“O 08 de março é vermelho”

“O dia das operárias de 1917 foi uma data memorável na história. Nesse dia, as mulheres russas levantaram a tocha da revolução proletária e atearam fogo ao mundo. A revolução de fevereiro acabara de começar”. (Alexandra Kollontai) [1]

Fonte: http://nascermulher.blogspot.com/2011/03/o-8-de-marco-e-vermelho.html

Com a chegada do Dia Internacional (de luta) da Mulher, nós, enquanto feministas, temos o dever de colocar algumas discussões em pauta, pois com a transformação do 8 de março em uma data bastante comercial (que, além de tudo, joga com a função social de sermos mulheres femininas, dóceis e perfumadas), muitas pessoas acreditam que não há mais sentido em comemorá-lo (como se fosse realmente uma comemoração…). Há quem diga, ainda, que o 8 de março é sexista e que deveria haver um dia do homem, mas esse discurso vem daqueles que acreditam que o movimento feminista busca escravizar os homens (e outras bobagens), portanto, nem vale a pena ficar muito tempo discutindo isso.

O que queremos discutir aqui é justamente a origem dessa data e resgatar seu caráter original. Em primeiro lugar, não é uma data que nos foi cedida como uma homenagem, diferentemente de outras, como o dia dos pais, das mães, dos namorados etc. O peso que traz o 8 de março não é para nos presentear, ou mesmo nos parabenizar. A vitória não é ser mulher, pura e simplesmente, mas sim lutar para sermos mulheres à nossa maneira, lutar contra todos os tipos de opressões. Uma coisa que deveria ser óbvia, mas muitos não enxergam é que mulheres e homens não vivem em pé de igualdade; por isso o dia da mulher ser um dia de luta. É um dia simbólico que lembra (ou deveria lembrar) a todos que vida de mulher não é fácil. O Dia Internacional de Luta da Mulher é uma conquista nossa, algo que foi desencadeado justamente pela luta feminista.

Porém, outra coisa que devemos lembrar é que ele não é um simples dia de luta feminista. Ele é um dia de luta feminista e socialista. E é aqui que entram as origens do Dia Internacional da Mulher. Continuar lendo

Mulher:

Mulher:

Se te ensinaram a ter uma voz macia, 

A amar com paixão
_ Isso não precisa problema
Mas se a sua voz se cala diante de outra mais forte
Se o amor vira submissão
E se o cuidado impede a luta
_ Nem que seja por um momento
Pode ser necessário gritar,
Odiar
e criticar com firmeza:
Por amor
( Lira Alli)

Dia Internacional de Luta da Mulher

O 8 de março resgata em sua história a grande onda grevista das trabalhadoras têxteis de Nova Iorque (EUA), em 1908 e 1911. Elas lutavam pela redução da jornada de trabalho, salário igual para trabalho igual e contra a intolerância dos patrões.

Durante esta mesma época em diversos países as mulheres se mobilizaram para conquistar o direito ao voto e em 1917, na Rússia, as operárias têxteis saíram às ruas contra a fome, guerra e tirania, precipitando assim o que viria ser a Revolução Russa.

A partir de 1922 que o Dia Internacional de Luta da Mulher é celebrado oficialmente no dia 8 de março no mundo todo.
Foi através da nossa luta e organização cotidiana que conquistamos muitas mudanças em nossas vidas, mas ainda temos muito por que lutar. O sistema capitalista, patriarcal, racista, nos oprime, nos explora, expondo nossos corpos como mercadoria, destruindo a natureza, nos sobrecarregando de trabalho e responsabilidades com a casa e família.

Em 2012 ocupamos mais uma vez as ruas por autonomia e igualdade e pela construção de uma sociedade sem exploração, sem machismo, sem racismo, sem preconceito contra as mulheres lésbicas ou com deficiência.

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Campanha em Solidaried​ade às famílias do Pinheirinh​o (UNIFESP)

Pinheirinho, as lágrimas ainda correm sobre um cenário de Guerra

O cenário é desolador, lembra localidades que foram destruídas por um período de guerra. Difícil não vir à mente de quem observa a ex-ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), um país como o Iraque, quando atacado pelos Estados Unidos em 2003.
No chão, assim como em países onde vilarejos foram aniquilados, está a história de vida de pessoas e famílias, que tiveram que sair às pressas desses locais sem ter podido carregar nada.

