Tribunal Popular da Terra

Publicado: 04/17/2012 por comunicacaocahis em Movimentos sociais, Sociedade

 

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A Assembleia de estudantes de História, iniciada no dia 11 e concluída no dia 12 de abril discutiu diversas questões sobre a greve, seus caminhos e suas pautas, aprofundando a cultura do debate, amplo, plural e saudável. Buscando, essencialmente apresentar uma posição sobre uma pauta mínima de negociação da greve.

Disso delinearam-se alguns pontos considerados mínimos, bem como a remoção de outros pontos da pauta, levando em conta uma série de experiências de outros processos de mobilização e negociação, bem como a necessidade imediata de acordo com a prioridade.

A assembleia deliberou que é a favor de constar na pauta mínima para o fim da paralisação os seguintes pontos, atentando à redação:

  • Definição documentada e abertura imediata do processo de compra de terreno para a construção de moradia estudantil;
  • Imediata efetivação das duas linhas de ônibus já acordadas com a EMTU pelos trabalhos da comissão de transportes criada na PRAE;
  • Reforma no restaurante universitário visando seu aumento de tamanho sem que haja a paralisação do atendimento;
  • Ampliação do atendimento e da qualidade da rede wireless.
  • Revisão dos valores do auxílio permanência;
  • Exigência de que a Unifesp solicite a retirada do processo contra os estudantes que participaram da ocupação do prédio da Reitoria em 2008.

Aponta-se para a necessidade de atenção à reflexão por conta de alguns pontos que demandaram maior discussão e compreensão dos elementos envolvidos.

Considerando a moradia estudantil como ponto chave para a solução de uma série de problemas enfrentados pela comunidade acadêmica da Unifesp Guarulhos, faz-se necessário o início imediato de processo de aquisição de terreno para esta finalidade. Sendo, obviamente, a indicação anterior da localidade deste espaço.

Compreendendo que a negociação anterior com a EMTU, empresa que administra as linhas intermunicipais da região metropolitana de São Paulo, já previra a criação de linhas que atendessem a região das Pimentas (Guarulhos), partindo dos terminais anexos às estações de Metrô Carrão e Itaquera (São Paulo), estas devem ser efetivadas, em horário regular a ser amplamente divulgado, sem prejuízo das linhas já existentes. Sendo então uma tarefa de minimização dos problemas de transporte enfrentados pela comunidade local, sendo necessária uma pesquisa posterior para unificação das lutas entre estudantes e moradores da comunidade sobre mobilidade urbana.

Desde a implantação da RU sua instalação se apresenta em condições provisórias. Contudo, sabe-se que o projeto de prédio principal do campus inclui um espaço para esta finalidade, exigimos então que uma necessidade imediata seja atendida, que é a ampliação da capacidade de atendimento do público. Deste modo, pedimos a ampliação imediata das instalações atuais.

Diante da informação de existência de mínima estrutura sem fio de acesso à rede (WI-FI) solicitamos a ampliação deste recurso, a divulgação do modo de acesso e demais instruções de utilização, bem como aumento da largura de banda (ou uma melhor distribuição da existente) de modo que o acesso à rede tenha uma qualidade mínima para realização dos diversos trabalhos.

Os benefícios oferecidos pelo Programa de Auxílio Permanência sofrem uma atualização dos valores das bolsas muito aquém do aumento do custo de vida da região. Pedimos então que seja reajustado de modo a atender à necessidades básicas de subsistência.

Não sendo mais a Unifesp a responsável pelo desenvolvimento do processo contra os estudantes envolvidos na ocupação da reitoria em 2008, que a instituição solicite aos órgãos envolvidos, a suspensão e extinção do processo que criminaliza a ação política do Movimento Estudantil. Além disso, opõe-se à retirada de todos os processos, como consta na pauta da greve, tendo em vista que diversos outros processos de natureza muitas vezes abomináveis, por exemplo de violência sexual, permanecem em andamento.

A assembleia deliberou que é a contrária as exigências de compra de novos ônibus para o transporte Itaquera-Pimentas e assim como é contrária a exigência de se alugar um local para as aulas durante a construção do Prédio definitivo.

Essa oposição se dá pelo fato de a primeira atender alunos em caráter exclusivo, sanando a problemática do transporte a uma pequena parcela, conferido-lhe uma posição favorecida em relação ao restante da comunidade; Enquanto a segunda, como ponto imediato pode criar um imbróglio na discussão sobre o novo prédio, incorrendo no risco de criar uma “solução-problema” que, ao mesmo tempo que atende uma necessidade, onera a solução de outra. Este debate deve ser retomado diante da efetivação do processo de construção.

