Ata do CR-DCE do dia 02 de Fevereiro de 2013

Ata do CR-DCE do dia 02 de Fevereiro de 2013, início as 14h30, na sede do DCE da UNIFESP.

Aos dois dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e treze, reúnem-se as entidades oficiais dos estudantes da UNIFESP na sede oficial do DCE UNIFESP, estando presentes as seguintes entidades:

  • CAAB – Centro Acadêmico Ana Bretãs – São Paulo
  • CAPB – Centro Acadêmico Pereira Barreto – São Paulo
  • CALP – Centro Acadêmico Leal Prado – São Paulo
  • CAF – Centro Acadêmico dos Estudantes de Fonoaudiologia – São Paulo
  • CAHIS – Centro Acadêmico dos Estudantes de História – Guarulhos
  • CAEL – Centro Acadêmico dos Estudantes de Letras – Guarulhos
  • CAPED – Centro Acadêmico dos Estudantes de Pedagogia – Guarulhos
  • CAUEQ – Centro Acadêmico dos Estudantes de Engenharia Química – Diadema
  • AAAUG – Associação Atlética Acadêmica UNIFESP Guarulhos
  • DCE – Diretório Central de Estudantes da UNIFESP

A reunião começou com uma rodada de apresentação dos presentes, seguida de uma rodada de informes

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Abaixo-assinado contra a denúncia criminal à estudantes da USP

Clique para assinar

O DCE-Livre da USP e abaixo-assinados exigem a retirada imediata da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça no dia 5 de fevereiro, que acusa 72 estudantes da universidade, detidos durante a violenta reintegração de posse do prédio da reitoria em 2011 por parte da Tropa de Choque da Polícia Militar, por danos ao patrimônio público, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. Além disso, também repudiam as declarações da promotora Eliana Passarelli, autora da denúncia, à imprensa que chama os estudantes de bandidos e criminosos. Na nossa opinião, a intenção de criminalizar esses estudantes é um ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais de conjunto, em todo Brasil, que possuem o direito democrático de livre expressão, manifestação e organização política e ideológica. Lutar por democracia na universidade não é crime.

 

Eleições DCE UNIFESP: 03 a 07/12 em todos os campi!

Estudantes,

De Segunda a Sexta, no pátio, das 16h às 21h, estão correndo as eleições para o DCE da Unifesp. Participe!

Conheça as chapas que concorrem no pleito:

Unifesp Livre Vez da Voz
http://www.facebook.com/unifesplivre http://www.facebook.com/ChapaVezDaVoz
http://chapaunifesplivre.wordpress.com http://chapavezdavoz.wordpress.com/
Estudantes inscritos e respectivas coordenações Estudantes inscritos e suas respetivas coordenações

dce_eleicoes

Comissão Eleitoral

Diretório Central dos Estudantes

Universidade Federal de São Paulo

Carta em repúdio à opressão e agressão de mulheres no campus Guarulhos

Guarulhos, 28 de novembro de 2012

Com apenas seis anos de existência, o campus Guarulhos e seus discentes já presenciaram inúmeras manifestações de machismo e opressão de diversas naturezas. A última relatada de sexta-feira (23/11) foi acompanhada por alguns alunos e funcionários que preferiram a omissão – ou resignação – à tomada de atitude.

Em 2008, durante uma assembleia no campus São Paulo, uma estudante de Guarulhos que pediu a fala, foi vítima de assédio e comentários machistas por estudantes de Medicina, membros da Atlética da EPM. No mesmo ano, a referida Atlética ganhou  repercussão negativa na grande mídia, ao retratar órgãos sexuais femininos como hambúrgueres, além de piadas sexistas e racistas. Neste ano, 2012, um aluno do campus Guarulhos chamou uma estudante de “vadia” durante uma discussão em meio de uma assembleia, um número expressivo de pessoas mostrou indignação ao fato ocorrido. Em comum, as manifestações de opressão partiram de setores que, de uma forma ou de outra, se opuseram às mobilizações – e foram então objeto de repúdio por parte do movimento estudantil.

