Nota do Cahis sobre a rematrícula e a greve

Rematrícula na Unifesp Guarulhos

Nota do Cahis a respeito do processo de rematrícula e da greve dos técnicos administrativos


Declaramos apoio ao movimento grevista dos servidores técnico-administrativos que paralisaram suas atividades desde o dia 6 de junho, juntamente com outras 49 Universidades federais de todo país. Uma vez anunciado cortes orçamentários por parte do Governo Federal, no início do ano, servidores técnicos administrativos têm reagido por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

As reivindicações dos técnicos em educação do campus de Guarulhos já remetem o ano de 2010, durante a greve estudantil. Até hoje, no entanto, não houve respostas por parte da Reitoria, e os servidores técnicos e seu trabalho, tão fundamentais ao funcionamento da instituição, seguem sendo desprezados. O fato de muitas vezes, sequer serem mencionados, como na elaboração do PDI ou na formação de órgãos colegiados, ou no recrudescimento da terceirização, são exemplos da falta de valorização dos trabalhos dos servidores técnicos.

Compreendemos que as interrupções das atividades administrativas acarretam em contratempos à comunidade acadêmica. Mas sabemos também, no entanto, da importância dessa greve para construção de uma educação pública e de qualidade, luta que embora esteja concentrada nos técnicos, diz respeito a estudantes, professores e a sociedade em geral. Desde o início saudamos o movimento, assim como a Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp) e o Sindicato Nacional de Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). 

De todo modo, foi orientado pela Diretoria acadêmica, durante o recesso, o registro das rematrículas via intranet, de forma bastante confusa, e o preenchimento do formulário manual a ser entregue nas datas 01 a 04 de agosto. Virtual ou presencialmente, a efetivação da rematrícula depende dos servidores técnicos administrativos em educação do respectivo campus, com o devido treinamento e preparação para tal processo, que exige, como já salientaram os técnicos, até dois meses de preparação.

É preocupante a falta de sensibilidade, transparência e boa vontade por parte da Diretoria Acadêmica no modo com que procura efetivar as matrículas, ignorando e deslegitimando a paralisação dos funcionários técnicos administrativos. Questionarmo-nos com quais condições se pretendem iniciar as atividades do semestre letivo, e como a Diretoria acadêmica pretende efetivar as matrículas, a distribuição de salas, as orientações a docentes e discentes e tudo mais que se exigiria para o início do semestre de maneira regular.

Entendemos que os estudantes devam seguir orientação e entregar os formulários. Salientamos, no entanto, que não há condições normais para efetivação das matrículas. E que, de qualquer modo, embora as incertezas, os estudantes que não conseguirem seguir os procedimentos não serão prejudicados na sua matrícula. As condições excepcionais, a confusão e a falta de informação de modo algum são motivos para que algum estudante seja prejudicado. 

Expressamos, por fim, nossa solidariedade à greve, colocando-nos à disposição para ajudar na luta que colegas técnico-administrativos travam por uma universidade mais justa, pela manutenção e melhoria da qualidade dos serviços prestados, sobretudo, pela dignidade e melhoria das condições de trabalho de todos nós. A luta dos técnicos administrativos é nossa luta também!


Coordenação de Comunicação
CAHIS – Centro Acadêmico de História
Universidade Federal de São Paulo campus Guarulhos


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