periódicas entre os centros acadêmicos constituídos; b) convite à diretoria acadêmica e à pro-reitoria de assistência estudantil para uma reunião sobre assistência e permanência; e c) a convocação de novas assembléias dos estudantes do campus para organizar nossa mobilização.

Após a reunião com a direção da universidade, ocorrida no dia 20 de outubro no pátio do campus, constatando que as reivindicações emanadas da assembléia realizada no dia 14/10, os estudantes decidiram paralisar suas atividades na maior assembléia dos estudantes da Unifesp-Guarulhos já realizada (21/10).

Desde o início da greve, o Comando de Greve dos Estudantes vem prezando pela abertura de um diálogo franco, sincero e aberto com professores e funcionários, tendo em vista que a insatisfação com as condições para as atividades acadêmicas é comum a todos nós e que sua solução exigirá uma ampla mobilização dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica.

Como vimos afirmando insistentemente, tal diálogo deve ser crítico e questionador, uma vez que, sem estes elementos, seria algo meramente protocolar e sem capacidade de construir a unidade programática e a autonomia de ação de estudantes, professores e técnicos administrativos. Evidenciamos que estávamos abertos a críticas e considerações a respeito do movimento, pois este é um passo fundamental para golpearmos juntos, ainda que marchemos separadamente.

Contudo, prezamos igualmente pela autonomia do movimento estudantil. Não aceitaremos que o espaço concedido para a efetivação de uma relação aberta e fraterna seja utilizado para que nossa autonomia seja desrespeitada. É neste sentido que o CAHIS afirma que permanecerá aberto ao diálogo crítico, mas de forma alguma coadunará com a intervenção de quaisquer outros segmentos acadêmicos, movimentos ou organizações estranhas ao movimento estudantil, independente da opinião e da orientação política que apresentem.

Os trabalhadores do funcionalismo público, entre eles os docentes e técnicos administrativos do ensino superior, tem ampla experiência acumulada em movimentos grevistas, a respeito da qual prestamos reconhecimento e referenciamos.

Em seu capítulo VII, a Constituição Federal legisla sobre a administração pública e afirma, em seu Art. 37°, inciso VI e VII, respectivamente, que “é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;” e que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.

Até que se aprove a referida lei, o dispositivo que “dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.” é a Lei n° 7.783, de 28 de junho de 1989. Em seu Art. 1°, lê-se: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.” Esta mesma lei estabelece que devem ser mantidos os “serviços ou atividades essenciais”, “cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável”. Não constam na listagem apresentada a atividade docente.

Portanto, não há qualquer legislação referente à greve de professores, seja da rede privada, seja da rede pública de ensino. Inexiste, igualmente, qualquer legislação que dá providências sobre greves estudantis. No que se refere especificamente à educação, o que existe é a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases. Em seu Capítulo IV, Art. 47, ela estabelece: “Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.”

É de responsabilidade da instituição de ensino superior velar pelo cumprimento da lei. Até o momento da paralisação estudantil do campus Guarulhos (21/10), havia sido efetivado 81% (162 dias) do ano letivo. Restam 38 dias letivos para o cumprimento do mínimo estabelecido por lei para sua conclusão.

Portanto, independente das razões que impeçam a conclusão dos duzentos (200) dias letivos anuais (greve estudantil, greve do funcionalismo público, interdição das instalações, desastre natural etc.), deve-se organizar novo calendário acadêmico, “independente do ano civil”, para efetivar a conclusão do ano letivo.

Esta é uma decisão que não passa pelo corpo docente, nem pelo corpo discente, ou pelos técnicos administrativos, mas pelas direções universitárias, responsáveis pelo estabelecimento do calendário acadêmico. Ademais, nem a universidade, nem professores e professoras tem garantida a prerrogativa de reprovar nenhum estudante em decorrência da não realização de aulas, seja ela motivada por qualquer razão.

Neste sentido, o Centro Acadêmico de História da Unifesp, solicita a todas e todos, antes de tudo, tranquilidade no tratamento da questão, uma vez que a continuidade da greve não significa a perda do semestre letivo. Se existem argumentos políticos que, por um lado, justifiquem o fim da greve, e por outro, sustentem a sua continuidade, vamos ao bom debate político. Desejamos que os estudantes votem a favorável ou contrariamente à continuidade da greve convencidos de argumentos e não como consequência da desinformação.