A agressão cometida pelo discente Laerte Cameschi, dois dias antes do “Dia Internacional de Luta contra a violência à mulher” (25 de novembro), entrou na última semana para a série de episódios já ocorridos na história de nossa instituição. Em muitos comentários é levantada a questão de que o estudante participa do Movimento Estudantil do campus. Algumas questões devem, então, ser levantadas: em primeiro lugar, o movimento estudantil tem muitas formas, divergências e muitos adeptos, nem todos partilham dos mesmos métodos e ideias; em segundo lugar, o fato de um estudante ter um envolvimento político não faz dele, infelizmente e definitivamente, um feminista. Pelo contrário, é sabido por todos que o respeito às mulheres assim como a gays, lésbicas, negros e outros grupos denominados por “minorias” não se dá por opção política. O triste acontecimento da última sexta deflagra uma prática comum dentro da esquerda… E também da direita, e uma prática comum dentro do campus que, apesar de ainda recente, já conta com um infeliz histórico em relação à opressão de mulheres.

Ainda temos bastante dificuldade de, para além das “situações-limite”, compreender e combater a opressão que está enraizada culturalmente fortemente internalizada. Constantemente, cotidianamente, reproduzimos práticas e padrões que reafirmam uma opressão secular – o número de falas de homens em uma assembleia e mesas acadêmicas; maneiras que nos vestimos e exigirmos padrões e posturas de discentes e funcionários; tratamentos jocosos e desrespeitosos, por vezes dados como “inocentes”; e foi com muito custo que se inseriu a norma, via CONSU, do direito a tratamento pelo nome social a transgêneros.

Nós do Centro Acadêmico de História acreditamos que o fato não seja isolado, mas parte de uma quase tradição dentro do nosso ambiente acadêmico. Da mesma forma, acreditamos que nem todas as tradições devem ser mantidas e, portanto, exigimos, assim como outros grupos já fizeram, pronunciamento e solução a esse respeito por parte das instâncias oficiais da universidade. Enquanto isso, repudiamos o acontecimento e nos colocamos a disposição da estudante agredida e a parabenizamos por sua coragem em denunciar.

Centro Acadêmico de História
Gestão “Levanta que lá vem História”

Carta dos estudantes da PUC-SP sobre a escolha antidemocrática para a Reitoria

Em 13 de novembro, véspera de um feriado de seis dias, o grão-chanceler, Dom Odilo Pedro Scherer, que tem a prerrogativa de escolher, em uma lista tríplice, dentre os candidatos mais votados pela comunidade da universidade em eleição direta e paritária (estudantes, funcionários e professores representados na mesma proporção), anunciou a nomeação da candidata Anna Cintra ao cargo de reitora da PUC-SP. A professora foi a menos votada dentre os candidatos que concorriam ao pleito.

Destaca-se que é a primeira vez em que não é nomeado o candidato mais votado pela comunidade. As eleições diretas e paritárias são uma vitória das árduas lutas dos segmentos que compõem a universidade desde a ditadura militar, tendo sido a Pontifícia Universidade Católica pioneira nessa conquista dentre as universidades do Brasil, de forma que a primeira eleição direta também foi um marco histórico por ter levado uma mulher pela primeira vez ao cargo de reitora – selando, assim, um ambiente que primava, acima de tudo, pela liberdade em meio ao regime autoritário vigente à época.

No entanto, em evidente contradição ao referido histórico de nossa universidade, desde 2006, a Igreja Católica, intermediada pela Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP, tem adotado medidas antidemocráticas que remontam ao regime autocrático, antes tão combatido. O redesenho institucional e a reforma do estatuto da universidade criaram o Conselho Administrativo, CONSAD, órgão deliberativo composto por dois padres secretários da FUNDASP e o reitor. Esta instância possui a competência de decidir sobre todas as pautas que versem sobre questões financeiras e administrativas. Suplanta-se, portanto, a representação da comunidade, antes materializada no Conselho Universitário, CONSUN, composto por funcionários, professores e estudantes.

Posto isso, a recente nomeação da candidata menos votada caracteriza o ponto culminante de um processo que se estende através dos últimos anos contra a democracia e os direitos da comunidade. Deste modo, legitima-se a ação direta, decidida em assembléia geral, que contou com mais de quatro mil estudantes, de ocupar a reitoria e declarar a greve geral, por intermédio de um movimento autônomo, pacífico e apartidário.

É importante ressaltar que esta mobilização conta com todos os setores da universidade que se colocam em repúdio a essa evidente e inesperada usurpação da democracia na PUC.

A candidata nomeada, Anna Maria Cintra, representa todos os interesses da Fundação São Paulo, sendo, portanto, sua nomeação, uma evidente arbitrariedade direcionada unicamente para atender as finalidades obscuras da Fundação.

