Propostas do Centro Acadêmico de História para o PDI (2011-2015)

O texto abaixo foi encaminhado à UNIFESP como proposta de atualização ao Plano de Desenvolvimento Institucional apresentado pela universidade à consulta pública.

Propostas do Centro Acadêmico de História (CAHIS) para o

Plano de Desenvolvimento Institucional da Unifesp (2011-2015)

 

1.   INTRODUÇÃO

Com estas propostas, procuramos não apenas contribuir com novos aportes à minuta formulada pela Secretaria de Planejamento da Unifesp como, principalmente, participar ativamente da gestão da universidade. Afinal, a democracia ou virá por nossas próprias mãos ou não virá.

Infelizmente, o período de debate amplo, na comunidade acadêmica, da minuta do PDI é extremamente escasso. Se, por um lado, isso indica a necessidade de agilizar a conclusão de um processo que vem se desenvolvendo há meses e, por outro, demonstra que mecanismos de participação democrática de todas e todos que compõem a Unifesp ainda são objetivos a perseguir.

É neste sentido que, pela urgência da questão e por considerá-la uma prioridade, já nesta introdução apresentamos uma proposta para o item Gestão Universitária: realizar eleições diretas para escolha de reitores, vice-reitores e diretores e garantir 1/3 dos assentos do órgão colegiado superior para representantes da sociedade civil local e regional – conforme estabelece projeto de lei nº 4.646/04, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal – e instituir a paridade de representação para os três segmentos da comunidade universitária (estudantes, docentes e técnicos adminstrativos) nos demais assentos do órgão colegiado superior.

Aproveitamos para propor uma alteração geral na redação do documento aplicando a seguinte emenda substitutiva: onde se lê “aluno” ou “alunado”, mudar para o termo “estudante”, “estudantes” ou “corpo discente”.

 2.    EXPANSÃO

Segundo a minuta do PDI disponível para consulta e debate, no período 2005-2010 houve uma expansão de 5.462 de matrículas de graduação e pós-graduação strictu sensu na Unifesp e projeta-se uma ampliação de mais 7.409 entre 2011 e 2015, quando se espera um total de 18.928 matrículas. Isso significa uma expansão de 134% no período 2005-2010 e 64% no período 2011-2015. Abaixo, segue a evolução projetada para estes níveis de formação por Campus, entre 2011 (1) e 2015 (2), com base nos dados da minuta.

 

2011

2015

Exp.

%

São Paulo

5004

5198

194

3,9

Baixada Santista

1209

2125

916

75,8

Diadema

1842

4411

2569

139,5

Guarulhos

2501

3125

624

25,0

São José dos Campos

643

1959

1316

204,7

Osasco

1303

2110

807

61,9

UNIFESP

11519

18928

7409

64,3

Com base nesta projeção, na análise dos demais dados apresentados e na experiência vivida no processo de expansão do período 2005-2010, apresentaremos algumas propostas para evitar que entraves, atrasos e incidentes voltem a ocorrer e possibilitar que a tão almejada qualidade acadêmica seja alcançada de modo sólido e homogêneo em toda a Universidade.

 

3.   GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

Do total de 7.409 matrículas projetadas para a expansão da graduação e da pós-graduação strictu sensu, entre 2011-2015, para a primeira estão previstas um aumento de 6.646 matrículas (89,7%).

De qualquer modo, não se trata aqui de uma mera correção de números, mas de garantir que, em 2015, a proporção de matrículas na pós-graduação nos Campus Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, São José dos Campos e Osasco, em relação ao total de matriculas projetadas para estas unidades, se amplie da atual projeção de 6% (825) para 18% (2.475).

Outras propostas:

  • Entre os indicadores de graduação consolidados, criar mecanismos para ampliar as amostras da avaliação dos cursos de graduação na ótica dos estudantes concluintes e avaliação das unidades curriculares na ótica do corpo discente (Tabela 8, p. 23);
  • Supressão das projeções quantitativas da projeção intelectual e difusão de conhecimento (Tabela 12, p. 25);
  • Substituir o desenvolvimento do “empreendedorismo” e do “espírito de liderança” pelo desenvolvimento da “solidariedade” e do “espírito de cooperação” como ações para cumprir com o objetivo de “Fomento à formação científica de qualidade” (p. 29);
  • Incluir estudantes de Pós-graduação e de Iniciação Científica entre as pessoas aptas a utilizar a infra-estrutura de pesquisa a ser criada e ampliada visando a “Consolidação das atividades de pesquisa nos novos campi” (p. 29);

4.   EXTENSÃO

Segundo a Tabela 23 (p.35), o PDI da Unifesp projeta a realização de 247 novos programas e projetos sociais de Extensão, entre 2011 e 2015, nas áres de Cultura, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Trabalho e Tecnologia/Desenvolvimento Humano. Isso significa um aumento de 220% para os próximo 4 anos. Quanto aos eventos promovidos pelo NAPE, projeta-se a ampliação de 20.390 novas vagas ofertadas nos próximos 4 anos, indicando uma ampliação de 107% em relação à projeção de 2011.

