“Nossa memória está em risco” – Entrevista Brasil de Fato

Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro possui acervo de quase 40 anos das lutas dos trabalhadores e enfrenta dificuldades de armazenamento, catalogação e divulgação

Joana Tavares – Brasil de Fato

Quarenta anos atrás, o Brasil estava em ebulição. Nos porões da ditadura, torturas, prisões, espancamentos. Em conspirações silenciosas, a classe trabalhadora se movimentava. Diversas organizações faziam cotidianamente o trabalho de base, a atividade incansável de formação, agitação política e organização popular.

Como fruto do trabalho desse período, consolidaram-se fortes entidades de classe, nacionais, representativas do anseio de participação política dos trabalhadores. Mas onde acessar os materiais que esses grupos produziram nos anos de repressão? Quais eram seus métodos de ação, que tipo de instrumentos produziam, o que falavam?

Grande parte dessa história, na forma de cartilhas, cartazes, livros, panfletos e jornais, está guardada, precariamente, em um prédio do centro de São Paulo. Não estão em salas climatizadas, em acervos digitais, mas dentro de pastas, caixas, fi tas cassete e VHS, cuidados por voluntários-militantes preocupados com a preservação da memória do nosso país.

O CPV – que nasceu em 1973 como “Centro Pastoral Vergueiro” e em 1989 mudou para “Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro” – é um reflexo da história recente do Brasil. A entidade –que é autônoma, não mais ligada à Igreja ou a qualquer partido – fez trabalho de base sindical, cursos de formação e comunicação popular, foi centro de referência nacional para a documentação da classe trabalhadora, teve um gráfica, livraria e equipe de assessoria voltada para a questão da memória como coisa viva, como alimento para a luta do presente.

Paradoxalmente, com o governo democrático, teve que diminuir suas atividades. Não havia mais financiamentos, nem condições de manter sua equipe técnica. Na década de 2010, funciona de forma frágil, contando com o trabalho voluntário de pessoas que se disponibilizam a abrir as portas para os pesquisadores. Das décadas de 1970 a 1990, o acervo é bastante completo, catalogado. Mas de lá para cá, apesar de haver um esforço de recolhimento, é feito de maneira aleatória.

Os mais de 100 mil volumes da memória das lutas da classe trabalhadora correm perigo. Como diz a sócia e voluntária do CPV Luiza Mafalda Peixoto, risco político – o esquecimento – e risco físico. “Gostaríamos que todos os militantes reconhecessem a importância do acervo, porque ele é a memória da classe trabalhadora. Ele não é propriedade nossa, está apenas sob nossa guarda, e espelha toda uma movimentação, uma luta de resistência e organização na época da ditadura e mesmo posterior. É uma riqueza que contribui para a identidade nacional, para que os jovens conheçam a história do país e possam conhecer a diversidade e a riqueza que foi o período e a importância da resistência”, diz.

Além do CPV, outros centros de documentação espalhados pelo país passam por dificuldades semelhantes. Por isso, a cobrança por políticas públicas permanentes que garantam a sobrevivência dos acervos e o acesso aos materiais. Confira a entrevista com Luiza, que participa do CPV desde 1978, quando entrou no curso de história da USP. Com as idas e vindas do centro, ela sempre militou pela conservação da memória dos trabalhadores. Hoje, é ela quem, duas vezes por semana, abre o centro para a pesquisa pública.

Brasil de Fato – Como surgiu a ideia do CPV?

Luiza Mafalda Peixoto – O CPV nasceu como ideia, no final da década de 1960, a partir de alguns dominicanos, particularmente o frei Giorgio Callegari, na região da rua Vergueiro. Ele já atuava na paróquia Sagrada Família, com movimentos de bairro e alfabetização de adultos, com atuação grande na região na educação e formação. Esse frei teve a ideia de fazer um centro de documentação. Era época de ditadura, as pessoas não podiam ter documentação em casa, porque as comprometia. Então ele pensou: por que não reunir a documentação dos próprios movimentos e também acompanhar pela grande imprensa e pelos veículos alternativos da esquerda o que circulava sobre as lutas, sobre os movimentos organizados, reunir esse acervo num espaço só? Então ficou nesse local, que era dos dominicanos, na rua Vergueiro, onde era a capela Cristo Operário e onde havia a experiência de uma fábrica de autogestão operária, que outro frei tinha ajudado a organizar. Essa fábrica funcionou até 1967. A articulação do CPV começou em 68, 69. O frei reuniu em torno dele professores universitários, de cursinho, alunos, alguns metalúrgicos que participavam da Pastoral Operária em torno do projeto de um centro de documentação, que reunisse informações que servissem para o próprio movimento e também um local de guarda para os documentos que não poderiam ficar na casa das pessoas.

Como foi feito o centro nessa época?