Cumpre salientar que a nomeada reitora assinou documento comprometendo-se a não assumir o posto, caso não fosse a mais votada pela comunidade universitária, ainda que o Cardeal a nomeasse. Anna Cintra atuou de forma controversa e antiética, visto que mentiu para toda a comunidade e traiu a sua própria palavra.

A comunidade da PUC-SP não aceita, em hipótese alguma, o empossamento da candidata nomeada pelo cardeal. Em razão disso, exigimos a posse imediata do candidato mais votado, neste caso Dirceu de Mello.

Lutamos pela existência de uma real democracia. Não nos iludimos diante de uma pseudodemocracia imposta e forjada à nossa universidade. Este projeto de universidade pelo qual a Fundação São Paulo responde se coloca diametralmente oposto ao projeto de educação que os estudantes mobilizados reivindicam: uma universidade livre, gratuita, pública, laica e de qualidade.

Defendemos que se trata de necessidade inegável e inadiável a reforma do estatuto da universidade, com o objetivo de extinguir as medidas antidemocráticas que vem nos sendo impostas, as quais são possibilitas pelo CONSAD e outros institutos previstos no atual estatuto.

Demandamos, junto aos professores e funcionários, um espaço para que haja o esclarecimento público do Cardeal sobre as motivações aparentemente repudiosas que o levaram a escolher a candidata menos votada.

Por todas essas razões nos colocamos como sujeitos políticos que defendem a democracia na PUC, de forma que não aceitaremos imposições autoritárias. Em nome do nosso passado, resistimos no presente, porque acreditamos em um futuro melhor para a nossa universidade.

Anna Cintra não nos representa e nunca nos representará. Resistiremos!

Seguiremos construindo a FEMEH!

Fonte: Blog da FEMEH
10 de outubro de 2012

Desde sua fundação, há vinte e cincos anos, a Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH) congrega, nacionalmente, estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos, constituindo-se um espaço importante de organização. O intercâmbio de informações, promovido pelos Encontros, Seminários, Atos e atividades, entre as diferentes realidades do curso de história, permite que nossos debates sejam ricos e aumenta a nossa capacidade de mobilização. A FEMEH, além de reunir CAs e DAs, tem o papel de tocar as políticas e bandeiras que são debatidas e defendidas pelos estudantes. Ajuda também, a criar novos centros e diretórios acadêmicos e fortalecer os antigos. A Federação tem ainda Coordenação Nacional, Coordenações Regionais e Secretarias Estaduais, eleitas nas Plenárias Finais dos Encontros.

O ME de história vem adotando uma postura insensata com a FEMEH, deixando que poucas escolas assumam o papel de organizar e manter a Federação. Todos nós precisamos ter em mente que construir a Federação não é apenas papel da CN, é de todos que vislumbram o movimento estudantil como um dos instrumentos de pressão social. Todos os CA’s e DA’s devem garantir a representatividade da FEMEH nas Universidades e Faculdades brasileiras, e que os debates da Federação não ocorram apenas nos encontros nacionais e regionais.

Para dar continuidade às bandeiras da nossa Federação, no ENEH de 2012, ocorrido em Guarulhos – SP, nós da UFBA (Universidade Federal da Bahia), da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) anunciamos candidatura para ser CN nos próximos dois anos. Democraticamente, na plenária final do Encontro, fomos eleitos.

Com o quadro firmado no ENEH de 2012, nós das três escolas, acabamos por assumir mais uma responsabilidade de grande relevância, pois assim continuaremos a tocar as pautas da nossa federação, como a Abertura dos Arquivos da Ditadura, e a luta pela memória e justiça do período; a indissociabilidade do Bacharelado e Licenciatura; Regulamentação do Ofício do Historiador; e acumularemos algumas discussões que ainda são pouco aprofundadas, como a Reestruturação do Currículo, a Extensão Universitária e sobre como o uso de drogas é encarado na nossa legislação – lembrando que o uso de psicoativos tem se mostrado recorrente nos Encontros, e que o ENEH desse ano aprovou, em plenária final, a criação do GT de drogas.

Nós, estudantes de história organizados na FEMEH, temos a tarefa de discutir e de construir o curso e o projeto de universidade que queremos! Uma Universidade heterogênea, crítica e com diálogo real com a sociedade. Uma Universidade que esteja a serviço do povo! Vamos militar juntos para que o Movimento Estudantil de História tenham cada vez mais expressão na sociedade.

Tod@s estão convidados a construir a FEMEH conosco!