Para o cumprimento destas projeções, será necessário realizar contratações de docentes e funcionários em proporção adequada, além de garantir infra-estrutura e área construída suficientes para a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão concomitantemente.

Outras propostas:

  • Elaborar em profundidade a concepção, os objetivos a estrutura necessária, o funcionamento e a forma de gestão das Unidades de Extensão (p.33);
  • Substituir a promoção do “empreendedorismo” e do “espírito de liderança” pelo desenvolvimento da “solidariedade” e do “espírito de cooperação” como ações para cumprir com o objetivo de “Incorporação das atividades de extensão ao ensino e à pesquisa” (p. 38);
  • Desenvolver indicadores de extensão para avaliar o desenvolvimento e os resultados dos programas e projetos sociais de extensão (Tabela 39, p. 44)

 

5.   ASSISTÊNCIA E PERMANÊNCIA ESTUDANTIL

Apesar da projeção de taxa de expansão prevista para a graduação e a pós-graduação strictu sensu serem de 64% para o período 2011-2015, a taxa de ampliação de auxílios concedidos pro Programas de Permanência estudantil é de 0% para o período 2012-2015 e a previsão de aumento do número de refeições oferecidas diariamente é de apenas 50%.

Propostas:

  • Aumentar o número de refeições oferecidas diariamente de modo, no mínimo, proporcional ao aumento do número de matrículas: 64%;
  • Reduzir em 33% o preço das refeições oferecidas;
  •  Oferecer o dobro de vagas projetadas para as moradias estudantis até 2015, ou seja, 1.920;
  • Substituir os gastos anuais com aluguéis pela aquisição de mais ônibus para o desenvolvimento da Política de Transporte;
  • Entre as atividades complementares a serem desenvolvidas, como um dos “Objetivos e Ações de Assistência aos Alunos”, incluir a realização dos Estágios Interdisciplinares de Vivência em Acampamentos e Assentamento de Reforma Agrária eem Ocupações Urbanas.

 

6.   AVALIAÇÃO

A Comissão Própria de Avaliação deve não apenas definir objetos e desenvolver instrumentos e métodos de avaliação como também propor ações para solução e melhorias a partir das informações obtidas.

7.   ENSINO À DISTÂNCIA (EAD)

  • No período 2011-2015, expansão somente nos cursos presenciais;
  • Interromper o oferecimento de vagas para cursos completamente à distância;
  • Ampliar a carga horária presencial e infra-estrutura dos cursos atualmente semi-presenciais.

 

8.   DOCENTES

A projeção para a contratação de docentes no período 2011-2015 por Campus seguirá a seguinte evolução:

 

2011

2015

Exp.

%

São Paulo

650

678

28

4,31

Baixada Santista

147

247

100

68,03

Diadema

131

280

149

113,74

Guarulhos

159

177

18

11,32

São José dos Campos

52

125

73

140,38

Osasco

40

128

88

220,00

UNIFESP

1.106

1.517

411

37,16

 Comparada com a projeção de expansão de matrículas (64%) a expansão do corpo docente (37%) acarretará um aumento significativo da atual relação docente:estudante. Fazendo a mesma estimativa para cada Campus, temos que os mais prejudicados, com base na minuta em análise, serão: São José dos Campos (matrículas: 204,7%; contratações: 140,38%), Guarulhos (matrículas: 25,0%; contratações: 11,32%) , Baixada Santista (matrículas: 75,8%; contratações: 68,03%) e Diadema (matrículas: 139,5%; contratações: 113,74%).

Para garantir a qualidade acadêmica e a indisociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é necessário ampliar a contratação de docentes na mesma proporção prevista para a expansão de matrículas em cada Campus.

9.   ÁREA CONSTRUÍDA

A área construída para cada Campus para o período 2011-2015 seguirá a seguinte projeção:

 

2011

2015

Exp.

%

São Paulo

101636

149294

47658

46,89

Baixada Santista

6690

37302

30612

457,58

Diadema

8970

35084

26114

291,13

Guarulhos

16323

35523

19200

117,63

São José dos Campos

26441

47902

21461

81,17

Osasco

101636

121636

20000

19,68

Para garantir a qualidade acadêmica e a indisociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é necessário fazer com que as instalações estejam prontas para uso em prazos equivalentes com a projeção de expansão de matrículas.

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