Guarulhos, 10 de novembro de 2010
Centro Acadêmico de História da Unifesp
Gestão HistoriAção

 

Resultado das Eleições do CAHIS

A Comissão formada em Assembléia Geral para conduzir o processo eleitoral do Centro Acadêmico dos Estudantes de História da Universidade Federal de São Paulo – campus Guarulhos, composta por Talita Sanchez, Juliano Bilda, Jaime Fernando e Mauro Iukio informa:

A chapa HistoriAção, única inscrita, obteve os votos necessários para assumir a próxima gestão, no pleito realizado entre 21 e 22 de Setembro de 2010.

Os números foram:

TOTAL DE ALUNOS QUE VOTARAM: 134

TOTAL DE VOTOS EM BRANCO: 02

TOTAL DE VOTOS ANULADOS: 18

TOTAL DE VOTOS PARA A CHAPA HISTORIAÇÃO: 114

Comissão Eleitoral para as eleições do CAHIS – 2010

Assembléia Geral de História

Quinta-feira. 19 de Agosto, às 18h30
No Pátio Central

Eleições do CAHIS

O Centro Acadêmico de Historia da UNIFESP convoca todos os estudantes para a Assembléia Geral a ser realizada quinta-feira, dia 19, às 18h, para dar início aos trabalhos de Eleições do CAHIS e formação de Comissão Eleitoral, prevista para Setembro. Reiteramos a importância da participação de todos na construção do CAHIS. Participe!

ASSEMBLÉIA DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA – UNIFESP

ASSEMBLÉIA DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA

05/08/2010 às 18H30

Concentração no pátio central às 18h20

Serão realizados o Encontro Nacional de Estudantes de História, em Fortaleza, de 4 a 10 de Setembro de 2010, e o Encontro Regional da ANPUH, em Franca, de 6 a 10 de Setembro de 2010. Diante da grande demanda entre os alunos para participar de ambos encontros, o Centro Acadêmico de História da Universidade Federal de São Paulo convoca todos os alunos do curso de história para a Assembléia Geral, a ser realizada no dia 05 de Agosto, às 18 horas e 30 minutos, no pátio central do campus Guarulhos da UNIFESP para tratar da nossa participação nestes eventos.

Encontros: ENEH e ANPUH

Compareçam todos os interessados!

Coordenação de comunicação História em Movimento

CAHIS UNIFESP
https://cahisunifesp.wordpress.com/

UNIFESP NEGA ÔNIBUS PARA O ENEH

Da Coordenação de Comunicação do CAHIS UNIFESP

Esta manhã,  em conversa com coordenadores do CAHIS, a coordenadoria de assuntos estudantis da UNIFESP voltou negar a disponibilização de ônibus para os estudantes de história para o ENEH (Encontro Nacional de Estudantes de História), que acontecerá em Fortaleza-CE, de 4 a 10 de setembro de 2010. A universidade diz que só pode disponibilizar ônibus para o encontro regional da ANPUH, que se realizará da 6 a 10 de setembro, em Franca-SP, e duas passagens para dois representantes do CAHIS.

Há cerca de dois meses, em conversas com os mesmos coordenadores, coordenadoria de assuntos estudantis informou que estavam reservados pelo menos R$ 26.376,30 para os alunos de história. Em cálculos estimados, uma vez que o valor exato só é definido no momento da contratação, o custo do ônibus para o ENEH, em Fortaleza, seria de cerca de R$ 20 000; para o ANPUH, em Franca, cerca de R$ 5 000. Com essa verba, que variaria ano a ano de acordo com disponibilização do MEC, os estudantes de história conseguiram a disponibilização de ônibus, em 2007, para ANPUH, em São Leopoldo-RS, e para o ENEH, em 2008, em São João Del Rey-MG. Apesar das regras estipuladas pela coordenadoria de assuntos estudantis, parecia não haver empecilhos para a disponibilização de ônibus para os encontros. No entanto, os estudantes tiveram uma surpresa em julho. As regras mudaram.

De acordo com comunicado da coordenadoria de assuntos estudantis, datado de 24 de junho, apresentado pela diretoria acadêmica do campus Guarulhos no dia 16 (sexta),  só haverá “fornecimento de transporte rodoviário, por empresa terceirzada, para eventos no Estado de São Paulo e Estados limítrofes”. E continua: “Nos demais casos, qual seja, Estados  não-limítrofes, será fornecido transporte aéreo para, no máximo, dois representantes discentes.”. Disponibilizamos o comunicado aqui. Não há maiores justificativas. Nenhuma dessas decisões parece ser referendada a qualquer instância que tenha a participação de estudantes.