Coordenação Nacional da Federação do Movimento Estudantil de História (CN-FEMEH)
Centros acadêmicos de História da UFBA, UNIFESP e UFRGS

Reocupar o campus Guarulhos da Unifesp

Vivemos em uma sociedade em que o debate e o ambiente público é muito raro. Brigar por uma sociedade mais justa pode ser algo admirável, mas de segunda importância se comparado à necessidade de “cuidarmos da nossa vida”, às necessidades mais imediatas e com menos “risco de dar errado”. Cada vez mais, aceitamos a ideia de que não pode dar certo transformar, revolucionar, que é da “natureza” das pessoas, ou do “sistema” ser injusto, desigual, hipócrita.

Reverter esse ambiente a um em que o debate público e a construção coletiva de ideias seja a sua essência, será sempre um desafio. Estamos pouco acostumados a discutir, divergir sem maniqueísmos e sem deixar de construir sínteses coletivas. As dificuldades desse processo de construção de ideias tem sido bastante manifestas dentro do campus da Unifesp Guarulhos.

Um grande consenso que surge entre favoráveis e não favoráveis à greves é a possibilidade de debate, de se discutir problemas e opiniões que de outro modo não teríamos parado pra debater. Urge voltarmos a debatê-las, urge dialogar, urge voltarmos ao campus, darmos vida a ele, urge construirmos ideias coletivamente.

Deste modo, estamos convocando a todos, estudantes e servidores de volta ao campus Guarulhos da Unifesp. E com isso solicitamos também a abertura dos portões da Unifesp Guarulhos. Estaremos no portão esperando. Pela defesa de sua existência, pela sua permanência no Bairro dos Pimentas, pela imprescindibilidade das Ciências Humanas para a construção de uma Universidade. Pela conquista de uma estrutura adequada para o campus da Unifesp Guarulhos. Por uma Universidade radicalmente democrática, pública, gratuita e socialmente referenciada.

Veja aqui o Oficio-Aberturadocampus
Proposição de atividades para a semana de 25 a 29 de julho:
Segunda, 25

11h – Reunião entre entre categorias de todos os campi

14h – Histórico de Repressão na Unifesp

16h – Reunião entre as categorias do campus Guarulhos*

18h – Assembléia de cursos

Terça, 26

16h – Mesa Redonda – Polícia Militar, Segurança e Violência de Estado

18h – Assembléia Geral dos Estudantes da Unifesp Guarulhos

Quarta, 27

A partir das 14h – Cine com tema de Ditadura, Memória, Justiça e a Comissão da Verdade no campus no campus da Unifesp Guarulhos (cancelada)

18h – Espetáculo Torquemada17balas (cancelada)

19h – Audiência pública na ALESP sobre Direitos Humanos (a confirmar)

Quinta, 28

11h30 – Ato conjunto das Federais em Greve em São Paulo

14h – Cine debate sobre grafite e intervenções de rua. Filme sobre Bansky na Unifesp Guarulhos

16h – Ato contra a Repressão no MASP

Sexta, 29

14h – Assembleia dos Estudantes de todos os Campi, no campus da Baixada Santista

15h – Rodas de discussão sobre a pauta de greve no campus da Unifesp Guarulhos

Assembleia de Estudantes de História – 21/06 (Quinta) às 18h

Convocamos todas e todos para a Assembléia dos Estudantes de História, a ser realizada nesta quinta-feira, dia 21, às 18h, no campus da Unifesp Guarulhos.

É primordial que se prevaleça o debate e o diálogo no campus Guarulhos da Unifesp. Urge fortalecer nossa a articulação  entre os estudantes, bem como servidores, fortalecendo o respeito e a construção de idéias e ações coletivas.

Além disso, urge estarmos todos novamente no campus Guarulhos da Unifesp. Apenas no portão, se necessário, à espera da reabertura dos mesmo a toda comunidade acadêmica e à sociedade.

Divulgue, Participe, Mobilize-se!

Assembleia de Estudantes de História
Quinta-feira 21 de Junho às 18 horas
Campus Guarulhos da Unifesp (no portão, caso seja necessário!)
Pauta: Avaliação do movimento

NOTA DE REPÚDIO À AÇÃO DA DIRETORIA ACADÊMICA E DA POLÍCIA MILITAR NO CAMPUS GUARULHOS DA UNIFESP

Os Centros Acadêmicos da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, declaram total repúdio à ação truculenta da Polícia Militar do Estado de São Paulo no Campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), bem como a solicitação da força policial pela Diretoria, no dia 14 de junho de 2012.