A assembleia também deliberou a escrita de uma carta pública que esclarece a situação de algumas UCs do curso de História que continuam acontecendo, não respeitando a paralisação e se favorecendo da impossibilidade de se impedir efetivamente que as pessoas entrem nas salas do CEU, uma vez que aquele espaço é da prefeitura, promovendo ainda um discurso coercitivo contra a autonomia estudantil.

Além disso, foi aprovado um ato/flash mob com panfletos que contenham cartoons com informações sobre o que está acontecendo na Unifesp. Esses panfletos seriam distribuídos em uma ação dos estudantes, que iria do campus ao Nagumo e depois ao Shopping Bonsucesso. As pessoas que estariam neste ato devem trajar preto e portar um livro. O ato NÃO deve causar o caos no transito do Pimentas, pois a ideia é tentar divulgar informações não tendenciosas do Movimento Estudantil à população. A ideia é que este ato aconteça na Terça-Feira, às 14 horas.

Encerrou-se assim a Assembleia de Estudantes de História ocorrida entre os dias 11 e 12 de abril de 2012.

 

12 de abril de 2012.

Assembleia de estudantes de História

Para além do que é material, há outras possíveis conquistas em uma greve como o fortalecimento da organização política que tal processo nos proporciona. O amadurecimento decorrente da greve traz consigo também a necessidade de posturas mais firmes daqueles que nela se envolvem. Para não deixar passar tal questão, digamos, pois, quem são aqueles que estão envolvidos em um processo de greve e a partir disso, aproveitemos o momento para uma breve discussão sobre o que é soberano e o que é violento.

Muitos dirão que há o direito individual de não fazer greve e de não acatar, portanto, o que por Assembleia for deliberado, uma vez que este espaço responde aos anseios de uma parcela dos estudantes, não do todo. Ainda complementarão dizendo que ocorre uma violência para com aqueles que entram em sala de aula seguindo um princípio do direito individual.

Ora, deveríamos então ceder aos anseios individuais em todos os momentos nos quais nossas posições não são contempladas pelo coletivo? Sabemos, a partir da vivência em sociedade, que esse não é o caminho.

A Assembleia estudantil é o espaço máximo de debates e deliberações que possuímos, é um meio no qual se consegue estabelecer votações sem esvaziamento político. Um espaço de concentração dos anseios da coletividade e por tudo isso, os membros que a compõem a chamam: soberana. É também graças a esse espaço de ampla discussão que os métodos de luta podem ser questionados e outros pensamentos agregados a fim de que se dê uma ampliação da organização estudantil e, por conseguinte, as conquistas por nós almejadas.

Se a Assembleia é um espaço de tamanha soberania porque então o piquete e outras intervenções às salas de aula se fazem necessárias? Porque infelizmente muitos fingem não reconhecer a vontade de uma maioria e para as deliberações serem respeitadas é preciso que se intervenha dentro dos espaços físicos. Nesse sentido, é costume dizer que o direito individual esta sendo corrompido e dai provém a tal violência.

É violento, pois, obstruir salas de aula, mas entrar em aula desrespeitando as deliberações coletivas que acontecem em Assembleia (soberana e aberta) é um ato de liberdade e democracia? Não, sabemos que esse caminho também não é o melhor. A violência e a falta de democracia se dão no dia a dia de uma greve, quando determinados indivíduos (acostumados a agir dentro da coletividade em todas as esferas da sociedade) ignoram os anseios da maioria estudantil e se submetem a “pressões externas”.

Por reconhecermos esta verdadeira violência e ainda corroborarmos a ideia de soberania das Assembleias e a importância de um todo mobilizado é que repudiamos ações que contrariem tais princípios.

Os estudantes não podem se sujeitar a quaisquer “pressões externas” que lhe são colocadas. Uma greve com conquistas e negociações possíveis acontece por meio da organização verdadeiramente coletiva que não prejudique outros colegas utilizando-se do falso argumento do direito individual.

Repudiamos aulas que ocorram durante a greve porque estas sim são um instrumento violento e antidemocrático, uma ação opressiva e que desconsidera tudo que tentamos conquistar. Essas aulas demonstram um desrespeito a coletividade e a negligência para com aquelas que diariamente chamamos “colegas”. A maior manifestação individual possível dentro de um processo como o que vivenciamos atualmente é a utilização de nossas consciências no exame do que é certo ou errado para com aqueles que enfrentam conosco as mesmas dificuldades de transporte, moradia, alimentação e infraestrutura todos os dias dentro dessa universidade.

