10 de agosto: Torquemada – 17 Balas

A ocupação do campus é uma pauta que todos os setores da Universidade acreditam ser urgente. Que o espaço da Universidade seja aberto, público e utilizado por toda a comunidade. Seja para aulas, assembleias, debates, cultura! Neste sentido compreendemos de grande importância as atividades que acontecem no Teatro da Prefeitura, localizado no campus Guarulhos da Unifesp.

Sendo assim convidamos a todos e todas para assistirem a peça Torquemada17, que, não só contribui para a difusão cultural no Bairro, mas também trás um profundo debate sobre um dos períodos mais obscuros de nossa História, a Ditadura Civil-Militar. Além disso, diante do momento em que vivemos, com a constituição da Comissão da Verdade, é urgente também a apropriação da sociedade sobre esta temática.

O enredo costura o passado e o presente, relacionando o “abuso” nos dias de hoje nas periferias com a impunidade do regime militar e um resquício de uma forma de pensamento presentes desde os tempos de Tomás de Torquemada, inquisidor espanhol; a entrada é gratuita. (Guarulhos Notícias)

“Torquemada – 17 Balas” é uma releitura do texto “Torquemada” de Augusto Boal, refere-se à repressão policial, à violência do Estado, à impunidade e ao autoritarismo que se faz presente ainda hoje, fruto da história da sociedade brasileira e recorrente na história da humanidade.

No espetáculo, após pronunciamento de Tomás de Torquemada, inquisidor espanhol da idade média, o público acompanha o relato descrito por Boal sobre a tortura que sofreu no período do regime militar e a leitura de parte de seu processo criminal de 1971.

A peça segue para a atualidade e um jovem toma o lugar do “subversivo” da época, em uma jornada de acontecimentos pelos subterrâneos da violência atual nas periferias.

Na dramaturgia proposta, as falas dos torturadores do passado estão presentes naqueles que violam os direitos humanos nos dias de hoje, trazendo à memória os “anos de chumbo” e sua influência na atualidade.

O enredo é costurado por músicas compostas coletivamente pelo grupo, que garantem também momentos de descontração à peça. Ao final do espetáculo, o público é convidado a entrar em cena em busca de alternativas para o conflito apresentado. Inicia-se a sessão de Teatro Fórum.

Amanhã 10/08 às 19h no Teatro Adamastor Pimentas
(retirada de ingressos 1h antes)

http://www.torquemada.art.br

torquemada17balas

COMISSÃO DE ANISTIA

O presente projeto foi apresentado no ano de 2011 à II Chamada Pública do Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, e selecionado por Comitê independente para fomento.

A realização do projeto objetiva atender as missões legais da Comissão de Anistia de promover o direito à reparação, memória e verdade, permitindo que a sociedade civil e os anistiados políticos concretizem seus projetos de memória.

Por essa razão, as opiniões e dados contidos na publicação são de responsabilidade de seus organizadores e autores, e não traduzem opiniões do Governo Federal, exceto quando expresso em contrário.

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Um comentário sobre “10 de agosto: Torquemada – 17 Balas

  1. A HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONTA E O QUE SÓ TIROU DIPLOMA POR PROCESSOS SAFADOS NUNCA SOUBE

    Quando custa uma universidade pública? Cerca de 10 bilhões. R $ 5bi é com infraestrutura:tudo da aluno carente precisa (alojamento, comida livro e bolsa), residencial para docente e funcionários, biblioteca de qualidade,etc. Os outros R$ 15 bi é para ser aplicado na rede básica para produzir o que universidade prescinde para ter o mínimo de qualidade, e disso nem preciso dizer que a maior parte é para pagar salário docente.

    As nossas universidades públicas começaram com JK, o qual fundou 10. Quanto gastou por isso? PRATICAMENTE NADA. O que fez foi juntar alguns núcleos cursos isolados num pacote e se deu o nome de universidade. E na maioria dos casos, designou terreno conseguido por doação (coisa que até turma de construtora entrou alegremente) para ser o campus. Obviamente todos os terrenos ¨doados¨ exigiram gastos fabulosos só com fundações, como a história mostra. E enquanto não, continuariam funcionando nos mesmos prédios de sempre e em alguns casos em espaço cedido da rede pública. E tudo SEM GASTAR UM CENTAVO A MAIS COM REDE PÚBLICA DE ENSINO BÁSICO.

    Por que a classe docente superior deixou tudo isso acontecer sem um suspiro de protesto? Em tais criação de universidade tinha um presente maravilhosos para todos: os cargos administrativos seriam ocupados por esses ganhando extra. Porquanto, deixaria sala de aula, espaço lúgubre, mal cheiroso e cheio de aluno com as piores deficiências, sem perder um centavo e as benesses da carreira docente, mais extras com possibilidade de ir até ao infinito. Fora os ganhos políticos dos mais importantes.

    Veio a ditadura e precisa atuar nesse quadro por haver um inimigo feroz: estudante de nível superior. Era preciso levantar bilhões para fazer os campi universitários. E nem isso queriam, as construtoras com sempre estavam na jogada, mas que fosse cidade universitária: Tinha que ser coisa tão inóspita para pobre que mesmo que fosse só para ir uma aula para seguinte precisaria ter carro.
    A turma delfiniana entrou em campo para conseguir fábulas via empréstimos internacionais MEC/USAID. Como há certas coisas que provocam vergonhas mesmo em facínoras, precisar explicar como gastar bilhões com curso superior sem ensino básico, educação para o povo. Eis que entra em cena o MOBRAL. E ficou assim: dos bilhões vindo se gasta centavos com educação para o pouco e os demais com construtoras para fazer cidades universitárias.

    Construída essas cidades universitárias, uma enormidade de problemas surgiram e um era gritantes: como conseguir docente para tanto, havendo dois subtraendo: mais cargos administrativos e.. alguns indesejáveis que precisavam perseguir e demitir. A grosso modo resolveram isso delegando ao general que cuidada da universidade pública (toda essa tinha gabinete comando por gente do serviço de informação, sendo reitor apenas boneco de figuração) . Esse passou nomear como docente tudo quanto era escória social e com mais gosto quanto mais escória fosse (O CONCURSO ERA FAJUTICE, SALVO EXCEÇÕES, MAS ESSAS O GENERAL TENTAVA POR TODOS OS MEIOS EVITAR A NOMEAÇÃO ). Precisava até que o sujeito se fingisse de esquerda para fazer relato e denunciar ao general e não só, aluno, como todo e qualquer. Alguns aproveitaram, já que desejava que general nomeasse esposa/amante, parente, amigo, etc para vaga, para delatar docente. E alguns casos, para o sujeito tomar fugir, bastava esse colocar bilhetinho por baixo da porta do gabinete do docente, dizendo-se amigo anônimo e que estava sabendo que o general desconfiava que esse era comunista.

    Veio do tempo dito de redemocratização: a primeira providência foi tocarem fogo em todos os arquivos do general, alguns foram pelo fato do general cumprir o prometido, e com um prêmio: EFETIVAÇÃO DE TODOS SEM CONCURSO. E um dado: a quantidade de cargos administrativos estava estagnada. Para tanto, criaram a figura dos campi para o interior, na imensa maioria nada além de escola pública cedida pelos municípios. Esse precisava ter curso superior para diplomar docente que prestasse e tendo sem prestar, de onde viria aluno para fazer curso superior? Como o que interessa mesmo era o cargos administrativos, isso era questão para safado colocar.

    O governo Lula fez tal qual JK, com alguns adendos próprios e com algumas atualizações exigidas pelo tempo e nada mais.

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