Diversos membros dos Centros Acadêmicos estiveram presentes no campus e puderam presenciar toda a violência e brutalidade presentes em mais uma desastrosa ação da Polícia Militar. Deste modo, repudiamos também qualquer versão que busque justificar o fato ocorrido.

O dia 14 de junho de 2012 foi marcado por violência e desespero e o Campus Guarulhos, da Universidade Federal de São Paulo, convertido em um verdadeiro cenário de guerra.

Naquele dia foi realizada uma Assembleia Estudantil Intercampi. Quando encerrada, os estudantes realizaram uma passeata pelo bairro, manifestação pacífica, que correu conforme previsto. Ao retornarem para o Campus, parte dos manifestantes continuou a ação em frente à Diretoria Acadêmica com palavras de ordem contra a atual gestão da EFLCH.

Com a chegada da PM, os manifestantes passaram a repetir palavras de ordem exigindo que esta se retirasse do espaço da Universidade. Quando, então, uma estudante foi sumariamente detida, sem justificativas, sendo tratada com grande violência. O que gerou um grande sentimento de revolta entre os estudantes. (Link para vídeo destes momentos http://noticias.uol.com.br/videos/assistir.htm?video=imagens-mostram-tumulto-entre-estudantes-da-unifesp-e-pm-04024E9C316AD8C12326&mediaId=12865199).

A partir daí, os policiais passaram a disparar suas armas e explodirem bombas de efeito moral para afastar os outros estudantes, chegando a ferir alguns presentes e instaurando um clima de pânico generalizado, que desencadeou correria, tumulto e a histeria de alguns indivíduos que ficaram fora de si.

Consideramos negligente a atitude tomada pelo diretor acadêmico, cujo dever é garantir a integridade da Comunidade Acadêmica e, deste modo, trazemos a público alguns fatos importantes:
1.    A Polícia Militar foi acionada sem que os demais funcionários presentes no campus fossem devidamente comunicados. Havia muitos funcionários e alunos no campus que não participavam da manifestação e que utilizavam as dependências da cantina, biblioteca, laboratório de informática e administração.

2.    Havia crianças no campus naquele momento; o Diretor do campus tinha plena ciência do fato, como mostra o áudio da ligação feita para a polícia, divulgado pela mídia. (Link: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/06/audio-mostra-que-unifesp-chamou-pm-para-manifestacao-de-alunos.html)

3.     Os estudantes foram detidos ao acaso, quando corriam em direção ao Restaurante Universitário onde, por fim, se viram encurralados pela polícia. Inclusive alunos que não participavam da manifestação foram presos. Entre eles estão um ex-aluno e uma estudante de outra instituição de ensino. Ambos figuram entre os vinte e seis detidos.

4.     Após gerar o pânico inicial, os PMs se postaram diante dos portões com armas empunhadas e se negaram a dialogar, expulsando funcionários e estudantes. Estes, além de impedidos de permanecer dentro do campus, alertavam que além dos manifestantes havia muitos outros estudantes que utilizavam a cantina, a sala de informática e a biblioteca, bem como crianças e que, todos apavorados, precisavam ter sua saída garantida.

5.    Os estudantes, de ambos os sexos, detidos e algemados, foram submetidos à tortura física e psicológica e tornaram-se alvo de agressões com o uso de cassetetes, spray de pimenta e deflagração de explosivos próximo ao seu entorno.

6.    A quase totalidade de policiais presentes naquela noite não portava identificação de qualquer natureza.

7.    Os estudantes foram levados pela Polícia Militar em um ônibus civil, de linha municipal da Prefeitura de Guarulhos.

Entendemos que todos esses fatos relatados até aqui são ainda mais inadmissíveis por compreendermos que a Polícia Militar é uma instituição despreparada para lidar com uma série de situações; sua atuação sempre envolve o uso de força desmedida com ações extremamente violentas, como ocorre cotidianamente nas regiões de periferia e nos mais variados atos e mobilização.

Dessa forma, quando a diretoria do campus se utiliza dessa instituição para recompor a ordem ela está sendo conivente com essas ações e está deliberadamente promovendo a violência.

Por isso repudiamos a postura do Diretor Acadêmico Prof. Dr. Marcos Cezar de Freitas em ser conivente as ações da Polícia Militar no Campus Guarulhos no dia 14 de junho de 2012.