Diante de todo o imbróglio jurídico, a maior ocupação urbana da América Latina em extensão de terras (um milhão e trezentos mil metros quadrados), muitos atores envolvidos diretamente no assunto acham que a ação truculenta do governo vai além da influencia do mega especulador financeiro, Naji Nahas, proprietário da massa falida Selecta, que ficava na área.

Retiradas de suas casas no dia 22 de janeiro, além de seus pertences materiais, muitas das famílias perderam a sociabilidade entre vizinhos, costumes, culturas e a história de vida feita no bairro Pinheirinho.

(Fonte: Marcio Zonta e Aline Scarso / Brasil de Fato)

Hoje, as famílias que outrora viviam com suas famílias precisam de ajuda. Sem um lugar pra morar, muitos desempregados lhes falta de tudo um pouco. Por isso, nós da Comissão Organizadora da Calourada 2012 da Unifesp Guarulhos pedimos a ajuda e a contribuição de todos e todas neste início de ano, calouros ou não, para que o começo de ano destas famílias seja menos devastador.

Durante o mês de março doe alimentos não-perecíveis e fraldas descartáveis

Local de entrega: Núcleco de Apoio ao Estudante (NAE) da Unifesp Guarulhos

# Não percam o ato show no campo dos alemães, em São José dos Campos.

Brasil de Fato: Quando a juventude entra na luta política

Confiamos na sua rebeldia e na sua capacidade de contribuir para alterar a correlação de forças na sociedade brasileira

08/02/2012
Editorial da edição 467 do Brasil de Fato

Aos lutadores e lutadoras do povo que batalham cotidianamente para construir uma sociedade justa e igualitária, a história das lutas sociais proporciona uma lição fundamental: sem a mobilização massiva da juventude não é possível viabilizar mudanças estruturais na sociedade. Nesse sentido o século 20, com suas revoluções sociais protagonizadas pela classe trabalhadora, é um bom exemplo do papel que cabe à juventude.

Quando a juventude se depara com instabilidades econômicas e mazelas sociais ameaçando o seu futuro, impulsiona movimentos e lutas contestatórias. Durante o século 20, no momento em que a insatisfação da juventude se encontrou com a possibilidade concreta de construção do socialismo, passou-se da luta contestatória para a perspectiva de uma nova ordem social. Esse espectro revolucionário aterrorizou as classes dominantes e é um dos fatores que influenciaram o surgimento do Estado de Bem-Estar Social em alguns países do capitalismo central e do ciclo desenvolvimentista na América Latina.

Em pleno século 21, podemos afirmar que se esgotou o ciclo de crescimento das economias capitalistas. Esse ciclo absorveu parte considerável das reivindicações das lutas da classe trabalhadora. Grande parte dos direitos sociais conquistados nas lutas foi destruída nos anos de neoliberalismo. Passou a época gloriosa do emprego e da renda. Estamos num período histórico onde predomina no mundo o desemprego estrutural e a perda de direitos sociais que assegurariam estabilidade ao futuro da jovem classe trabalhadora. Continuar lendo

NOTA DA FEMEH REFERENTE À INVASÃO DA PM AO PINHEIRINHO

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“Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito!”

Na manhã de hoje, domingo, 22 de janeiro de 2012, os moradores da comunidade do Pinheirinho, próxima a São José dos Campos, foram acordados pela invasão da Polícia Militar. Com cerca de 2000 policiais, dezenas de carros,  dois helicópteros, os policiais iniciaram uma brutal reintegração de posse do terreno, ocupado em 2004 e que nos últimos dias esteve em disputa entre os moradores e a empresa antes proprietária, a falida Selecta.

Nós, estudantes de História reunidos no Conselho Nacional de Entidades  de História (CONEHI), repudiamos esta ação da PM. Queremos manifestar nosso total apoio aos moradores da ocupação, que sofreram com a perda de 8 pessoas assassinadas e muitas mais que foram feridas pela força militar durante a ação ilegal de reintegração de posse que culminou ainda na prisão arbitrária de Ivan Valente (PSOL), Eduardo Suplicy (PT) e Zé Maria (PSTU). Saudamos e apoiamos também a resistência da comunidade. Continuar lendo