Logo se montou o centro de documentação e uma pequena gráfica, com mimeógrafo a tinta, para rodar materiais de formação, materiais de divulgação de direitos trabalhistas. Havia também um serviço de assistência jurídica para a população carente e para os operários. Na década de 1970, com a retomada do movimento operário – na região havia várias fábricas – o centro acabou se tornando um local de encontro, onde os operários recebiam assessoria jurídica para as greves, cursos de formação, como os cursos de madureza… O CPV buscava sempre casar a formação educacional, cultural – com peças de teatro, filmes, festas – com a informação e documentação. Ali a Oposição Sindical Metalúrgica, que estava se organizando de forma silenciosa nas fábricas há bastante tempo, encontrou um espaço de organização, de reunião. O CPV passou a ter um grupo que produzia um jornal – o “Hora Extra” – que era um boletim pequeno, com linguagem popular, para que fosse veiculado dentro das fábricas. Todo esse trabalho sempre foi voluntário.

Havia outras entidades fazendo esse trabalho de documentação?

Houve um encontro de centros de documentação em 1979, e ficou sob a incumbência do CPV fi car como centralizador de produções do Brasil. Os outros centros ficaram de mandar os materiais produzidos e o CPV ficou com a tarefa de divulgar para o país inteiro. Então o CPV montou uma livraria, e começou a viabilizar algumas produções, garantindo a compra de materiais. O centro mandava um catálogo para cerca de 3, 4 mil militantes, que assim tinham uma noção do que se produzia e irradiavam esse trabalho. Na nossa livraria vendíamos cartazes, camisetas, bottons, livros subsidiados, muitas cartilhas e dossiês que o próprio CPV produzia. Esses dossiês eram ou sobre temas encomendados – que a militância pedia, sobre algum tema específico – ou de temas que o centro julgava importantes. Então eram produzidos esses dossiês a partir de recortes de jornais e distribuídos para a militância. A gente dava também cursos de comunicação, como fazer boletins, e também cursos na área da documentação. Pessoas de vários estados participavam, para aprender a fazer documentação, mas a partir de uma concepção específica de memória.

Qual a concepção de memória do CPV?

A proposta do CPV é que a memória tem que ser preservada, mas não é uma memória passiva. Não é fazer um arquivo e esperar os pesquisadores. Dada a articulação que o CPV tinha com os movimentos, sempre havia a documentação para que houvesse uma devolução, seja através de produções próprias ou através da difusão da memória, colocando-a à disposição do movimento popular ou sindical. A forma de documentar, a classificação que usamos para dar entrada no material que chega, foi criada nos anos 1980 por nós mesmos. Adaptamos um sistema para que o próprio trabalhador pudesse se situar no acervo. E o centro do nosso acervo é a questão do trabalhador. Todos os temas giram em torno da organização e do mundo do trabalho. Todas as temáticas que se relacionam com esse enfoque seriam recolhidas, arquivadas e depois difundidas por esses vários veículos. A gente fazia informes bibliográficos sobre os materiais, tínhamos um sistema de empréstimos de livros. Havia um setor de comunicação que se propunha a produzir, junto com os grupos que nos procuravam, material de audiovisual. O principal recurso pedagógico da época eram os slides, então tínhamos um acervo para consulta, materiais para empréstimo. E o CPV ajudava os grupos a fazer o material, colocava o acervo à disposição, fazíamos a parte sonora. Tudo a favor da organização. Tentávamos levar essa discussão para o interior dos movimentos, da importância de cuidar da sua memória, de garantir a memória para o próprio desenvolvimento da luta.

Como foi o trabalho nas décadas de 1980 e 1990?

O CPV foi um difusor de uma proposta – até a década de 1980 isso funcionou plenamente – de uma forma de documentação, de apoio aos movimentos, de articulação dos vários centros, culminando com o nascimento do PT e da CUT. Quer dizer, todo o trabalho de base, de formiguinha, que várias organizações faziam naquele período, acabou desembocando nessas grandes organizações. Participamos de inúmeros congressos, registrando e fotografando, gravamos o primeiro congresso do MST, em 1984. Temos ainda 17 fitas cassete com o registro do congresso. Na década de 1990, com o processo da redemocratização do país, fomos tendo uma redução do apoio das agências internacionais. Cerca de 80% do nosso orçamento vinha dessas parcerias políticas. Digo ‘parcerias’ pois as agências sabiam do nosso trabalho de incentivo às lutas, e apoiavam politicamente repassando essas verbas. O CPV continuou apoiando os movimentos nas mais diversas facetas, mas tivemos que reduzir os serviços. Primeiro fechamos a gráfica, depois o setor de comunicação… Hoje, nos anos 2000, restou apenas a parte de documentação, apenas aquilo que o originou, a documentação das lutas.

Como é o acervo do CPV?