Compreendemos que segurança é sinônimo de proteção e não de violência institucional, ou violência de Estado. Reafirmamos a recomendação da Comissão de Direitos Humanos da ONU que prevê o fim das Polícias Militares, que vem violando, sucessivamente, os direitos humanos do povo brasileiro.

Esclarecemos ainda que as entidades signatárias continuam defendendo o direito de luta e reivindicação, assim como defendem o diálogo e o debate como fundamentais à Universidade.

Centro Acadêmico de Pedagogia Cecília Meireles – CAPED
Centro Acadêmico de História da Arte – CAHARTE
Centro Acadêmico de História – CAHIS
Centro Acadêmico de Letras – CAEL
Comissão Pró-CACS
Comissão Pró-CAFIL

Encontro Regional de Estudantes de História

O CAHIS UNIFESP como parte da comissão orgaizadora convida a todos e todas a participarem Encontro Regional de Estudantes de História (EREH-2012)!!


FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA
REGIONAL SUDESTE
Convite

Nós do CAHIS UNIFESP estamos contribuindo na organização do Encontro Regional de Estudantes de História (EREH), junto com os Centros Acadêmicos de História da USP, PUC e Unicamp e da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH). Acontecerá no feriado no final de abril (dias 27 a 30/04) e será sediado no IFCH/Unicamp.

Para este encontro o tema desenvolvido foi “História e o Meio-Ambiente: Capitalismo em crise”, e com ele se buscará ir além do velho discurso da “sustentabilidade” que salvará o planeta; em que se deverá discutir, refletir e apontar as contradições e a insustentabilidade do desenvolvimento neste modelo em que estamos inseridos, de modo que seja necessária uma revisão estrutural de nosso sistema socioeconômico.

Inscrevam-se aqui (baixe ficha e instruções)

Acompanhem: http://ereh-se-2012.blogspot.com/

 Acessem o site, vejam as condições de inscrição, apresentação de trabalhos, programação, etc.

Relatoria – Assembleia de Estudantes de História em 11 e 12 de abril de 2012

A Assembleia de estudantes de História, iniciada no dia 11 e concluída no dia 12 de abril discutiu diversas questões sobre a greve, seus caminhos e suas pautas, aprofundando a cultura do debate, amplo, plural e saudável. Buscando, essencialmente apresentar uma posição sobre uma pauta mínima de negociação da greve.

Disso delinearam-se alguns pontos considerados mínimos, bem como a remoção de outros pontos da pauta, levando em conta uma série de experiências de outros processos de mobilização e negociação, bem como a necessidade imediata de acordo com a prioridade.

A assembleia deliberou que é a favor de constar na pauta mínima para o fim da paralisação os seguintes pontos, atentando à redação:

  • Definição documentada e abertura imediata do processo de compra de terreno para a construção de moradia estudantil;
  • Imediata efetivação das duas linhas de ônibus já acordadas com a EMTU pelos trabalhos da comissão de transportes criada na PRAE;
  • Reforma no restaurante universitário visando seu aumento de tamanho sem que haja a paralisação do atendimento;
  • Ampliação do atendimento e da qualidade da rede wireless.
  • Revisão dos valores do auxílio permanência;
  • Exigência de que a Unifesp solicite a retirada do processo contra os estudantes que participaram da ocupação do prédio da Reitoria em 2008.

Aponta-se para a necessidade de atenção à reflexão por conta de alguns pontos que demandaram maior discussão e compreensão dos elementos envolvidos.

Considerando a moradia estudantil como ponto chave para a solução de uma série de problemas enfrentados pela comunidade acadêmica da Unifesp Guarulhos, faz-se necessário o início imediato de processo de aquisição de terreno para esta finalidade. Sendo, obviamente, a indicação anterior da localidade deste espaço.

Compreendendo que a negociação anterior com a EMTU, empresa que administra as linhas intermunicipais da região metropolitana de São Paulo, já previra a criação de linhas que atendessem a região das Pimentas (Guarulhos), partindo dos terminais anexos às estações de Metrô Carrão e Itaquera (São Paulo), estas devem ser efetivadas, em horário regular a ser amplamente divulgado, sem prejuízo das linhas já existentes. Sendo então uma tarefa de minimização dos problemas de transporte enfrentados pela comunidade local, sendo necessária uma pesquisa posterior para unificação das lutas entre estudantes e moradores da comunidade sobre mobilidade urbana.