Por reconhecermos a legitimidade de uma assembleia soberana, com quórum mínimo e amplo espaço para discussão e por respeitarmos as decisões coletivas é que nós, estudantes de História reunidos em Assembleia de Curso no dia 11 de Abril de 2012, repudiamos o ato de “furar greve” por meio de aulas que ocorrem no CEU ou em quaisquer outros espaços e consideramos tal posição violenta e absolutamente antidemocrática.

Estudantes de História reunidos em Assembleia de Curso no dia 11 de Abril de 2012.

Olá, estudante.

Em assembleia de curso passada, deliberou-se a escrita de uma carta pública a fim de esclarecer à comunidade acadêmica que algumas Disciplinas do curso de História continuam sendo ministradas no CEU, se aproveitando daquele espaço da prefeitura.

Um grupo de estudantes se disponibilizou para escrever a carta e julgou-se necessária o debate a aprovação dela em reunião aberta aos estudantes de História. Dessa forma, convocamos todos e todas para reunião extraordinária de estudantes de História, que acontecerá na Sexta-Feira, dia 13 de Abril, às 18 horas, na sala 1.
Para que a carta possa ser debatida amplamente, é necessária a participação massiva dos estudantes. Participe, divulgue, mobilize-se.

Reunião extraordinária de Estudantes de História
13 de Abril às 18 Horas na sala 01

Pauta: Carta Pública do Curso de História à comunidade acadêmica

Estudantes!
Convocamos todos e todas para assembleia extraordinária de História que será realizada HOJE (Quinta-Feira, dia 12/04) às 18 horas na sala 01. Em assembleia realizada ontem não foi possível debater todos os pontos elencados para se aprovar uma pauta mínima para a Greve.
Dessa forma, houve a necessidade de convocar nova assembleia para dar continuidade às discussões iniciadas ontem, buscando posições e definições coletivas.
A participação de todos(as) estudantes é essencial para que seja possível haver o debate.
Divulguem, participem, mobilizem-se.


Assembleia de Estudantes de História
Quinta-Feira (HOJE) 12/04 às 18 horas na sala 1

Pauta: Debate sobre a formação de uma pauta estrutural mínima.

Assembléia de História – Quarta, 18h

Publicado: 04/08/2012 por comunicacaocahis em Comunicação

Convocamos a todos e todas para a Assembléia dos Estudantes de História, a ser realizada nesta quarta-feira, dia 11, às 18h. Essa assembleia foi convocada a partir de reunião do comando de greve,  para que cada curso discuta propostas de pautas mínimas necessárias para negociação da greve. Dessa forma é imprescindível que todos os estudantes participem para que todos os pontos sejam debatidos amplamente. Participe, divulgue, mobilize-se.

Assembléia dos estudantes de História

Quarta, 11, às 18h

Sala 18, no campus da Unifesp Guarulhos

Mobilizadores Estaduais do ENEH

Publicado: 04/08/2012 por comunicacaocahis em Comunicação
CONVOCATÓRIA PARA MOBILIZADORES ESTADUAIS
Faltam aproximadamente três meses para a realização do XXXI Encontro Nacional dos Estudantes de História, na cidade de Guarulhos. Em meio aos preparativos para organização das delegações e debates a respeito dos temas do encontro, a COENEH (Comissão Organizadora do ENEH) deseja acompanhar esses processos de construção através dos mobilizadores estaduais.
Aproveitando a experiência da organização do ENEH em 2010, realizado em Fortaleza, cada Estado deve designar de 3 a 5 estudantes para formarem uma espécie de extensão do COENEH, agindo como “ponte” entre a COENEH e as delegações estaduais.
Deste modo, os mobilizadores estaduais ficam a cargo de acompanhar e estimular em seus Estados a organização de delegações por Universidade, a realização dos pré-ENEHs e demais debates em torno das pautas e bandeiras da FEMEH, estando em permanente contato com a Comissão Organizadora do ENEH em São Paulo.
Dessa forma, entendemos que organização de mobilizadores deve funcionar como uma boa forma aproximar desde já as delegações da organização do encontro, e estreitar os laços da cada escola e Estado com o restante da Femeh.
Portanto, segue abaixo a proposta de um calendário das reuniões dos mobilizadores. Pedimos que aqueles que estiverem interessados em ser mobilizadores estaduais, ou se dispõem a representar seu Estado até que se definam seus mobilizadores, enviem e-mail para xxxi.eneh@gmail.com, informando “nome Skype” (www.skype.com) para presença virtual nas reuniões.
1ª Reunião – 18h, 15 de Abril de 2012
2ª Reunião – 18h, 13 de Maio de 2012
3ª Reunião – 18h, 10 de Junho de 2012
4ª Reunião – 18h, 8 de Julho de 2012
Comissão Organizadora do ENEH
E-mail: xxxi.eneh@gmail.com
Skype: eneh2012