Temos um acervo bastante amplo, histórico, muito completo, das décadas de 1970 a 1990. Em algumas temáticas, temos até materiais anteriores, da década de 1950. Em outras, materiais mais atuais. Os materiais não são apenas do Brasil, temos muita coisa da América Latina, Ásia, África, sempre com o enfoque do mundo do trabalhador, com registros de experiências educativas, de metodologia, de organização, de luta. É um acervo de resistência. Uma parte do nosso acervo tem sido usada agora nos processos de anistia, de reconhecimento do Estado da perseguição a muitos militantes que foram cassados e presos. No último ano, recebemos alguns militantes que procuravam materiais que serviam de apoio a processos de anistia, materiais que podiam provar que houve aquelas mobilizações, que houve a perseguição a militantes, a sindicatos. Acho que se o CPV estivesse mais organizado, poderíamos ter ajudado mais nesse processo. Se conseguíssemos divulgar mais nosso acervo, outros militantes poderiam ter nos procurado. Mas o que mais chama atenção no acervo do CPV é o material produzido pelos próprios movimentos sobre suas lutas.

Que tipo de materiais o CPV tem no acervo?

Temos cordéis, cartilhas, livros, teses, dossiês, recortes de jornais, um arquivo de imprensa alternativa, de grupos de esquerda, boletins dos mais diversos, filipetas, relatórios de encontros, cartas, textos analíticos. O que é uma característica do acervo do CPV é sua variedade. O pesquisador que vem aqui pode ver a produção de vários estados. Ele não precisa ir a vários acervos para pesquisar, aqui temos uma gama de opção muito grande.

Quais dificuldades o centro enfrenta hoje?

Estamos desde meados da década de 1990 sem financiamento. Como o CPV é uma entidade autônoma, não é vinculado a nenhum partido, a nenhuma instituição, nenhuma tendência política, acabamos fi cando um pouco órfãos nessa questão. Às vezes nos perguntam: ‘mas e o movimento sindical, o PT? Agora temos um governo que se originou dessa movimentação histórica do período, ele poderia ajudar nesse arquivo’. Mas não é bem assim. Gostaríamos que todos os militantes reconhecessem a importância do acervo, porque ele é a memória da classe trabalhadora. Ele não é propriedade nossa, está apenas sob nossa guarda, e espelha toda uma movimentação, uma luta de resistência e organização na época da ditadura e mesmo posterior. É uma riqueza que contribui para a identidade nacional, para que os jovens conheçam a história do país e possam conhecer a diversidade e a riqueza que foi o período e a importância da resistência. Fizemos vários projetos que não foram aprovados…

Como funciona hoje o centro?

Hoje o CPV funciona à base de voluntariado. Por isso essa precariedade: abrimos no máximo dois dias na semana pra manter o mínimo de atendimento. Encaramos essa fase do CPV como de resistência também, apesar de estarmos no período democrático. Porque não vemos uma política pública definida para a conservação da memória do país. Mesmo as universidades, que têm esse dever da pesquisa, têm muita dificuldade de trabalhar seus acervos. Os acervos dos movimentos populares têm mais dificuldade ainda. Existe uma grande insensibilidade para incluir esses acervos como uma coisa determinante para se estudar e se conhecer a história do Brasil, e de outros países que também sofreram ditaduras. A juventude acaba ficando afastada desse período. E seria de fundamental importância o conhecimento, a difusão desses acervos, para que se abrissem novas perspectivas de pesquisa, e também que servissem de apoio aos movimentos organizados. Essa ainda é a missão do CPV. Temos ainda a ambição de voltar a contribuir efetivamente com os movimentos organizados hoje. Consideramos uma forma de resistência, não vamos fechar, temos direito de existir, com nossa proposta e nossos princípios. Nosso acervo é reconhecido, tanto no campo acadêmico como na militância. Se você conversar com os militantes mais antigos, dos diversos partidos, todos reconhecem a importância do CPV. Só que precisamos voltar a ter uma atuação. Estamos abertos a parcerias, tanto para atividades, como projetos, pesquisas.

Que tipo de pesquisas já foram realizadas com o acervo do CPV?

Nos últimos anos, a maior parte dos pesquisadores são ligados à universidade. Trabalhos de conclusão de curso, mestrado e doutorado. Pessoas do exterior vêm também; este ano vieram pessoas do Canadá e dos Estados Unidos. Achamos bom que os pesquisadores se voltem para esses temas, que têm sido mais questões de metodologia de formação e organização popular. Numa escala menor, temos pessoas dos próprios movimentos que vêm fazer pesquisas para suas práticas.

Como acessar essas pesquisas?