Desde a implantação da RU sua instalação se apresenta em condições provisórias. Contudo, sabe-se que o projeto de prédio principal do campus inclui um espaço para esta finalidade, exigimos então que uma necessidade imediata seja atendida, que é a ampliação da capacidade de atendimento do público. Deste modo, pedimos a ampliação imediata das instalações atuais.

Diante da informação de existência de mínima estrutura sem fio de acesso à rede (WI-FI) solicitamos a ampliação deste recurso, a divulgação do modo de acesso e demais instruções de utilização, bem como aumento da largura de banda (ou uma melhor distribuição da existente) de modo que o acesso à rede tenha uma qualidade mínima para realização dos diversos trabalhos.

Os benefícios oferecidos pelo Programa de Auxílio Permanência sofrem uma atualização dos valores das bolsas muito aquém do aumento do custo de vida da região. Pedimos então que seja reajustado de modo a atender à necessidades básicas de subsistência.

Não sendo mais a Unifesp a responsável pelo desenvolvimento do processo contra os estudantes envolvidos na ocupação da reitoria em 2008, que a instituição solicite aos órgãos envolvidos, a suspensão e extinção do processo que criminaliza a ação política do Movimento Estudantil. Além disso, opõe-se à retirada de todos os processos, como consta na pauta da greve, tendo em vista que diversos outros processos de natureza muitas vezes abomináveis, por exemplo de violência sexual, permanecem em andamento.

A assembleia deliberou que é a contrária as exigências de compra de novos ônibus para o transporte Itaquera-Pimentas e assim como é contrária a exigência de se alugar um local para as aulas durante a construção do Prédio definitivo.

Essa oposição se dá pelo fato de a primeira atender alunos em caráter exclusivo, sanando a problemática do transporte a uma pequena parcela, conferido-lhe uma posição favorecida em relação ao restante da comunidade; Enquanto a segunda, como ponto imediato pode criar um imbróglio na discussão sobre o novo prédio, incorrendo no risco de criar uma “solução-problema” que, ao mesmo tempo que atende uma necessidade, onera a solução de outra. Este debate deve ser retomado diante da efetivação do processo de construção.

A assembleia também deliberou a escrita de uma carta pública que esclarece a situação de algumas UCs do curso de História que continuam acontecendo, não respeitando a paralisação e se favorecendo da impossibilidade de se impedir efetivamente que as pessoas entrem nas salas do CEU, uma vez que aquele espaço é da prefeitura, promovendo ainda um discurso coercitivo contra a autonomia estudantil.

Além disso, foi aprovado um ato/flash mob com panfletos que contenham cartoons com informações sobre o que está acontecendo na Unifesp. Esses panfletos seriam distribuídos em uma ação dos estudantes, que iria do campus ao Nagumo e depois ao Shopping Bonsucesso. As pessoas que estariam neste ato devem trajar preto e portar um livro. O ato NÃO deve causar o caos no transito do Pimentas, pois a ideia é tentar divulgar informações não tendenciosas do Movimento Estudantil à população. A ideia é que este ato aconteça na Terça-Feira, às 14 horas.

Encerrou-se assim a Assembleia de Estudantes de História ocorrida entre os dias 11 e 12 de abril de 2012.

 

12 de abril de 2012.

Assembleia de estudantes de História

Carta dos estudantes de História sobre aulas que ocorrem durante a greve

Para além do que é material, há outras possíveis conquistas em uma greve como o fortalecimento da organização política que tal processo nos proporciona. O amadurecimento decorrente da greve traz consigo também a necessidade de posturas mais firmes daqueles que nela se envolvem. Para não deixar passar tal questão, digamos, pois, quem são aqueles que estão envolvidos em um processo de greve e a partir disso, aproveitemos o momento para uma breve discussão sobre o que é soberano e o que é violento.

Muitos dirão que há o direito individual de não fazer greve e de não acatar, portanto, o que por Assembleia for deliberado, uma vez que este espaço responde aos anseios de uma parcela dos estudantes, não do todo. Ainda complementarão dizendo que ocorre uma violência para com aqueles que entram em sala de aula seguindo um princípio do direito individual.

Ora, deveríamos então ceder aos anseios individuais em todos os momentos nos quais nossas posições não são contempladas pelo coletivo? Sabemos, a partir da vivência em sociedade, que esse não é o caminho.