Os coordenadores do CAHIS, estiveram então no dia 19 (segunda) na PROGRAD, na Vila Mariana, onde fica a Coordenadoria de Assuntos Estudantis: a mesma alega que não há verba suficiente, e que a verba antes disponibilizada para ônibus foi usada para suprir as bolsas de assistência estudantil.

O CAHIS e a UNIFESP parecem concordar em um ponto: esses encontros são fundamentais para a formação política, acadêmica, profissional e cultural dos estudantes de história, e devem fazer parte da vida acadêmica. Resta saber: onde está a verba pública para educação do país que ocupa hoje o título de oitava economia do mundo?

Chapa História em Movimento

“Ou os estudantes se identificam com o destino de seu povo, como ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo e, nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo.” (Florestan Fernandes)

Pra início de conversa
Para quê participar do movimento estudantil? De que adianta se organizar para mudar as coisas? Isso já não foi tentado, e já não deu certo? Para quê tentar de novo, mudar o imutável? Já não comemoramos 20 anos da queda do muro de Berlim, o fim das ideologias, o fim da história? Diante dessas questões, tão comuns no nosso cotidiano, pode parecer muito mais simples cuidar da nossa própria vida, ser mais “realista”. Debates políticos não costumam levar a nada. A chapa História em Movimento concorre para as eleições do CAHIS-UNIFESP em dezembro de 2009 sobre uma perspectiva diferente. Acreditamos que as pessoas são, sim, sujeitos históricos, que elas fazem parte das transformações históricas.
O movimento estudantil é parte disso. Cabe a ele trazer o debate político e a mobilização aos estudantes, articulando pautas específicas com o restante da sociedade, para a transformação desta. Para isso, o movimento estudantil enfrenta problemas organizativos, que muitas vezes acabam afastando estudantes do movimento. Esses problemas não devem, no entanto, serem vistos como limitações, mas como desafios a serem encarados e superados.

Por isso propomos uma construção do Centro Acadêmico de História da UNIFESP como uma organização dos estudantes de história que promova o debate político e que construa posicionamentos em relação a sociedade, ao papel da universidade, ao historiador.

Algumas idéias
Ao longo dos anos a universidade tem sofrido um processo de sucateamento. Ainda que ocorra um processo de expansão da universidade pública, semelhante ao das escolas do ensino básico, fundamental, médio e técnico, a ampliação das vagas precisa ser acompanhada pela melhoria da qualidade de ensino, não o inverso. A luta por uma universidade para todos passa pela ampliação das vagas com melhorias nas condições de permanência estudantil. Paralelamente, é preciso questionar para quem vai a produção de conhecimento. O campus Guarulhos da UNIFESP é uma nave espacial pousada no Bairro dos Pimentas. Ainda que sua presença na região seja positiva, na prática ela estranha o bairro, o bairro não fala sua língua, eles não se conversam. A universidade pouco contribui com os trabalhadores, e quando o faz, faz de forma petulante, como missionários civilizadores.

O acesso de estudantes à universidade também é restrito, seja pela forma como são selecionados, seja pelas condições de permanência na universidade. Propomos um CAHIS que tente dialogar com a sociedade, que construa interações horizontais com a comunidade, sem soberba nem assistencialismo, que discuta o papel da universidade e do estudo da história para a sociedade, que proponha novas formas de seleção dos universitários. Por fim, questionamos o modo como são tomadas as decisões na universidade. A estrutura de poder da universidade é antidemocrática, parece dividida sobre uma concepção feudal: enquanto no feudalismo, pretendia-se que ele fosse dividido entre aqueles que rezam, aqueles que lutam e aqueles que trabalham, na universidade há aqueles que ensinam, aqueles que trabalham e aqueles que aprendem. Os que ensinam tomam as decisões, afinal estão no topo da pirâmide; no caso da UNIFESP, principalmente se forem médicos. Faz-se necessário rediscutir a participação dicente nos rumos da universidade. Todas essas questões precisam ser aprofundadas pelo conjunto dos estudantes articuladamente com estudantes de outras universidade, comunidade acadêmica e sociedade.