É fundamental levar essa sistematização a quem produz comunicação popular hoje. Porque ainda há muitos grupos que fazem seus jornais, que enfrentam dificuldades semelhantes, que poderiam se beneficiar com esse conhecimento do passado. Fizemos parceria com o departamento de história da PUC, que sistematizou grande parte do acervo de imprensa alternativa, temos também uma parceria com a Unicamp, que vai nos ajudar a divulgar o acervo, as políticas de contribuição… Procuramos as universidades para projetos de digitalização e divulgação dos materiais, por temas específicos.

Vocês catalogam a produção atual?

A nossa coleta hoje é aleatória, não temos uma política para isso. Nos anos 1980, 1990, coletávamos através da participação dos eventos. Por exemplo, no Primeiro de Maio, recolhíamos todos os materiais de todos os grupos presentes. Outro método era a assinatura dos materiais. Fazíamos também compras, ou permutas com nossas publicações. Isso tudo ficou paralisado, por essa redução fi nanceira significativa que agora está zerada. Ainda há alguns sindicatos, editoras, que mandam seus materiais e guardamos, mas não é uma coisa feita cientificamente. Não estamos em condições de articular uma demanda, de procurar o material, mesmo porque não estamos conseguindo processar todos os materiais, incluir em banco de dados, fazer a divulgação.

O acervo é digitalizado?

Uma parte sim. O acervo da Oposição Metalúrgica de São Paulo está digitalizado, através de várias parcerias. Mas nosso site, por exemplo, não está sendo atualizado, não tem ainda os materiais disponibilizados lá. Estamos em fase de reformulá-lo.

Como estão os outros centros de documentação?

Havia vários centros, tanto ligados a igrejas, universidades, outros autônomos, que participavam de articulações. O CPV participou dessas articulações até a década de 1990, mesmo não sendo mais o articulador. Mas mesmo essa participação foi feita com dificuldade, pois as pessoas trabalhavam em outros locais, não havia mais uma equipe pensando o trabalho do CPV. É importante saber quantos centros existem hoje, que tipo de acervo eles têm, até para lutarmos por políticas públicas permanentes de preservação da memória. Temos contatos de alguns, mas não há como saber exatamente quais são e onde estão.

Quem participa do CPV?

O CPV sempre teve uma diretoria e um corpo de sócios, que tentava ilustrar tudo que havia no movimento em São Paulo. Todos colaboravam nas linhas políticas do centro. Mas havia também uma equipe, que encaminhava as questões, que garantia o trabalho. Hoje, o CPV continua com a diretoria e o corpo de sócios, que está menor, mas não temos mais equipe técnica. Temos várias demandas urgentes: colocar em ordem a documentação, garantir o armazenamento e higienização do acervo, fazer a divulgação. Não temos um catálogo com todo o nosso acervo! Precisamos colocar toda a nossa documentação em banco de dados. O CPV comprou seu primeiro computador em 1983. Já havia 10 anos de acervo nessa época. Apesar de todo um esforço em colocar esses materiais no banco de dados, ainda falta muita coisa. Nossa grande preocupação é que essa documentação está em risco. E a gente coloca essa palavra – risco – em dois sentidos. Um deles é o risco político, que é o risco de um esquecimento, da desvalorização da memória operária e popular. Na medida em que não se consegue colocar essa memória à disposição da juventude, do público em geral, ela está em risco. O outro é um risco físico. Estamos sediados em um prédio que não é apropriado para a documentação. O grosso do nosso material é papel, e papel é sujeito a todo tipo de sujeira, de exposição. E como não temos recurso para microfilmar, para digitalizar e garantir o acesso, temos que dar o próprio documento para o pesquisador manusear, coisa que não se faz em arquivos. Cada tipo de documento tinha que ser guardado em salas especiais, com a luz correta, climatizadas apropriadamente… o CPV não tem essas condições. O material que está aqui está em risco, mas mesmo assim deixamos o acervo aberto e à disposição da pesquisa.

Campanha de valorização da memória da luta dos trabalhadores

“Não há cidadania sem memória, não há memória sem luta”. Essa é a ideia por trás da campanha promovida pelo CPV para garantir seu funcionamento. No acervo, há mais de 1.600 pastas suspensas com documentos diversos, 6.000 periódicos, 12.000 livros, 365 pastas com recortes de jornais, 187 pastas com dossiês temáticos, 33 pastas com cartazes, 161 conjuntos de slides, 314 fi tas cassete, 550 fitas VHS, 44 pastas com fotos, 71 adesivos, 270 broches, 375 pastas com slides avulsos. Os temas giram em torno das lutas dos trabalhadores, incluindo classificações como: direitos humanos, repressão, políticas sociais, terra, estrutura sindical, moradia, transporte, CEBs, indígenas, movimento estudantil, negros, política institucional. Há alguns livros à venda a preço de sebo. A campanha inclui a venda de bônus classistas (moedas nos valores de R$ 5 a R$ 50) e outras formas de colaboração.

Informações no site: http://www.cpvsp.org.br.

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