A Assembleia estudantil é o espaço máximo de debates e deliberações que possuímos, é um meio no qual se consegue estabelecer votações sem esvaziamento político. Um espaço de concentração dos anseios da coletividade e por tudo isso, os membros que a compõem a chamam: soberana. É também graças a esse espaço de ampla discussão que os métodos de luta podem ser questionados e outros pensamentos agregados a fim de que se dê uma ampliação da organização estudantil e, por conseguinte, as conquistas por nós almejadas.

Se a Assembleia é um espaço de tamanha soberania porque então o piquete e outras intervenções às salas de aula se fazem necessárias? Porque infelizmente muitos fingem não reconhecer a vontade de uma maioria e para as deliberações serem respeitadas é preciso que se intervenha dentro dos espaços físicos. Nesse sentido, é costume dizer que o direito individual esta sendo corrompido e dai provém a tal violência.

É violento, pois, obstruir salas de aula, mas entrar em aula desrespeitando as deliberações coletivas que acontecem em Assembleia (soberana e aberta) é um ato de liberdade e democracia? Não, sabemos que esse caminho também não é o melhor. A violência e a falta de democracia se dão no dia a dia de uma greve, quando determinados indivíduos (acostumados a agir dentro da coletividade em todas as esferas da sociedade) ignoram os anseios da maioria estudantil e se submetem a “pressões externas”.

Por reconhecermos esta verdadeira violência e ainda corroborarmos a ideia de soberania das Assembleias e a importância de um todo mobilizado é que repudiamos ações que contrariem tais princípios.

Os estudantes não podem se sujeitar a quaisquer “pressões externas” que lhe são colocadas. Uma greve com conquistas e negociações possíveis acontece por meio da organização verdadeiramente coletiva que não prejudique outros colegas utilizando-se do falso argumento do direito individual.

Repudiamos aulas que ocorram durante a greve porque estas sim são um instrumento violento e antidemocrático, uma ação opressiva e que desconsidera tudo que tentamos conquistar. Essas aulas demonstram um desrespeito a coletividade e a negligência para com aquelas que diariamente chamamos “colegas”. A maior manifestação individual possível dentro de um processo como o que vivenciamos atualmente é a utilização de nossas consciências no exame do que é certo ou errado para com aqueles que enfrentam conosco as mesmas dificuldades de transporte, moradia, alimentação e infraestrutura todos os dias dentro dessa universidade.

Por reconhecermos a legitimidade de uma assembleia soberana, com quórum mínimo e amplo espaço para discussão e por respeitarmos as decisões coletivas é que nós, estudantes de História reunidos em Assembleia de Curso no dia 11 de Abril de 2012, repudiamos o ato de “furar greve” por meio de aulas que ocorrem no CEU ou em quaisquer outros espaços e consideramos tal posição violenta e absolutamente antidemocrática.

Estudantes de História reunidos em Assembleia de Curso no dia 11 de Abril de 2012.

Reunião extraordinária de Estudantes de História

Olá, estudante.

Em assembleia de curso passada, deliberou-se a escrita de uma carta pública a fim de esclarecer à comunidade acadêmica que algumas Disciplinas do curso de História continuam sendo ministradas no CEU, se aproveitando daquele espaço da prefeitura.

Um grupo de estudantes se disponibilizou para escrever a carta e julgou-se necessária o debate a aprovação dela em reunião aberta aos estudantes de História. Dessa forma, convocamos todos e todas para reunião extraordinária de estudantes de História, que acontecerá na Sexta-Feira, dia 13 de Abril, às 18 horas, na sala 1.
Para que a carta possa ser debatida amplamente, é necessária a participação massiva dos estudantes. Participe, divulgue, mobilize-se.

Reunião extraordinária de Estudantes de História
13 de Abril às 18 Horas na sala 01

Pauta: Carta Pública do Curso de História à comunidade acadêmica

Assembleia extraordinária de Estudantes de História (Hoje)

Estudantes!
Convocamos todos e todas para assembleia extraordinária de História que será realizada HOJE (Quinta-Feira, dia 12/04) às 18 horas na sala 01. Em assembleia realizada ontem não foi possível debater todos os pontos elencados para se aprovar uma pauta mínima para a Greve.
Dessa forma, houve a necessidade de convocar nova assembleia para dar continuidade às discussões iniciadas ontem, buscando posições e definições coletivas.
A participação de todos(as) estudantes é essencial para que seja possível haver o debate.
Divulguem, participem, mobilizem-se.


Assembleia de Estudantes de História
Quinta-Feira (HOJE) 12/04 às 18 horas na sala 1

Pauta: Debate sobre a formação de uma pauta estrutural mínima.